Thursday, November 22nd, 2007...16:57
A ler (II)
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“A chave da paz israelo-árabe não é o Estado palestiniano. É o abandono do sonho de liquidar Israel”Esther Mucznik, no Público de hoje (sem linque).

6 Comments
November 22nd, 2007 at 17:39
A chave da paz israelo-árabe é o fim do sonho sionista de criar um país especialmente dedicado aos judeus.
Só quando toda a Palestina estiver unificada num só país, no qual todos os seus cidadãos tenham os mesmos direitos, independentemente da sua etnia ou religião (ou falta dela - a maioria dos israelitas são ateus ou está-se marimbando para a religião), haverá paz.
November 22nd, 2007 at 21:36
Esther Mucznick está redondamente enganada.
A chave da paz israelo-árabe é, desde 1947, a criação do Estado palestiniano. E também o abandono do sonho de liquidar Israel.
Mas não é certamente isto: o Knesset aprovou que o governo israelita exija dos palestinianos o reconhecimento de Israel como “Estado dos judeus”. Se é dos judeus, não haverá negociações sobre o direito de retorno dos palestinianos às suas terras nem sobre o estatuto de Jerusalém.
November 22nd, 2007 at 22:35
Os palestinianos são uns admiráveis senhores (senhoras notam-se pouco, não deixam que elas se façam notar), civilizadíssimos, educadíssimos, que não estão a conseguir mostrar ao mundo e ao universo as virtudes de que são capazes, impedidos pelos invejosos judeus, que para ali os foram incomodar nos seus mais firmes propósitos civilizacionais.
Foram corridos a pontapés da casa dos seus vizinhos primos, servindo de tropa de primeira linha numa notória guerra antijudaica, facto que as suas brilhantes cabeças não atingiu devidamente.
Quem defenda que os palestinianos têm património humano capaz de edificar um estado-nação não dependente de subvenções e tutelas de toda a espécie, sobretudo ocidentais, pois então, senão a Al-Quaeda ameaça Londres e Paris, é um demagogo perfeito e, sendo-o, ganha como prémio o privilégio de passar uma tarde com Miguel Portas comendo marisco num restaurante (caro, sem dúvida, mas para o Bloco…) do Parque das Nações.
Arafat, para ser tratado, teve de ir para França; Sharon entrou num hospital com os melhores médicos do mundo. Não admiro nem um nem outro, mas a diferença é a outra parte, o que cada um é capaz de fazer. Civilização ou barbárie, uma vez mais.
November 23rd, 2007 at 2:36
Arafat podia ter sido tratado na milionária Arábia Saudita. Ou no Cairo onde foi parido. Arafat, em vez do casino que mandou cimentar em cima do sonho palestiniano, devia ter construido um hospital. E com a massa que gamou ao seu povo teria feito uma sucursal de unidades hospitalares.
A França fica mais perto do banco. Essa é que é.
November 23rd, 2007 at 19:50
a via defendida pelo Irão também pode funcionar - 2 bombas nucleares apagavam a questão de vez…
pelo menos é mais provável de acontecer do que alguns dos países (e “organizações”) árabes reconhecerem a existência de Israel.
November 23rd, 2007 at 21:22
Gaza e a Cisjordância são estância de turismo político esquerdista, ninguém lá vai para ajudar a plantar uma árvore ou construir uma casa digna desse nome.
Isso seria terrível para quem faz da precaridade dos palestianos uma bandeira política agitada aos e pelos ingénuos contra os judeus de Israel.
O desenvolvimento não interessa nada aos defensores do povo.
Gente instruída e politicamente informada não pode ser incrementada, pois torna-se rapidamente numa fila de perigosos adversários difíceis de controlar ou de abater às claras, e por tudo isso a democracia realmente não pode existir.
Miguel Portas, no entanto, emociona-se com a sua amiga palestiana numa marisqueira da Expo— num dos textos mais patéticos e vergonhosos da imprensa portuguesa em muitos anos.
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