Friday, November 30th, 2007...23:48
Eu também tenho um orgulho
Orgulho-me de ter o André Azevedo Alves como colunista e conselheiro editorial desde que sou director da revista Atlântico. De resto, as opiniões de cada um dos autores deste blogue são da responsabilidade exclusiva de cada um dos autores deste blogue. Ao contrário de outros tempos e de outros blogues de Daniel Oliveira, no blogue da Atlântico nunca haverá moscas na sopa, mas - e este “mas” é pluralista, ao contrário de outros - total liberdade de expressão.
PS: Espero não ser insultado por isso, mas na questão dos orgulhos homos e heteros, tanto orgulho para actos tão simples da vida, concordo com o Francisco José Viegas. E raramente estou em em desacordo com o meu amigo João Pereira Coutinho. Posso?

16 Comments
November 30th, 2007 at 23:52
Estou seguro que Paulo é infinitamente mais tolerante do que eu, mas se desse para me deixar de fora daquilo em que não me meti era óptimo.
December 1st, 2007 at 0:09
Falta editar um livrinho “Gay Pride para totós” a ver se clarificam as ideias quanto à questão. Está tudo muito turvo, não vêem com clareza… deturpam e esquecem. Stonewall… comemorar… Gay Liberation > Gay Freedom > Gay Pride… assim devagar dá para perceber? Stonewall meus caros Stonewall… Partem do principio que à partida todos os cidadãos têm os mesmos direitos e se encontram em pé de igualdade depois dá nisso. A lógica do Gay Pride? Bem, temos um dia para comemorar… um acontecimento num dado momento da histótia do séc. XX… orgulho hetero é estupido? pois claro… vão comemorar o quê? o dia que Deus criou o Eden? O AAA é especialista nisso…
Só mesmo totós é que comparam Gay Pride com Nail Pride ou Finger Pride ou Hair Pride…
“para actos tão simples da vida” - actos tão simples? Querem ver agora que nunca houve gays a irem para a fogueira a serem perseguidos, a mentirem à familia, condenados a serem uns desgraçados? Olhe eu até uso um mail fictício quando ando pelos blogs não vá o diabo tecê-las. Infelizmente não posso dizer com ORGULHO que sou gay aos meus amigos, à minha familia, não tenho coragem percebe?… no local de trabalho não me incomoda. E ler estes blogs de direita nojenta só me fazem sentir sujo, desprezivel, dispensável. Percebe o orgulho gay? Percebe que não é a mesma coisa? Que há gente que sofre por ser gay? Que não há quem sofra por SER hetero? Percebe?
Abraço.
December 1st, 2007 at 0:30
Tanta raiva, tanto ódio. Não me parece motivo de orgulho.
December 1st, 2007 at 0:45
“Infelizmente não posso dizer com ORGULHO que sou gay aos meus amigos, à minha familia, não tenho coragem percebe?”
Só faltava esta lamechice paneleira. Ó João! Se não lhe falta a coragem (coragem porquê?) para lhes dizer (não percebo o ORGULHO) que é gay que culpa tem o Mundo? Mais, se são seus amigos e família, se gostam de si, se o prezam, se é importante para eles porque carga de água não o aceitariam na mesma? Já lhe passou pela cabeça que é você que sofre de um preconceito qualquer? Abra-se homem! E dê-lhes tempo, vai ver que andou enganado este tempo todo.
December 1st, 2007 at 1:02
Raiva, ódio? Nada disso. Que passagem lhe deu a entender raiva caro PPM. Helder realmente soou a lamechice, peço desculpa eu não costumo ser lamechas, nem gosto de ‘lamechisses’ entusiasmei-me com a situação… quanto ao resto… o pai natal ainda te leva as prendas a casa é? Sabe que isso tudo que escreveu é muito bonito mas e se a coisa não correr como escreveu? Sabe que ouvir o seu pai gritar para a televisão ‘cambada de paneleiros deviam todos morrer’ não é o melhor incentivo para me assumir.
