Friday, October 12th, 2007...21:19
Quase tão grande como a do arquitecto
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A riqueza - diversidade temática - de uma obra literária é fundamental para se ganhar um Nobel da Literatura. Um escritor monotemático nunca chega lá. É por isso que Lobo Antunes, que ficou com uma pancada que é obra desde que esteve na guerra e que desde aí pouco mais fez do que tratar-nos a todos (começando por ele mesmo, desgraçado do homem) como psicoterapeutas num grande desabafo, de uma grande e repetitiva história - com algumas variações interessantes, e quase sempre muito bem escrita -, tem uma probabilidade de ganhar o Nobel da Literatura quase tão grande como a que tem o arquitecto Saraiva. Resta-lhes o consolo da vaidade.

3 Comments
October 12th, 2007 at 22:16
Não sei se haverá grande diversidade temática em, digamos, Nadine Gordimer (tema usual: apartheid), Solznitsen (gulag) ou Steinbeck (pobreza rural norte-americana) .
October 13th, 2007 at 22:32
Conheço toda a obra de Antunes. Concordo que muitas vezes cai nos aludidos lugares comuns. Mas quem escreve o “Não Entres tão depressa nessa noite escura” está muito para além de qualquer Prémio Nobel…
October 15th, 2007 at 8:47
Já se percebeu que a rapaziada daqui não lê as obras de que fala. O Tiago nunca deve ter lido um livro de Lobo Antunes, ou eventualmente terá lido o…Cus de Judas. Senão não dizia disparates como este da obra monotemática. Se há alguém na literatura portuguesa que não tem obra monotemática é Lobo Antunes e, corem de vergonha, Saramago, claro. Obras monotemáticas? São as da Agustina, do Baptista Bastos, do Mário Cláudio (e qualquer um deles são excelentes escritores) e outros.
As pessoas que fazem afirmações deste jaez não são para ser levadas a sério.
Ó Tiago vá ler o Roth que fica mais consoladinho.
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