Sunday, November 4th, 2007...20:32

f. e o Lobo

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Não vou voltar a escrever o que penso dos textos de Pedro Arroja sobre questões raciais, porque acho que já disse o suficiente sobre esse assunto e julgo não ser preciso repetir a minha total discordância. Daí a compará-lo com o Nobel James Watson, ou a sequer considerar semelhantes as circunstâncias de cada um, como faz f. no 5 Dias, vai um enorme passo que é do tamanho do abismo que existe entre os dois - Watson e Arroja. Mas f. compara e retoma o argumento “eu já tinha avisado e no fundo vocês só refilam agora porque é contra judeus e não contra pretos”. Não o escreve preto no branco, mas é lá que quer chegar. Não vou repetir também que acho esse argumento falacioso e não confirmado pelos factos - ou que não deve ser generalizado. Até porque nem todos leram a tal entrevista que f. fez a Arroja - ou, se leram, não lhe deram a importância que aceito que ela dê. De barato dou também a taça de caçadores de xenófobos a f. ou a Vasco Barreto. Reparo é que talvez não sejam muito eficazes e, não sei bem porquê, lembro-me da história do Pedro e do Lobo: de tanto avisar que vinha aí o lobo quando veio mesmo ninguém acreditou no Pedro.

12 Comments

  • Pedro Arroja tem coragem,tem cultura e argumenta com factos indesmentíveis.Não é politicamente correcto,como aqui é hábito e como verdadeiro liberal,não pratica a censura,como aqui é hábito.

  • Paulo Pinto Mascarenhas
    November 5th, 2007 at 0:00

    Sim, os factos são indesmentíveis e o facto de serem indesmentíveis é um dado adquirido para o “verdadeiro” liberal. Tal como é indesmentível que aqui se tem o hábito de praticar a censura. Eis um comentário liberal e indesmentível.

  • Quero sulinhar,apenas,que sendo a censura aqui no blogue um facto indesmentível,vocês tenham cometido a proeza de o desmentir,por várias vezes.

  • Paulo Pinto Mascarenhas
    November 5th, 2007 at 1:49

    Prove-o - já agora assinando com o seu nome todo.

  • O meu “nome todo” não faz prova,nem sou celebridade como você,parece,se imagina.As provas de censura estão,claramente,nos comentários que desaparecem ou nem sequer são publicados.Queixas várias já têm aparecido e você conhece-as.Deixemo-nos de hipocrisias.

  • Como leitor habitual do blog e da revista estranho este ataque politicamente correcto ao Pedro Arroja. Bem sei que existem lógicas de grupo nesta coisa dos blogues e que mais rapidamente a antipatia pessoal cria atritos do que a simples discordância de opinião. Mas o que esperava dos AtlÂnticos era a discusão e confronto de ideias com o pretenso antisemitismo de PA. Este ataque vil e cobarde a PA só a ele o dignifica.

  • A.Andrade Campos
    November 5th, 2007 at 3:54

    Estes “tótós” do Atlântico,espécie de “tios” da coisa política, vêem anti-semitismo em todo o lado para mostrarem serviço aos americanos,protectores de Israel.Imagino as relações de obediência destes “lulus”de guarda,para com a embaixada dos EUA.

  • Paulo,

    Não sabia que tinhas a chave da sala dos troféus e só por isso recuso o prémio, não leves a mal.

    Também não percebi o argumento do Lobo, deves ter andado a ler o “When they came for me/there was no one left to speak out” de Martin Niemöller e quiseste fazer uma variação sobre a mesma ideia, mas um pouco a martelo, convenhamos. Até porque, se reparares, fui tão crítico com o Arroja como tu. E quando no meu post comparei as reacções a Watson e ao Arroja, não foi para denunciar as subtilezas entre as visões que temos de negros e judeus, nem os esquemas conspirativos de que são exemplo alguns dos comentários que leio nesta mesma caixa, mas não deves ter lido o que escrevi.

    Acho fascinante: 1) que o Arroja tivesse saído do blasfémias por delito de opinião para, meses mais tarde, a malta de daquele blog ter andado a encher a boca com a liberdade de expressão a propósito do cancelamento de uma conferência do Watson, tanto mais que o próprio Watson pediu depois desculpa pelo que disse; 2) que se confunda censura com o direito de não nos associarmos a determinadas posições; 3) que as bojardas de Watson passem à categoria de afirmações científicas só por ele ser um cientista, num dos mais patéticos exemplos de argumento de autoridade de que há memória. Os blogues de direita, sempre tão pavlovianos quanto à liberdade de expressão, cometeram estes erros e foi apenas sobre isso que escrevi.

    Enfim, não vou é perder mais tempo com isto, nem com as ideias de Pedro Arroja, pelo menos nisso estamos de acordo - e é capaz de ser o essencial.

  • Vasquinho,cala a boca meu pateta,que tu não tens miolos nem bagagem para acompanhares o Arroja.

  • Mais um argumento de autoridade, Zé Carlos. Obrigado.

  • Paulo Pinto Mascarenhas
    November 5th, 2007 at 12:42

    Caro Vasco, comenta sempre que tens mais miolos e bagagens do que os “zé carlos” que por aqui vão pululando com variações nominativas. Não acho que aqui se trate de uma questão de politicamente correcto ou que o caso de Watson seja comparável com estas palermices provocadoras.

  • Paulo Pinto Mascarenhas
    November 5th, 2007 at 13:01

    Ah, F. Amaral, lamento dizer-lhe mas aqui nada é censurado, a não ser insultos. Ponto final.

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