Wednesday, October 17th, 2007...22:27
porque devo explicar aos meus filhos pequenos o que é um “sex shop”?
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Situado em frente do Modelo durante uns meses.
Agora mudou para uma rotunda na estrada principal.
Antes deste, existiam dois anúncios de pior gosto ainda.
Qual é a vossa opinião?


19 Comments
October 17th, 2007 at 22:35
Escândalo. Como é que é possível?
October 17th, 2007 at 22:37
Eu acho que se um dia tiver de explicar aos seus filhos a conjugação do verbo “haver” deve começar por aqui:
http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=2039
October 17th, 2007 at 22:48
blimey… talvez haja um bocado de paciência para uma estrangeira?!
(queria dizer: before this, there were two adverts worse than this).
October 17th, 2007 at 23:05
É claro que o sexta-feira não existe. O linque dele vai para outra página qualquer. O que interessa é a mensagem, parvo.
October 17th, 2007 at 23:08
Dei uma edição, Lucy. Quem lhes dera escrever tão bem em inglês como tu em português.
October 17th, 2007 at 23:24
porque deve explicar? hum… “porque existe e a alternativa ao conhecimento é a ignorância” é resposta aceitável?
October 17th, 2007 at 23:32
Se é estrangeira tem desculpa, obviamente.
Pensei que “Lucy Pepper” era pseudónimo, mas mesmo assim parece que fui o menos bruto dos três…
October 17th, 2007 at 23:55
Será impressão minha ou a boneca também ficou escandalizada com o placard?
October 18th, 2007 at 0:20
Será que ninguém manifesta o protesto por imagens como estas serem expostas a todos desta maneira?
Realmente, tudo é possível neste paíszinho.
October 18th, 2007 at 0:31
Isso aí não é nada comparável ao que já vi no Brasil; um placar duma casa de massagens, num rua de grande movimento com os seguintes dizeres:
“Dê duas, pague uma!”
October 18th, 2007 at 1:00
Porque as sex-shops existem.
October 18th, 2007 at 9:59
Você teve mais sorte. A mim ninguém respondeu a outra pergunta:
http://caldeiradadeneutroes.blogspot.com/2007/09/pergunta-comunidade.html
October 18th, 2007 at 10:14
Eu tenho que explicar aos meus filhos pequenos o que é a Nossa Senhora de Fátima e o que são umas figuras de um gajo pendurado de uma cruz que por aí se vêem. E olhem que bem me custa, também.
É uma infelicidade ter que se viver no meio de pessoas tão variadas, e ter que se explicar aos nossos filhos pequenos que elas existem e que se deve tolerá-las.
October 18th, 2007 at 10:33
É o liberalismo.
October 18th, 2007 at 10:39
Bom dia. A Lucy Pepper pode manifestar-se para que o Estado defina o que é bom gosto e para que proíba o mau gosto (o que quer que isso seja). Enquanto isso não acontece (esperemos que nunca aconteça - como já aconteceu no passado), tem sempre a opção de não explicar isso aos seus filhos (não é assim um drama tão grande, eles vão perdoar-lhe um dia). Não acredito que eles lhe peçam explicações sobre todos os cartazes de publicidade que vêem na rua… (na verdade, o seu problema não são os seus filhos pequenos)
No que ao liberalismo diz respeito, pode cingir-se à ilustração, trabalho em que é magnífica.
Cumprimentos.
October 18th, 2007 at 15:12
Se eles ainda não tiverem idade para ler não vejo qual o problema de verem uma boneca de boca aberta. Se já conseguirem ler mas não entenderem inglês também não vejo o problema de lerem ’sex’ e ’shop’ que para eles não significará nada. Se já entenderem inglês olhe… meta-lhes uma venda quando sair de casa com eles. Ou então explique-lhes o que é sexo e como se fazem bebés, mas de forma educativa e explique-lhes que uma sex shop é so para pessoas crescidas e que muitos casais com uma relação saudável recorrem a sex shops.
Se está com tantos pudores com um cartaz nem quero pensar quando a criançada aí de casa entrar na fase da masturbação. Vai-lhes dizer que causa cegueira? Não acha que eles vêem referências ao sexo bem mais perigosas na publicidade que consomem diariamente? Tem problemas em oferecer uma Barbie(R) a raparigas? É que se não, devia preocupar-se mais com isso.
October 18th, 2007 at 17:45
Acho que a questão não diz respeito ao liberalismo. Qualquer sistema liberal também deve ter regras, como a de que a pornografia ou o sexo não devem ser exibidas publicamente, sobretudo em locais a que as crianças têm acesso. Os pais podem ensinar o que é o sexo aos seus filhos, mas sem isso lhes ser imposto por cartazes expostos em público.
October 18th, 2007 at 21:12
são as leis de mercado
October 19th, 2007 at 11:28
Nos países mais liberais, o espaço público não é inundado com imagens que podem ser agressivas para uma boa parte da população. Assim, a liberdade manifesta-se em ambientes privados e semi-públicos, evitando-se intoxicar os locais que são de todos com imagens ou referências consideradas agressivas.
Claro que os portugueses têm uma visão distorcida da liberdade: adoram fazer show off, mas aceitam que as liberdades quotidianas e básicas sejam sistematicamente atropeladas. A defesa da liberdade obriga a compatibilizar interesses divergentes, e a fazer alho que não é muito nosso: valorar os interesses em confito, pesá-los numa balança, em vez de os considerar todos no mesmo plano.
A questão que a Lucy aqui - e bem - levanta, foi em tempos discutido no Insurgente, a propósito do anúncio do espectáculo do Crazy Horse no Casino de Lisboa: afinal, o espaço público é ou não de todos? E se um adulto deve estar preparado para conviver com imagens que lhe desagradam, será que, em favor de quem faz publicidade, valerá a pena acelerar o processo de maturidade das crianças, despertando-lhes curiosidades que, naturalmente, surgirão com o tempo e a seu ritmo? Eu diria que seria mais saudável ter um ambiente público menos carregado, mas isso sou eu, claro, ser moderno é que tenhamos de explicar às criancinhas que não podem ter uma boneca insuflável no Natal, nem coelhinhos eléctricos, mas que um dia poderão ter um (tipo como quando pedem para guiar o carro do papá), que não se podem mascarar no carnaval com máscaras de bondage, e que, como diz o Lavoura, “pessoas crescidas e que muitos casais com uma relação saudável recorrem a sex shops”.
Diria que é trabalho a mais, explicações desnecessárias, tudo para proteger o negócio dos donos das sex-shops, “e a sua liberdade de expressão”, mas enfim, isso penso eu…
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