Porquê orgulho? Imagine 50 ingleses à sua volta a massacrarem-no por ser português não gostaria de exacerbar o seu orgulho em ser português? O orgulho é apenas uma reacção ao desprezo nada mais. Tenho tanto orgulho em ser o que sou como ter unhas ou cabelos.
Mas se calhar tem razão sou eu que ando enganado.
Cumprimentos.
December 1st, 2007 at 1:08
Tanta raiva, tanto ódio. Não me parece motivo de orgulho. - PPM
É mais desprezo, caro PPM.
December 1st, 2007 at 1:12
E já agora caro Helder… que é feito do sentimento profundamente apócaliptico em relação ao mundo que demonstras ter tantas vezes n’O Insurgente?
December 1st, 2007 at 1:42
João,
eu sei isso tudo e sei mais umas coisas. Dá-me quase vontade de ser lamechas…
o que eu digo é que a puta da vida está cheia de surpresas e no (permite-me) teu caso e de tantos outros é mais preconceito vosso que outra coisa.
1) O pai é sempre a parte mais difícil - reserva-se para depois do resto da família ou então tem-se uma conversa de homem para homem e seja o que Deus quiser, se ele for mesmo pai, aceita e desilude-se porque lhe vão faltar os netos;
2) No meio dos meus amigos homossexuais que frequentam a minha casa e no que toca a anedotas é como se fossem alentejanos, levam com elas como os outros e são meus amigos à mesma;
3) A crítica que é feita é que o orgulho gay faz tanto sentido como o orgulho macho. Não faz sentido nenhum. É uma estupidez pegada. Orgulho tem-se nas conquistas e nesse sentido podes orgulhar-te se e só se ganhares tomates para assumires as coisas, regardless. Isso sim, é motivo de orgulho. Agora orgulho gay? Por favor. É como ter orgulho em ter 1,80m.
P.S. Cuidado c’o apocalipse
December 1st, 2007 at 2:05
Helder,
mas tu não estás a entender mal uma coisa, o Orgulho Gay (o dia especifico, a marcha, o festival o que quer que seja) é apenas uma comemoração de determinados acontecimentos que proporcionaram que tu sintas como algo natural ter homossexuais a frequentarem a tua casa. Não o podes colocar em simetria com um eventual ‘orgulho hetero’ não é possível, não é comparável sequer. É como referi, tenho tanto orgulho em ser gay como em ter unhas ou cabelo, mas tenhamos um mínimo de decência. Esquecer e relativizar é que não.
Dispensava era o guia prático para sair do armário :P. Quem eu acho que deva saber, sabe o que de facto sou. Quando acho que apenas vou ter problemas, não me estou para chatear. Simples.
Só me faz confusão como é que tens amigos homossexuais e ao mesmo tempo escreves num blog em que a crença é de que os gays vão ser a causa do apocalipse civilizacional.
Quanto às piadas nunca me viste criticar as piadas, eu que sou um alentejano a estudar em Lisboa estava bem lixado se me ofendesse. Piadas sobre gays conto-as e rio-me delas.
December 1st, 2007 at 15:40
Bem, isto a milhares de kms e distância é difícil.
Só tenho isto para dizer, como mero leitor do blog e, pelos vistos, espectador: berrem, andem à pancada, comam-se vivos/meio acordados…mas mantenham o blog e a revista! Isto é que é verdadeiramente importante. Aliás, seria fantástico se os gladiadores conseguissem canalizar as suas energias guerreiras para a escrita…Os textos certamente beneficiariam e, sim, andem à pancada (verbal, aqui no blog e na revista :)) ..que é a coisa mais natural no mundo da contestação política, dos panfletos, das revistas…já tinha saudades de uma saudável disputa intelectual!!! Só espero que nada mude por aqui, que ninguém saia, e que o conflito seja transformado num jogo aliciante para os escribas e para os leitores.
