Friday, October 12th, 2007...16:38
Antes um branqueamento
O texto de hoje de Ricardo Costa é surpreendente e lamentável. Também apreciável - pelo que tem de sincero e corajoso. Sem querer julgar o autor (difícil), vemos neste artigo uma postura comum entre nós portugueses. Admitimos que Che foi um assassino, que desprezava a vida dos que se opunham aos seus desejos e ideais, mas contrapomos que ele era um “sonhador”, um “romântico”, um “aventureiro”, um “empreendedor” - tudo coisas que contribuiram para que ele se tornasse um ”ícone único e fantástico”. Ricardo Costa ainda se “defende” citando o cartaz acima publicado do Financial Times, diga-se que com uma interpretação bastante infantil e primária… só mesmo compreensível se percebermos a paixão de ele e - muito mais importante - os seus filhos possuírem, com orgulho, t-shirts do barbudo conquistador. Entre a “defesa relativa” e o branqueamento puro de Che, optaria pela segunda alternativa. É que a “defesa relativa” que Ricardo Costa faz é muito mais desesperante… Sic transit gloria SIC…

15 Comments
October 12th, 2007 at 16:57
É o que se chama de um assassino sonhador e romântico…
Costumo gostar do que escreve, mas ontem Ricardo Costa não devia estar muito inspirado.
October 12th, 2007 at 17:01
Diria que e’ gostar tanto de sonhadores e romanticos que nem o facto de serem assassinos incomoda o suficiente para mudar de opiniao global e deixar de usar uma t-shirt de forma tao assumida e orgulhosa…
October 12th, 2007 at 17:03
Se Che vivesse nos dias de hoje, pouca diferença haveria entre ele e o Bin Laden ou as FARC. Seja com que argumento for, quem empunha uma metralhadora dentro de um Estado soberano é um terrorista. Isto até pode doer a alguns, mas é assim e haja alguém, despido de paixões ideológicas, que sustente que não.
October 12th, 2007 at 17:38
Carissímos,
Concordo totalmente com as Vossas opiniões. Também eu hoje li no jornal do Martim a opinião do Ricardo Costa e fiquei a pensar aquilo que escreveram nos Vossos comentários…com os meus botões.
Com estima,
João Carreira
October 12th, 2007 at 17:48
“quem empunha uma metralhadora dentro de um Estado soberano é um terrorista”
!!! O Filipe Tourais deve-se ter esquecido aqui de um qualificativo qualquer. Por exemplo: “Estado soberano do qual eu gosto”, ou “Estado soberano amigo do Ocidente”.
October 12th, 2007 at 17:51
Há muita gente que desculpa muitos assassinos, com diversas desculpas.
Por exemplo, Winston Churchill, que é um homem muito apreciado, tinha um notório desprezo palas vidas de civis. Desde que esses civis fossem árabes sublevados nos pântanos do Iraque, ou então alemães em cidades todas construídas em madeira, como Wuerzburg… era matá-los a eito!!!
October 12th, 2007 at 17:53
A mim o que me impressionou foi a incapacidade de interpretar o anuncio do FT. Estamos a falar de possuir as capacidades de raciocionio de um adolescente de 12 anos, que Ricardo Costa claramente nao possui, e e alguem com elevadas responsabilidades empresariais. Julgo que chegamos a um estado terminal.
October 12th, 2007 at 19:12
Caro Luís e Caro BW,
WC dizia que o Reino Unido não tinha amigos para sempre, mas interesses para sempre.
Quanto ao Ricardo Costa, uma das suas T-Shirts favoritas tem o seu amigo Che. Ele gosta de usá-la ao Fim-de-Semana…Quem sabe, até hoje a use no Expresso da Meia-Noite.
Com estima,
João
October 12th, 2007 at 21:16
[…] Antes um branqueamento. Por Tiago Mendes. O texto de hoje de Ricardo Costa é surpreendente e lamentável. Também apreciável - pelo que tem de sincero e corajoso. Sem querer julgar o autor (difícil), vemos neste artigo uma postura comum entre nós portugueses. Admitimos que Che foi um assassino, que desprezava a vida dos que se opunham aos seus desejos e ideais, mas contrapomos que ele era um “sonhador”, um “romântico”, um “aventureiro”, um “empreendedor” - tudo coisas que contribuiram para que ele se tornasse um ”ícone único e fantástico”. […]
October 12th, 2007 at 22:52
Sim, Che era um assassino. Mandou executar umas centenas de cubanos. Mas Bush que já assassinou um milhão de iraquianos numa guerra de agressão ilegal, é o quê ? Oa atlânticos deviam era ter vergonha na cara !
October 13th, 2007 at 1:26
oh, aton, e cristo, que entornou a feira e augurou a sorte dos que havia de mandar p’ò inferno, entre fogo e ranger de dentes, um atlantico, de certeza, pa poder ser tão mau, c’um catano, que ao pé de usteds el gran Che no pasarà de un angelito, ohoho, ca fillas da madre!…
October 13th, 2007 at 1:29
“Seja com que argumento for, quem empunha uma metralhadora dentro de um Estado soberano é um terrorista.”
Imagino que esteja a excluir os que empunham a metrelhadora às ordens desse Estado…
Mas, mesmo com essa ressalva, teríamos que considerar os militares de Abril terroristas (pelo menso, entre o momento em que entraram em revolta e o momento da rendição de Caetano) - e o D. Afonso Henriques, já agora (se generalizarmos de “metralhadora” para “arma de guerra”)
October 13th, 2007 at 1:32
vou ver se encontro a t-shirt, uma preta e outra branca e outra p’ròs dias de festa, encarnada, ai, que me andava esquecido, san Ernesto de la Higuera perdone!
y a todos nos gusta el Che, nis amigos, más no sea por el que los “psicos” dicen de invídia, cierto?!
October 13th, 2007 at 19:24
Onde é que é a festa hoje? Gosto deste site, porque é um bom ponto de encontro para pessoas como eu que despreza o comunismo e tudo aquilo que representa.
October 17th, 2007 at 20:13
[…] e bastantes vezes até concordar com o que escreve Ricardo Costa neste jornal. Qual não foi o meu espanto quando na sexta-feira passada o vejo testemunhar que tem e veste orgulhosamente uma camisola de Che […]
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