Saturday, July 21st, 2007...19:37

Against “sexual orientation” - the world is not black and white

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1. “The only unnatural sex act is that which you cannot perform.” Alfred Kinsey 

2. “Heterossexuality is not normal; it’s just common.Dorothy Parker 

3. “Homossexuality was invented by a straight world dealing with its own bisexuality.” Kate Millet

4. “The very general occurrence of the homosexual in ancient Greece, and its wide occurrence today in some cultures in which such activity is not taboo suggests that the capacity of an individual to respond erotically to any sort of stimulus, whether it is provided by another person of the same or opposite sex, is basic in the species.” Alfred Kinsey 

5. “It would encourage clearer thinking on these matters if persons were not characterized as hetereosexual or homosexual, but as individuals who have had certain amounts of heterosexual experience and certain amounts of homosexual experience. Instead of using these terms as substantives which stand for persons, or even as adjectives to describe persons, they may better be used to describe the nature of the overt sexual relations, or of the stimuli to which an individual erotically responds.” Alfred Kinsey

6. “The time has come, I think, when we must recognize bisexuality as a normal form of human behavior. . . we shall not really succeed in discarding the straitjacket of our cultural beliefs about sexual choice if we fail to come to terms with the well-documented, normal human capacity to love members of both sexes.” Margaret Mead 

7. “Insistence on having a sexual orientation in sex is about defending the status quo, maintaining sex differences and the sexual hierarchy; whereas resistance to sexual orientation, regimentation is more about where we need to be going.” John Stoltenberg

8. “Males do not represent two discrete populations, heterosexual and homosexual. The world is not to be divided into sheeps and goats. Not all things are black nor all things white. It is a fundamental of taxonomy that nature rarely deals with discrete categories. Only the human mind invents categories and tries to force facts into separated pigeon-holes. The living world is a continuum in each and every one of its aspects. The sooner we learn this concerning human sexual behavior, the sooner we shall reach a sound understanding of the realities of sex.” Alfred Kinsey

9. “The reason no one has yet been able to come up with a good word to describe the homosexualist (sometimes known as gay, fag, queer, etc.) is because he does not exist. The human race is divided into male and female. Many human beings enjoy the sexual relations with their own sex, many don’t; many respond to both. The plurality is the fact of our nature and not worth fretting about.” Gore Vidal

10. “What is straight? A line can be straight, or a street, but the human heart, oh, no, it’s curved like a road through mountains.” Tennessee Williams

15 Comments

  • Ana Matos Pires
    July 21st, 2007 at 20:38

    Obrigada pelo esforço de esclarecimento e clarificação, Tiago. Achas que resulta? Queria tanto acreditar que sim.

    Daqui deste país de gente “menor” (!!!) te envio um grande beijo.

  • Ena!! Até que enfim verdadeiros liberais na blogoesfera portuguesa de Direita.

  • Afinal, a direita moderna também existe.

  • Pedro Ferreira Marques
    July 22nd, 2007 at 22:52

    De acordo, meu caro. No entanto, tenho a impressão de que a tua posição evoluiu. Lembro-me de um post hilariante no teu blog onde imaginavas um diálogo entre alguém que só acreditava em actos sexuais (por oposição a identidades sexuais) e um tipo que queria assumir perante os amigos que era gay!

    Abraço,
    Pedro

  • Viva car Pedro (MF),

    Demorava bastante a explicar, mas de facto a minha posição é a mesma, apenas pûs, nesse tal post, a tónica noutro ângulo, e apenas porque o contexto assim o pedia.

    Muito resumidamente, o contexto foi o do episódio do beijo de Gaia. Para além de muitas não reacções da dita “direita liberal” - nomeadamente no blogue do Acidental - as poucas reacções que houve foram no sentido de defender o direito a ser homofóbico, antes de defender o direito das miúdas a fazerem o mesmo que os outros fazem. E isto por causa dos “lobbies”, etc. Lembro-me particularmente das reacções do PPM, mas a que me mereceu crítica (nesse tal post) foi a do Henrique Raposo. É que ele pretendia, ao “negar a existência de homossexuais”, arrumar o assunto, torná-lo totalmente irrelevante.

    Ora, este post que faço aqui é de teor “científico”, se quiseres. Não é “político”. Tem a ver com a natureza humana, com o “ser”, não com o “dever ser”. É um mero contributo para lutar contra certos preconceitos e ideias descabidas. O post do Henrique, que defendia uma ideia semelhante - a de que não há homossexuais (substantivo), mas apenas actos homossexuais - tinha, no contexto, uma interpretação bem diferente. No essencial, contudo, eu e ele (Henrique) estamos de acordo. Depois cada um fala dos temas como e da forma que lhe apetece. Abraço,

    ……….

    Ana,

    Obrigado. Beijos,

  • “O post do Henrique, que defendia uma ideia semelhante - a de que não há homossexuais (substantivo), mas apenas actos homossexuais - tinha, no contexto, uma interpretação bem diferente.”

    Tinha, sobretudo, um “objectivo” bem diferente. Eu não tenho grande paciência para uma série de coisas que certas organizações LGBT fazem, e desde logo acho a sigla LGBT contraproducente, exactamente pelo que escrevo neste post (por via de outros, é certo). Mas “percebo” que parte da luta por um reconhecimento de direitos, etc, passe por uma simplificação linguística e sociológica da sexualidade humana. Não gosto, mas percebo. O Henrique (digo eu) não gosta e acha isso “suficiente” para “desmontar” a coisa toda. É toda uma forma diferente de ver uma série de liberdades não formais na sociedade em que vivemos.

