Wednesday, June 20th, 2007...20:24
Silogismos infantilmente contaminados
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A Fernanda Câncio não gosta do casamento.
A Fernanda Câncio quer que os gays se casem.
Há gente muito homofóbica.
P1. A Fernanda Câncio não gosta, pessoalmente, do casamento.
P2. A Fernanda Câncio quer que os gays tenham a mesma possibilidade de se casar que os heterossexuais.
C1. As preferências pessoais da Fernanda Câncio não influenciam/determinam o que ela defende como direitos públicos de casais de sexo igual ou diferente.
A outra conclusão: coisas tão descabidas escritas por tipos inteligentes indiciam níveis preocupantemente suficientemente elevados de (1) sede de protagonismo e/ou (2) cegueira característica do espírito fundamentalista de uma qualquer cruzada moralista em curso.

7 Comments
June 20th, 2007 at 21:46
O TMendes não acha que é precisamente por a F.Cancio nao gostar “pessoalmente” (não sei como se pode nao gostar de algo «impessoalmente», mas bom) do casamento que propõe que este perca aos poucos o seu sentido original (criar condições efectivas para a procriação em paz, estabilidade e prosperidade)?
June 20th, 2007 at 22:06
Este post agora sobre homosesuxais logo a seguir a outro com o titulo de “ser logicamente… anal” faz logo pensar se o Tiago Mendes não será gay…
June 20th, 2007 at 22:47
Oh Tiago, não leves tudo tão a sério.
June 21st, 2007 at 0:39
O Carlos Fernandes talvez precise de aprender um pouco de inglês, para perceber que a expressão “Ruth is so anal” não tem nada que ver com a homossexualidade de Ruth. Vá lá pesquisar um bocadinho. Ainda revê umas coisinhas do Freud.
June 21st, 2007 at 0:43
Não será tudo talvez:
1) excesso de casamentos ;
2) falta de sexo?
Who knows…
June 21st, 2007 at 5:50
Obrigada, Tiago.
Outra conclusão ainda: ler previamente um texto é condição necessária para o poder comentar e/ou para dele discordar.
June 21st, 2007 at 20:05
Tiago, há outra conclusão possível: a minha cruzada moralista é apenas sede de protagonismo. Quero o melhor dos dois mundos (este e o outro). Não faço a coisa por menos. mas se tu achas que há pessoas acima da crítica e temas intocáveis, avisa. é sempre interessante descobrir que não é só meu liberalismo que tem limites.
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