Tuesday, October 9th, 2007...19:33

Tudo está bem quando acaba bem

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“Enfim, o Naves não vai e não faz falta, porque é um calimero”

Adolfo Ernesto, no Corta-Fitas

Fiquei surpreendido com a saída do Luis Naves do Corta-Fitas. O facto de tudo ter começado com um texto que publiquei na Atlântico deste mês, e que ironicamente o Luis Naves não leu, deixou-me constrangido. Na altura, achei que estávamos perante mais um momento calimero, tipico da blogosfera; cheguei a ponderar postar o retrato do Naves que está lá em cima. “Então o gajo desanca no meu texto sem o ler, fazendo milhões de considerações que nada têm a ver com o que eu penso (o gajo chamou-me neocon, pá, neocon, o morcão, a mim, que detesto os gajos, se lesse os meus textos percebia logo), e depois baza, com um post cheio de je ne sais quois, armado em santinho?”, pensei para com os meus botões. Mas recuei nas minhas ideias pois, se bem me conheço, mais-dia-menos-dia, arrisco-me a vestir eu próprio a pele do pintinho italiano (por quem nutro uma grande simpatia) e fazer uma figura do tipo “assim não brinco”, pelo que decidi que não valia a pena bater no ceguinho.

O Luis Naves regressou, disfarçado de Adolfo Ernesto, personagem bem mais viril, que vive convencido que é esquizofrénico, dividido entre a esquerda e a direita totalitária; uma dia, estamos certos, vai curar-se, e descobrir que afinal não tem dupla personalidade, e que é, pura e simplesmente, um tirano.

Por todas as razões e mais algumas, fico muito satisfeito por ver que o Luis Naves está de regresso. A forma descontraída e o bom humor com que pauta a sua rentrée reposicionam o debate no tom que estas matérias nos devem merecer, sem lhes dar demasiada importância. Bienvenutti, Naves.

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