Thursday, November 22nd, 2007...18:41
Help, please, merci!
A ideia de que dou uma no cravo outra na ferradura, de que me acusam à direita e à esquerda, é, confesso, a que menos me preocupa. Nunca existe um só lado na política. Raramente existem apenas dois.
Daniel Oliveira, no Arrastão

Até era capaz de admitir que há mais do que um lado na política. Eu juro que me preparava para ser construtivo no debate, mas desisti, não consigo. É que são mais de 12.500 caracteres de argumentos incompreensíveis para o comum dos mortais, como eu, alinhados em dezenas de frases profundas como “entre o nascimento e a morte de um movimento transformador muda alguma coisa“, ou “Se a democracia for apenas o processo e no processo estiver interdita a mudança, serve para quê a democracia?”, entre outras.
I rest my case. A política pode ter vários lados. Esta discussão, porém, tem mais lados do que um cubo mágico. Não tenho arcaboiço intelectual e argumentativo para um post com este calibre. Bem haja quem o conseguir perceber.

14 Comments
November 22nd, 2007 at 19:13
[…] os atlânticos Help, please, merci! […]
November 22nd, 2007 at 19:20
É a democracia popular, em reconstrução na Venezuela, Rodrigo. Pergunta ao ‘Zé’ Neves, que ele deve ser capaz de te explicar.
November 22nd, 2007 at 20:15
Fiquei saber que sabe contar caracteres. É um trabalho básico, mas alguém tem de o fazer.
November 22nd, 2007 at 20:16
De qualquer das formas, pede ajuda ao tio Paulo, talvez ele consiga acompanhar.
November 22nd, 2007 at 20:42
Já agora: mudei algumas coisas no meu texto e o seu post ficou incompreensível. Não era necessário. Foi só mesmo para o seu post ficar incompreensível. Já nenhuma das suas citações está certa.
De resto, gosto de debater convosco. Um gajo diverte-se e não tem de puxar pela cabeça.
November 22nd, 2007 at 21:03
Puxar pela cabeça é uma boa expressão para explicar o processo intelectual de Daniel Oliveira. E puxa, e puxa, repuxa.
November 22nd, 2007 at 21:19
Caro Daniel,
Contar caracteres é fácil. Escrever caracteres a metro também, mas isso já tu sabes. Puxar pela cabeça também não é complicado.
Boa sorte, e vê lá se a lâmpada não funde.
Abraços
RAF
November 22nd, 2007 at 21:24
Calma, camaradas. O socialismo, vencerá.
November 22nd, 2007 at 22:01
No fundo o RAF queria que o Daniel Oliveira se colasse incondicionalmente a Chavez para lhe poder cascar à vontade. Ou melhor, o que o RAF gostava mesmo era que o DO pensasse exactamente como ele, e fosse a correr a inscrever-se no partido do grande Menezes!
Mas, caro Rodrigo, o mundo não é a preto e branco. Tem muitas tonalidades. Tu já deverias saber isso. Com essa idade e ainda não sabes!!? Francamente.
November 22nd, 2007 at 23:05
Bem, Rodrigo, isto é amor… eheh
November 22nd, 2007 at 23:21
Ciúmes, Ana?
November 22nd, 2007 at 23:37
[…] Rodrigo Adão Fonseca mostra aqui alguma perplexidade relativamente a este post do Daniel Oliveira, que é fundamentalmente uma […]
November 22nd, 2007 at 23:42
De todo, Rodrigo, não sou dada a tal.
November 23rd, 2007 at 0:44
“[N]ão é uma posição contraditória”!?
Eu prefiro avaliar as “mudanças sociais” (que poético!!!)pelas “mudanças tecnológicas” de que me puseram a par os vários portugueses que conheço e que vivem na Venezuela (o mais «engraçado» é que a maior parte deles não se conhece entre si, já que vivem em locais bem distantes uns dos outros - Caracas, Maracaíbo, San Cristóbal ou Ciudad Bolívar, por exemplo): nos dois últimos actos eleitorais, o voto (electrónico), qualquer que fosse a opção que os eleitores de que falo tivessem escolhido, foi sempre «atribuído» a Chávez… Algumas destas pessoas reclamaram junto da mesa de voto, dizendo que o sistema de touchscreen dos computadores/monitores não estava a funcionar correctamente; resultado(s): uns foram ameaçados (e as suas famílias; um deles chegou mesmo a ser agredido); outros levaram autênticos «atestados de incompetência tecnológica»: se se haviam enganado o problema era de cada um deles, e a partir desse momento nada havia a fazer!?
Quanto às “mudanças sociais”, se vos disser que nunca se venderam tantos Mercedes em Caracas (e na Venezuela) como nos últimos anos, e que a maioria dos seus compradores têm sido os próprios militares, que se dão até ao luxo de se deslocar ao concessionário fardados e transportando malas cheias de dólares, com os quais pagam os carros a pronto… Isto foi-me relatado por familiar directo do representante da marca na Venezuela (e entretanto confirmado por outras fontes que considero fidedignas), e são estas as únicas pessoas, de entre aquelas a que aqui me referi, que não se queixam do actual estado do país (pudera!!!)…
Isto não diz tudo… Mas diz muito…
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