Monday, October 8th, 2007...16:14

E que tal o Che com óculos género Pinochet? Era mais apropriado?

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A capa da edição deste mês da Atlântico tem levantado uma polémica que não é de agora e tem sobretudo a ver com a dificuldade que uma certa esquerda tem de lidar com o seu passado.

Com o risco de parecer complacente, percebo perfeitamente que isto de andar durante muito tempo a defender um sistema que se revelou um dos mais sanguinários e mais desrespeitadores dos mais básicos direitos humanos não deve ser fácil…

O facto é que Che serviu e ainda serve para simbolizar um dos dois mais pérfidos regimes do século XX. No fundo, o fantástico boneco da Lucy Pepper é uma espécie de dois em um: o comunismo e o nazismo como duas faces da mesma moeda.

P.S. A propósito, para mim, esta foi a melhor capa de sempre da Atlântico e o melhor número. O Paulo Mascarenhas está de parabéns.

7 Comments

  • «Com o risco de parecer complacente, percebo perfeitamente que isto de andar durante muito tempo a defender um sistema que se revelou um dos mais sanguinários e mais desrespeitadores dos mais básicos direitos humanos não deve ser fácil…»

    Está complicado perceber que ninguém está a defender isso. Facam-se de desentendidos mais um bocadinho a ver se pega. Vocês até um santo cansam com a vossa auto-vitimização.

  • O que era mais apropriado era o Che como Che. Que infantilidade, parecem criancas com o lego ou os livros de colorir.
    Isto aceitando que o Che e um tema com importancia, o que me parece muito duvidodo. Precisamente porque alem de ser repugnante e politicamente irrelevante, e tudo isto so confirma que em Portugal se discutem os assuntos com 30 anos de atraso.

  • Ao escrever que comunismo e nazismo são duas faces da mesma moeda, está a querer dizer que os 400 mil portugueses ou mais comunistas são comparáveis às centenas de nazis nacionais.

    Essas comparações não fazem sentido.

  • Paulo Pinto Mascarenhas
    October 8th, 2007 at 18:56

    É, bw, em Portugal e no Brasil e no mundo inteiro. Fontela, ninguém se está a vitimizar, não há aliás qualquer razão para isso. Será que não percebeu que os seus comentários - e muitos outros - provam que a capa da revista teve uma enorme repercussão? Obrigado.

  • Temos que apelar a uma bela queima pública da Atlântico…

    Gozar com um dos santos padroeiros do marxismo é ir longe demais…

  • A escolha de uma nova capa é mais uma provocação de Vasco Pulido Valente, Rui Ramos y sus muchachos. Estão como querem no jornalismo. Podem até gozar e denegrir as imagens que quiserem do passado. O problema é a escolha deste tipo de campanhas, quando sabemos que uma catástrofe humanitária decorre no Iraque. Conseguem ser infantis, irresponsáveis, amadores e medíocres, ao mesmo tempo. Não admira que até já existam membros do PNR nos comentários a incentivar mais este tipo de campanhas.

  • Paulo Pinto Mascarenhas
    October 8th, 2007 at 23:31

    Peço ao senhor doente do IP: 83.132.191.7 para não continuar a usar o meu nome. De outro modo terei que tomar as medidas adequadas.

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