Friday, August 17th, 2007...20:44

Defendendo o direito constitucional à não poluição

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Polãias barrigudinhas protegem meninos bem comportados em missão educativa

Chegado da praia, vejo na SIC um atrasado mental a explicar que destruiu um hectare de milho, cultivado legalmente, porque pretende defender o direito constitucional à não poluição, e que o agricultor nem sequer estava bem consciente daquilo que lá tinha plantado. No fundo, estes vândalos, que pelo que vi na reportagem da SIC e facilmente se constata na foto acima, não tomam um chuveiro desde a Primavera, numa atitude que contribui decisivamente para a poluição visual e para a destruição da camada de ozono, tiveram direito a escolta da GNR, não fosse a população indignar-se. Nada como as nossas polícias, com as suas barrigudinhas figuras, para proteger a integridade física dos violadores da propriedade privada, numa missão de educação do povo.

Perante a apatia das autoridades não se espantem que haja quem fique com vontade de acertar o passo a esta escumalha.

11 Comments

  • A ver se eu percebi: destruiram a propriedade do homem e ninguem foi imediatamente preso para interrogatorio? Foram “apenas” continuar a sua manifestacao, e’ isso?

    PS: quanto a haver pessoas que queiram “acertar o passo” a estes prevaricadores, e’ bom que nao o consigam, que o estado de direito vale para uns e para outros.

  • Caro Tiago,

    Se a policia não faz nada, achas que os proprietários vão ficar quietos? Quando as entidades competentes não defendem os direitos mais básicos, as coisas tendem a descambar.

    Depois de destruirem a plantação seguiram em marcha, e deram entrevistas aos órgãos de comunicação social, como se nada fosse.

  • Caro Rodrigo,

    Os proprietarios tem todo o direito a agir “reactivamente”, em legitima defesa, para “prevenir” um dano ‘a sua pessoa ou propriedade. Nao tem o direito a agir “pro-activamente”, atacando quem quer que seja, como forma de “reparar” um dano anteriormente cometido. Foi sobretudo com este ultimo sentido que interpretei o teu “desabafo” final, dai o leve desacordo. Mas logicamente que concordo - e estaria ao lado deles - com o uso da forca, se necessario for, para evitar uma violacao de direitos. Dai a de alguma justificar a “justica popular” (no sentido de “vingar”/”reparar”) vai uma distancia grande (e percebo que tivesses em mente apenas a legitima defesa, mas nao e’ isso que transparece da frase final do teu post).

  • “Perante a apatia das autoridades não se espantem que haja quem fique com vontade de acertar o passo a esta escumalha.”

    Diga-se de passagem que o raciocínio do “Movimento Verde Eufémia” é exactamente o mesmo - como as autoridades não fazem nada contra o que eles consideram “poluição” (o polén dos transgénicos), toca de partir para a acção directa.

  • “[…] um atrasado mental a explicar que destruiu um hectare de milho, cultivado legalmente, porque pretende defender o direito constitucional à não poluição […]”

    Seguindo a mesma lógica, e tendo em conta que estes tipos pouco mais fazem do que libertar dióxido de carbono para a atmosfera, não estaríamos também apenas a defender o direito constitucional à não poluição caso lhes “acertassemos o passo”?

  • Ana Matos Pires
    August 18th, 2007 at 1:25

    Não me parecendo razoável utilizar os mesmos meios (pensar podemos tudo, dizer e/ou agir o pensamento não), percebo muito bem a sua irritação, Rodrigo.

  • […] Rodrigo, percebo agora a razão da evidente falta de chuveiro desde a Primavera desta gentalha. É que […]

  • Que um bando de imbecis aos pinotes, se ache no direito de vandalizar propriedade privada, em nome de “altervalores”, não é coisa nova….a estupidez humana é, garantia Einstein, uma das poucas coisas que dá a ideia de infinito, e estes cromos, que desfilam ostentando o absoluto ridículo das sua infinita estupidez, limitam-se, embora o ignorem, a repetir as imbecilidades satrianas da “multidão em fusão”, numa ânsia pueril de tomar a Bastilha todos os dias.
    O expoente intelectual destas manadas, é o “alteractivista” José Bové, cujas sofisticadas teses se materializam na praxis escavacatória ( acabo de inventar a palavra) de restaurantes “do Império”, à cadeirada e à pedrada.
    Estes alterparolos,a cheirar a xulé e habitados pela tolice e pelo erro, dados a “fazer a revolução”, dando cabo de um milheiral, acreditam piamente pertencer uma elite esclarecida de gente que vê mais além, de gente que vê coisas absolutamente novas.
    A ignorância convencida é arrogante porque absoluta.
    Perspectivemo-nos.
    Há quase 30 anos Raymond Aron, face à evidente derrocada do marxismo, escrevia que “alguns esquerdistas foram tentados pelo terrorismo, outros procuraram refúgio na ecologia e na defesa da natureza” (Memórias de Raymond Aron)
    São estes os bimbos do milheiral…

    Que dialética contrapôr aos seus “argumentos”?
    Chumbo grosso e uma dúzia de pauladas no lombo.

  • O resultado disto é que, da próxima vez, o agricultor recebe esta gente com uma caçadeira. E faz muito bem.

  • […] com imediata suspensão do cargo, ou o Ministro Rui Pereira , enquanto constitucionalista, confirma a tese do dirigente do Movimento Verde Eufémia, e nesse caso, só tem uma saída: demite-se, faz umas tranças no cabelo, arranja um rafeiro (que […]

  • Qual a diferença entre anarquia e o que ali se passou? Amanhã têm a panca que os automóveis que emitam mais do que 100 gramas de CO2 por Km são infernais e decidem partir umas dezenas por protesto como é?
    Se querem viver em democracia tem de saber lidar com o que tem de bom e de mau. O que fizeram não foi informação nem consciencialização. Foi vandalismo puro e duro que só vem prejudicar a imagem de todos os ambientalistas.
    Parem de queimar neurónios com substâncias transgénicas e adaptem-se ao sistema para lutar contra ele por dentro.

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