Melhores cumprimentos e desejos de um Feliz Natal e Próspero Ano Novo ( ehe he ehh eh e he h
(um gajo tem que ser educadinho
E agora que se aproxima o Natal, tem mesmo que ser)
December 1st, 2007 at 15:45
“apocalipse civilizacional…”
minha nóóssa, como dizem os brazucas
a religião anda muito mal mas os seus termos clássicos (apocalipse) transitaram sub-repticiamente para cultos alternativos…
isto é uma confusão…
December 1st, 2007 at 16:17
“Só me faz confusão como é que tens amigos homossexuais e ao mesmo tempo escreves num blog em que a crença é de que os gays vão ser a causa do apocalipse civilizacional.”
Rand: não há contradições, se encontrares uma verifica as premissas.
Neste caso a premissa errada é esta:
um blog em que a crença é de que os gays vão ser a causa do apocalipse civilizacional.
Não vão ser os gays, nem os machos, nem os pretos, nem os brancos, nem os amarelos nem os gajos pequeninos. Vão ser as patrulhas ideológicas e o relativismo militante pá.
December 1st, 2007 at 17:11
Todos sabemos que o ser humano tem altos e baixos, compreende-se assim o momento difícil que TM atravessa, só isso explica os pontos de vista e os traços de (mau) carácter que atribui a AAA e que qualquer pessoa de bem reconhece não se adequarem (e até serem opostos) a um dos mais promissores e corajosos jovens da sua geração, e que será certamente no futuro, pelas suas qualidades humanas e intelectuais, um académico de mérito e com reconhecimento internacional.
Serve isto para dizer ao TM que AAA não só não é “um protegé do prof. José Manuel Moreira” como não precisa de ser protegido, ainda que tenham feito bem todos quantos, em nome da verdade, saíram em sua defesa. Como se denunciar, por exemplo, a duplicidade de critérios na avaliação de comportamentos da extrema-esquerda em relação à extrema-direita significasse que se apoia esta.
O teor do texto de TM, a quem por certo todos reconhecem competência e brilhantismo, vem mostrar que há momentos em que seria bom sermos protegidos, como neste caso, mas de nós próprios.
December 1st, 2007 at 17:52
…e que será certamente no futuro, pelas suas qualidades humanas e intelectuais, um académico de mérito e com reconhecimento internacional.” JMM
Se o ridículo pagasse impostos, está tirada seguramente que acabaria de vez com o deficit.
December 1st, 2007 at 22:16
Helder, já percebi que por lá não são os gays que são mal mas o lobby que os sustenta. Os gays só se esticam quando começam a querer casar e essas merdas.
Começas com muitas ainda te expulsam do clube insurgente… tens que manter a quota mínima de mal dizer.
Olha e por causa de ti o resto da malta amiga hoje à noite vai ser informada da minha situação. Obrigado pá.
December 2nd, 2007 at 1:16
João,
os gays quererem casar-se é-me igual à litrada. Acho que são burros mas eles lá sabem. O meu problema é outro, ou outros:
1) Para o fazer não é necessário quase criminalizar a família tradicional e estou do lado do Hayek nisto;
2) Gostaria que o casamento fosse um contrato a dois e não a três;
Já agora, há no Insurgente (por exemplo o Adolfo e o João Luís Pinto) quem seja muito mais aberto que eu ao casamento entre homossexuais.
Começas com muitas ainda te expulsam do clube insurgente… tens que manter a quota mínima de mal dizer.
Caro João,
No Insurgente a opinião é absolutamente livre e todos sabemos o significado de tolerância e respeito. O limite é a educação, o único sítio onde há uma linha que não se pode ultrapassar. E é por causa disso que nós, os vinte e tal, somos uma espécie de barricada cigana.
Que te corra tudo bem, no círculo das pessoas que eu prezo há de tudo, de santos a filhos da puta do pior. O que têm é comum é a educação, a humildade, o respeito e o sentido da responsabilidade. Se não o tiverem quero que vão p’rá…que os pariu que não me fazem falta nenhuma.
abraço
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