Se fôssemos tomar a sério a douta decisão dos meritíssimos juízes, deveríamos ter já aí a ASAE a efetuar testes de sangue a todos os empregados de cafés e snack-bars, de talhos, de mercearias, etv etc etc. Todos eles podem ser portadores do vírus da SIDA e podem verter lágrimas, suor ou outros horríveis fluidos contaminados sobre alimentos. Já alguém imaginou o empregado do café a deixar cair uma gota de suor contaminado com vírus da SIDA sobre a bica que nos acaba de servir?
Mas, é claro, a douta decisão do tribunal não é para tomar a sério. Serviu apenas para justificar a atuação de um hotel que queria despedir um cozinheiro com contrato sem termo para o substituir por outro com contrato a prazo, e que se serviu deste expediente da contaminação com HIV para dar uma aparência de “justa causa” ao despedimento.
O Luis LAvoura anda com umas teorias conspirativas bestiais.
Primeiro, nao resulta da decisao do juiz que tenha de haver “inspeccao” de quem quer que seja, desde logo porque essa inspeccao e’ proibida. Imagine que se descobre um homem que trabalha num jardim de infancia, ele pode ser despedido por justa causa? E acha que isso implica que tenha de se constituir uma brigada para descobrir se todos os homens (e mulheres!) que trabalham em jardins de infancia sao pedofilos?
O facto do hotel ter contratado alguem a prazo pode, no maximo - mas nao e’ licito que assim seja -, indiciar que o hotel queria despedir o sujeito e se aproveitou da confidencia de uma doenca que pode ter danos em terceiros.
Daqui nao resulta que a decisao dos juizes tenha sido tomada para “justificar” o que quer que tenha estado por detras da decisao dos gerentes do hotel. Os juizes pronunciam-se sobre uma materia de facto, que envolve riscos, nao sobre as intencoes do hotel - no sentido que o Luis Lavoura entende que elas foram.
Idem, idem, aspas, aspas. A faca de corte cortava o boi, ou o porco, ou o animal em questão, não entrava directamente em contacto com o a corrente sanguínea de nenhum humano.
3 Comments
November 21st, 2007 at 17:59
Se fôssemos tomar a sério a douta decisão dos meritíssimos juízes, deveríamos ter já aí a ASAE a efetuar testes de sangue a todos os empregados de cafés e snack-bars, de talhos, de mercearias, etv etc etc. Todos eles podem ser portadores do vírus da SIDA e podem verter lágrimas, suor ou outros horríveis fluidos contaminados sobre alimentos. Já alguém imaginou o empregado do café a deixar cair uma gota de suor contaminado com vírus da SIDA sobre a bica que nos acaba de servir?
Mas, é claro, a douta decisão do tribunal não é para tomar a sério. Serviu apenas para justificar a atuação de um hotel que queria despedir um cozinheiro com contrato sem termo para o substituir por outro com contrato a prazo, e que se serviu deste expediente da contaminação com HIV para dar uma aparência de “justa causa” ao despedimento.
November 21st, 2007 at 21:15
O Luis LAvoura anda com umas teorias conspirativas bestiais.
Primeiro, nao resulta da decisao do juiz que tenha de haver “inspeccao” de quem quer que seja, desde logo porque essa inspeccao e’ proibida. Imagine que se descobre um homem que trabalha num jardim de infancia, ele pode ser despedido por justa causa? E acha que isso implica que tenha de se constituir uma brigada para descobrir se todos os homens (e mulheres!) que trabalham em jardins de infancia sao pedofilos?
O facto do hotel ter contratado alguem a prazo pode, no maximo - mas nao e’ licito que assim seja -, indiciar que o hotel queria despedir o sujeito e se aproveitou da confidencia de uma doenca que pode ter danos em terceiros.
Daqui nao resulta que a decisao dos juizes tenha sido tomada para “justificar” o que quer que tenha estado por detras da decisao dos gerentes do hotel. Os juizes pronunciam-se sobre uma materia de facto, que envolve riscos, nao sobre as intencoes do hotel - no sentido que o Luis Lavoura entende que elas foram.
November 21st, 2007 at 23:56
Idem, idem, aspas, aspas. A faca de corte cortava o boi, ou o porco, ou o animal em questão, não entrava directamente em contacto com o a corrente sanguínea de nenhum humano.
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