Thursday, November 22nd, 2007...18:38

Isto não é isolacionismo, diz-se…

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Defende o regresso imediato aos EUA de todas as tropas americanas estacionadas por diversas bases em todo o Mundo, sem qualquer excepção ou transferência gradual. Seja no Iraque, seja noutros pontos do globo, independentemente de serem estrategicamente essenciais como é o caso da Coreia do Sul.

Foi o único congressista a votar com o sempre cómico congressista democrata Kucinich, na seguinte moção: “Calling on the United Nations Security Council to charge Iranian President Mahmoud Ahmadinejad with violating the 1948 Convention on the Prevention and Punishment of the Crime of Genocide and the United Nations Charter because of his calls for the destruction of the State of Israel.

Opõe-se à existência do Tribunal Criminal Internacional, as Nações Unidas, a União Norte Americana, a Organização Mundial do Comércio, a Aliança para a Segurança e Prosperidade da América do Norte e da NATO.

Para responder aos genocídios do Rwanda ou do Darfur, Ron Paul defende que os EUA devem publicar um “moral statement”. Numa votação para determinar sanções para o Darfur, Ron Paul votou contra. Numa votação anterior, numa resolução que apoiaria uma intervenção do tipo humanitária, caso as sanções falhassem, Ron Paul votou contra.

Assume-se como um defensor do comércio livre. Porém, é assumidamente contra o NAFTA (North American Free Trade Agreement) e votou contra os acordos de comércio livre com vários países.

Reivindica que o 11 de Setembro se deveu às políticas intervencionistas dos Estados Unidos, dado que tinham estado a bombardear o Iraque durante 10 anos após a Guerra do Golfo.

É autor de citações como esta: “Too often we give foreign aid and intervene on behalf of governments that are despised. Then, we become despised. Too often we have supported those who turn on us, like the Kosovars who aid Islamic terrorists, or the Afghan jihadists themselves, and their friend Osama bin Laden. We armed and trained them, and now we’re paying the price.

Ron Paul rejeita o epíteto de isolacionista. Para mim, é-me indiferente a forma como ele se classifica. Esta política externa desastrosa, apropriada ao séc. XIX e repleta de wishful thinking, não deixa margens para dúvidas.

8 Comments

  • A política externa dos EUA nos últimos 50 anos foi desastrosa, acho que chegou a altura de mudá-la

  • Há alguma mentira na frase de Paul que cita? Não. Então o que há de errado na frase para o Bruno inclui-la no post como exemplo de algo criticável?

  • […] “Ron Paul rejeita o epíteto de isolacionista. Para mim, é-me indiferente a forma como ele se classi… […]

  • A política externa dos EUA no século 20 foi certamente desastrosa.

  • Migas,

    “Há alguma mentira na frase de Paul que cita? Não.”

    Agora que fala nisso, talvez devesse dedicar um post a condenar e recordar o treino de jihadistas por parte dos Americanos. Parece que não se discute muito isso, salvo em determinados círculos, sabe-se lá porquê….

  • “A política externa dos EUA no século 20 foi certamente desastrosa.”

    Sem dúvida. Todos sabem que os EUA só perturbaram as coisas nos grandes conflitos do século XX. Tanto regime autoritário e totalitarista que derrubaram e que assumidamente não constituíam ameaça nenhuma.

    Se Ron Paul tivesse sido presidente nestas grandes épocas, o desfecho teria sido sem dúvida diferente…

  • Tanto? A Alemanha Nazi? O grande esforço de guerra foi soviético, ou não fosse Estalinegrado o ponto de viragem da guerra. Vietname? Derrubaram muita coisa…crianças com napalm. Coreia? Dizem que ganharam a guerra, mas o regime totalitário continua lá. Saddam? Iraque? Acho que nem vale a pena continuar…Agora, regimes totalitários que eles ajudaram a criar…Vejamos: Pinochet no Chile, Xá Rheza Palevi no Irão, Talibans no Afeganistão e não me lembro de mais.
    E como nota de rodapé, a Arábia Saudita, regime totalitário mantido à custa de armamento americano…Enfim. Tanto!!

  • […] Read the rest of this great post here […]

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