Monday, June 25th, 2007...17:08

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Segundo o Pedro Marques Lopes, sobre o tema “como incluir as comunidades homossexuais na nossa sociedade”, ninguém se atreva a opinar sobre a matéria, sem ser um expert no tema. Eu, na minha ingenuidade, argumentei que a meu ver, aquele tipo de manifestações não contribui para a causa a que os homossexuais se dedicam. Aparentemente, não poderia ter publicado tal comentário sem ser um expert no assunto.

1. O facto de eu achar que esta não é a melhor estratégia, não me torna menos ou mais homofóbico que o Pedro. Eu não defendo a proibição das paradas, visto que cada um é livre de fazer o que bem entender. E devo dizer, que não creio que a comunidade homossexual esteja completamente de acordo neste tipo de marchas. Mas pronto, quem sou eu para dizer estas coisas, visto não conhecer bem a comunidade… Deixo para os experts e os consultores que o Pedro anda à procura.

2. Eu nunca afirmei que “milhões de adultos não sabem defender as suas causas”. Eu critiquei apenas uma marcha por um conjunto de pessoas, cujos objectivos, não creio que tenham sido alcançados. Mas sei lá, posso estar enganado. Não tenho problemas nenhuns com isso. Porém, para o Pedro uma coisa parece que é certa: quem não está a favor da parada, está certamente contra os gays.

6 Comments

  • Caro Bruno,
    Repito aqui aquilo que escrevi na caixa de comentários do post do Pedro. O que escreveste é partilhado por uma boa parte da comunidade gay americana; entendem que a melhor maneira de avançar para a aceitação social passa precisamente por evitar paradas onde se promove o excêntrico e o bizarro. Pessoas que consideram que isso as coloca num ghetto aos olhos da generalidade dos cidadãos, que apenas os prejudica, por projectar uma imagem esteriotipada e devassa, que não será a sua. Muitos gays, bem integrados, desmarcam-se de semelhante folclore. Não vejo onde possam ser considerados homofóbicos. Com franqueza, alguém acha que se convence o cidadão médio português a entregar uma criança a um casal homossexual, se a imagem que se projecta é a de dois sujeitos vestidos de mini-saia, meias de renda e salto alto, com os olhos pintados de negro, a esfregar as línguas para a câmara?

  • “Muitos gays, bem integrados, desmarcam-se de semelhante folclore. Não vejo onde possam ser considerados homofóbicos.”

    Precisamente.

  • Filipe Abrantes
    June 25th, 2007 at 17:27

    Seguindo a lógica do PML,

    Todos aqueles que têm defendido o casamento para homossexuais têm um interesse na matéria…

    Interessante saber.

  • -Orgulho heterossexual? Orgulho gay? Onde foram desenterrar esta polémica? ás paradas gay que representam alguma da comunidade homossexual, se é que tal existe, eu reconheço apenas a existência de pessoas cuja orientação sexual é a homossexualidade, ou outras a bi-sexualidade, cada um tem direito a viver conforme quer, a sua orientação ou opção, como queiram, em paz e sossego, desde que não chateiem ninguém. Como um casal heterossexual também por lei não pode practicar certos actos em público! Nisso estamos todos em pé de igualdade. A que propósito é que de tempos a tempos, vão desenterrar estas questões? Terá sido por causa do sr. que quer celebrar casamentos gay nos paços do concelho? Espero é que o engº Nobre Guedes avance com a ideia que defendeu, a propôr um contrato, chamemos-lhe acordo jurídico, por exemplo, para regularizar e defender situações que de facto existem, antes que apareça por aí algum Zapatero à portuguesa, a defender situações mais radicais, como aconteceu com a IVG, onde avançam com legislação mais radical do que aquela que propuseram aos portugueses.

  • “Sou constantemente apelidada de «homofóbica», apesar de ter passado a maior parte da minha vida adulta como lésbica assumida…

    Odeio qualquer forma de dogma… detesto-o no activismo gay e no feminismo estabelecido de hoje em dia. Não podemos continuar a tolerar o pensamento estreito e rígido, os clichés pios e a retórica sem humor da linha facciosa.

    A minha primeira proposta para o mundo gay: livrem-se das teorias abstractas mortas e do construcionismo social ferrenho, legado coxo dos néscio académicos.

    Em seguida, livrem-se da política da vitomologia e da opressão.

    O fanatismo bombástico, face favorita da ACT UP, é infantil. Não invandam nem insultem igrejas; não silenciem os dissidentes ou aviltem como «fanáticos» os que se opõem às suas práticas no terreno religioso. O activismo gay tem de fugir do seu modo de oposição «caneleiro».

    O establishment activista gay tem sido estúpido e obtuso na maneira como vem conduzindo a sua campanha pelos direitos civis.”

    C.P.

  • Sim senhor, tens razão e deste-me um bigode.

    Um abraço

    Pml

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