  • Ou ainda, para terminar: o Henrique, na altura, teve a reacção típica “anti-esquerda” que abunda em quase todos os blogues de direita. Antes de defender as miúdas atirou-se aos LGBT’s, etc. Eu prefiro prioritizar o que está em causa, independentemente de quem saia ou não favorecido, e considerando, naturalmente, se os possíveis sapos a engolir se justificam ou não.

  • Parabéns. Excelente post. Ainda há liberais!

  • PAra os mais curiosos (e pacientes), este é o post original do Henrique:

    http://oacidental.blogspot.com/2005/11/no-h-gays-ou-brigada-das-bolinhas-de.html

    Concordo, embora alterasse uma ou outra coisa nele, com o ponto 3. O ponto 2., sobre MST, é o tal que denota o frentismo anti-esquerda que referi (em vez de defender, em primeiro lugar, as miúdas, defende o direito a ser homofóbico).

    Todos os outros pontos parecem-me válidos, embora discorde do tom e da ênfase. FAce a isto, escrevi um “folhetim” - imaginário - sobre um possível “coming out” de um amigo gay do Henrique a ele próprio (Henrique).

    http://aforismos-e-afins.blogspot.com/2005/11/o-coming-out-um-conservador-liberal.html

    (E este era o post de que falava Pedro Marques Ferreira).

  • O post do Henrique:

    http://oacidental.blogspot.com/2005/11/no-h-gays-ou-brigada-das-bolinhas-de.html

    Note-se o ponto 2., onde é feita a defesa de MST, “antes” de se defender o direito das miúdas a fazer o que fazem os outros. Claro que concordo com o ponto 3 (tirando uma ou outra coisa) e concordo em geral com o post. Mas discordo do tom e da direcção em que se apontam as armas. Daí ter reagido com um folhetim muiiiiiiito exagerado, apenas para fazer o ponto de que, sim, devemos lutar contra as rotulagens e colectivizações, mas não devemos enfiar a cabeça na areia e negar uma série de coisasque existem à nossa volta.

    http://aforismos-e-afins.blogspot.com/2005/11/o-coming-out-um-conservador-liberal.html

  • Leia-se ainda isto, sobretudo o comentario do Joao Galamba.

  • http://aartedafuga.blogspot.com/2005/11/respeito.html

  • Pedro Ferreira Marques
    July 23rd, 2007 at 20:26

    Como tu dizes muito bem no folhetim, por intermédio do tal amigo do HR, ele não pode “negar a realidade social à sua volta e o significado que as palavras têm no contexto onde todos vivemos e onde todos nos compreendemos.” Ou, pegando no que diz o J Galamba, “distorcoes, preconceitos e afins nao sao algo de que nos possamos livrar eles sao todos constitutivos de QUALQUER sociedade.”

    Mas a partir de que ponto as distorções, generalizações e preconceitos inerentes à discussão “corrente” deixam de ser uma forma de nos libertarmos do nó górdio e passam a ser desonestidade intelectual ou, filosoficamente, uma falácia argumentativa? É só uma questão de engolir sapos e de priorizar os assuntos conforme a nossa falível e interesseira conveniência?

    Tu intuiste que o HR estava a fugir com o rabo à seringa, por isso é que lhe deste porrada (justamente). E, no entanto, ele tinha razão, foi apenas uma questão de contexto.

    Abraço do Pedro (Rica), que escreve um bocado à Paulo Portas (para pior), com muitos travessões, vírgulas e parêntesis.

    PS: No registo da mera associação de ideias e não de uma comparação rigorosa, o post de HR no Acidental lembrou-me aqueles liberais que votaram contra no referendo do aborto porque se opõem ao SNS.

  • Caríssimo Rica,

    Acho que fazes um excelente resumo. Não tenho resposta simples às tuas perguntas. Acho que temos, por um lado, de reconhecer o valor das coisas que nos rodeiam (incluindo a linguagem, etc) e, não concordando com elas ou com o que está por trás delas, lutar para que algo mude (sou um “perigoso progressista”, portanto). Eu e o Henrique concordamos no essencial, apenas diferimos na forma como o expressamos em determinados contextos.

    Acho que a associação de ideias que fazes relativamente à questão do aborto faz sentido… (e o Henrique absteve-se no referendo, como deverás saber).

    Abraço,

  • […] 1. Parece-me, mas posso estar enganado, que as práticas do tal ‘Gay Lobi’ - onde a autora incluirá, certamente, a “Abraço” - procuraram sempre, através de informação, publicidade, propaganda, manifestações públicas, etc., informar todas as pessoas sobre práticas sexuais individuais seguras (ou melhor, mais seguras, ou relativamente mais seguras, porque nada é infalível). Aliás, a subida vertiginosa dos casos de contaminação do HIV por via sexual heterossexual é, em parte, consequência da ideia errada, em grande parte pelo seu cariz identitário, de que o HIV era coisa exclusiva dos homossexuais - da “comunidade homossexual” (a confortável ideia - para muitos - do mundo a preto e branco). […]

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