Saturday, May 26th, 2007...3:00

Acabado

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“Eu não sei o que é o que o professor disse ou não disse… agora, se foi apenas uma piada em relação a um político, como é corrente no nosso país… eu espero que o mal entendido seja esclarecido” (Cavaco Silva)

O que foi dito não interessa quando se sabe que o espaço em causa era privado. O facto de ser corrente ou não é muito pouco relevante para avaliar o problema em causa. São correntes a fuga ao fisco, o estacionamento em cima dos passeio e a reacção homofóbica em espaços públicos. Tudo coisas pouco respeitáveis. Chamar a um problema óbvio de abuso de poder ”mal entendido” é demais.

Um provedor de um jornal tem de ser ponderado e prudente, mas quando acha que um jornalista esteve inequivocamente mal diz “o jornalista errou”. Não diz “o jornalista teve um momento menos feliz”. Cavaco Silva anda a precisar de engolir uns livros sobre direitos e liberdades. Não sei se os seus assessores liberais estão todos de férias, mas parece que sim.

Pegando na infeliz analogia - pelo tom com que a propõe - de Mário Lino sobre o “cancro”, que é “absolutamente mortal”, mesmo que o indivíduo “mexa braços, pernas e tenha os dentes bons”, o episódio da DREN é o cancro de Cavaco Silva. É suficiente para ilustrar a sua pequena estatura política. Tudo o resto podia ser óptimo, que isto basta para que a desilusão seja irreversível.

1 Comment

  • As minhas desculpas Tiago, mas esta coisa do Cavaco é secundária….a suspensão do dito é que é vergonhosa!!! O episódio do DREN é mais um cancro deste desgoverno ridiculo…

    Post polémicos e interessantes sobre tudo isto…

    cachimbodemagritte.blogspot.com

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