Wednesday, August 22nd, 2007...21:10
Normatividades essenciais*
Talvez se pudesse reformular o que está citado acima e dizer o seguinte: “A escolha é a palavra chave da direita. Já não mais a moral e os valores. Excepto a moral da escolha e o valor da liberdade.” Parece-me mais apropriado assim. Reflecte melhor o facto de a “moral e os valores” serem coisas peganhentas. (…) Quando queremos correr com a “moral e os valores” pelo solene portão de entrada, normalmente acabam por entrar pela porta das traseiras, sem que o dono da casa se aperceba.
Miguel Morgado, n’O Cachimbo de Magritte (destaque do autor).
Os fundamentos da liberdade são, para eles [liberais], também muito diversos. Mas, em regra, todos defendem o estado de liberdade como o que é natural ao ser humano, e o que possui uma superioridade moral e ética em relação aos demais tipos de ordenação social. Todos os liberais são, à sua maneira, moralistas, ainda que uns encontrem a origem da moral em Deus, outros na ordenação espontânea das suas regras, outros ainda na razão ou nos sentimentos e nas emoções.
Rui Albuquerque, no Portugal Contemporâneo (destaque meu).
*excepto para os adeptos do ‘liberalismo científico’, que defendem que o liberalismo se debruça sobre o que ‘é’ e não sobre o ’dever ser’ (e o qual penso não ser defendido pelo André Abrantes Amaral, mas só ele pode aclarear isso, se e quando tiver vontade e disponibilidade para tal).

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