Friday, July 20th, 2007...15:59
À atenção de António Costa
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Logo que tenha tempo, rogo a V. Exa. que inicie diligências junto da Embaixada Britânica para que se “repense” a forma como o espaço público em seu redor foi ocupado. A segurança é importante? Os lisboetas também o são.
(Sobre o assunto, ler o que escreveu Manuel Graça Dias no caderno Cartaz Actual do Expresso de 07-07-07)

6 Comments
July 20th, 2007 at 16:25
Caríssimo,
Não vais ter sorte. Estive nessa guerra porque moro na zona, conheço as diligências feitas pela Junta de Santa Isabel directamente com o gabinete do então Presidente Carmona para tentar travar esse disparate contínuo e crescente.
A CML alega que há um conjunto de acordos internacionais de segurança pós-11 de Setembro a cumprir, e que a ultrapassam (citam desde a UE até à NATO). O projecto não é disponibilizado para consulta por alegadamente ser confidencial ao abrigo dos mesmos acordos, embora todos saibamos o quão permeável é o sigilo neste país…
A Junta reuniu por mais do que uma vez com o Embaixador e com outras pessoas do staff. Muito simpáticas, muito disponíveis, cooperam no que for necessário excepto na mudança de um milímetro que seja no projecto que está a ser executado.
Repara que até no condomínio adjacente realizaram estragos. Não consegues entrar na garagem com um veículo um pouco maior sem realizar manobras. O mesmo para sair.
Destruiram passeios, lugares de estacionamento, passagens para carrinhos de bebé ou mala de compras (bastante usual na terceira idade na área) com obstáculos no passeio que mais parecem retirados do museu da Normandia.
O problema é simples, meu caro. A CML deveria dizer claramente que, a ser válido o argumento dos acordos de segurança, a Rua de São Bernardo deixou de ser um lugar aceitável para a manutenção da Embaixada da Inglaterra. Com muito carinho e amizade. O nível de estragos na qualidade de vida da área não é aceitável.
Acho que só no Burkina Faso, e daí… , se aceitaria sujeitar população local a um vexame igual ao que a CML aceitou sujeitar.
Não nos damos ao respeito.
July 20th, 2007 at 16:25
Esqueci-me de dizer que também faço parte da Junta.
Abraço
July 20th, 2007 at 16:30
Obrigado pelos esclarecimentos, Manuel. Não sabia que as discussões tinham tido tantos desenvolvimentos. (Não moro no bairro, mas moro perto, e acho estranhíssimo aquele quadrângulo sempre que passo por lá). A solução só pode ser a que referiste: devolver aquele cantinho aos lisboetas, convidando a Embaixada a escolher um sítio mais propício a grandes perímetros de segurança.
Abraço,
July 20th, 2007 at 16:41
tambêm moro lá perto e aquele quadrado (como definis-te tiago ).sempre esteve ocupado .nunca se pode estacionar nem nunca nenhum carro pode passar por alêm.na pratica ocuparam o que sempre esteve ocupado
July 20th, 2007 at 17:17
Menino Mau,
Há quantos anos mora na zona? É que efectivamente podia-se estacionar e circular na zona que está agora ocupada. Mais tarde isso foi impossibilitado através de grades, e agora através de madeira e betão. E o acesso à garagem do condomínio adjacente fazia-se sem qualquer problema.
July 20th, 2007 at 17:29
moro vai para 10 anos ( chiça que estou a ficar velho….) . se se podia ou não estacionar na zona , não posso precisar .mas é lógico que sempre existiram restrições , como é lógico ( por razões de segurança ). dai dizer que na prática a embaixada da grã - bretanha já tinha uma palavra decisiva sobre um largo raio de acção daquela zona.olhe..bom fim de semana!!
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