Tuesday, May 15th, 2007...22:17
Há 30 anos, o cinema mudou

Perdi o encanto pela série, sobretudo depois dos últimos três episódios. Três heresias, onde o espírito da saga deu lugar ao power point do tempo. Mas continuo a ter a relação, digamos, religiosa com o primeiro episódio, o de 1977. Deve ser como Fátima: uns sentem, outros não.
Mas já não o vejo há uns largos anos. Comprei o DVD. Está ali, cheio de pó, ainda embrulhado no plástico. Tenho medo que a religiosidade não resista a uma nova olhadela. Tenho medo que aquela boa memória desapareça. É como alguns livros. Recuso voltar a lê-los, porque quero levar comigo algumas memórias de infância intactas, não mexidas pela pedantice.
Outra coisa: continuo fascinado com as pessoas que recusam dizer que gostam de Star Wars porque acham que “o cinema” é outra coisa. Como se ter um fraquinho por Star Wars incapacitasse alguém de apreciar os Kubrick, Godard, Ford, etc. Como se Verne impedisse a chegada a Melville ou Pessoa. Há pessoas que se fecham a sete chaves dentro do sublime. Por isso, nunca chegam apreciar o dito sublime.
Conta-me um passarinho amarelo que um dos founding fathers da “Atlântico” vai escrever sobre Star Wars no próximo número. Fiquem à espera, portanto.

3 Comments
May 16th, 2007 at 4:48
Não concordo consigo, Henrique, o episódio III é absolutamente fantástico, experimente revê-lo sem muitos pré-conceitos na sua cabeça, sem pé atrás e penso que verá (aqui e ali, claro, os tempos mudam) os méritos do sr. Lucas e o quão aquele filme é um alívio e um orgulho para ele próprio, ao contrário do I e II que mostravam o “sofrimento da sequela”.
Parabéns pelo seu trabalho na Atlântico.
May 16th, 2007 at 5:53
founding fathers do Atlantico….
Que expressão curiosa!
May 16th, 2007 at 11:44
Também eu sou um fã dos primeiros três e desprezo os que lhes seguiram
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