Saturday, December 1st, 2007...17:00

Boa sorte

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O Paulo Tunhas tem razão quando diz que há coisas mais importantes na vida do que certos fait-divers. Agora, cada um é como é, e eu faço parte do grupo dos que têm alguma dificuldade em assistir serenamente - com a tal indiferença de que o PT fala aqui - ao ruído que se faz em redor de coisas e pessoas que, para mim, são importantes. Admito que haja quem consiga olhar a boçalidade e má educação, assobiar para o ar, e tapar os ouvidos. Porque haverá objectivos e coisas mais importantes. Talvez isso seja sinal de maturidade. Ou de um pragmatismo que eu não consigo vestir, quando faço as coisas de coração e por gosto. Para isso, já me basta a vida e as suas contingências diárias, onde nem sempre posso ser eu próprio. Há coisas que só sei fazer com alegria.

Não me vou alargar em considerações e teorias. Nos projectos colectivos, as entradas e saídas são normais e naturais. E devem ser discretas, sem recriminações, porque não têm a menor importância. Agradeço ao PPM a oportunidade que me deu de participar no Blogue da Atlântico, e de escrever na sua fantástica revista, da qual serei um fiel leitor, porque por aqui estão alguns dos colunistas que eu mais estimo e admiro.

[Rodrigo Adão da Fonseca]

57 Comments

  • ó RAF, com esta até me dás, a mim, uma lição, quando fui tão pouco simpática contigo, aquando da saída do Blasfémias.

    Não sou leitora aqui da casa, por isso também não vou dizer que me importa muito ou que devas ficar. Mas fizeste-me pensar na questão da boa-educação como um valor.

    És bem capaz de ter razão. O problema está em entender quando a boa-educação não se resume a “betice” ou meros maneios de sociedade- quando está bem para além deles.

    E sim, é verdade que a educação é um valor. Há-de ser o único valor legítimo em relação a todas estas questões às avessas.

    Mas também tenho a noção que se isto fosse percebido, a Esquerda não se aguentava. Vive de transformar o que deveria ser apenas pudor natural e educação, em causa de poder.

  • No entanto, a grande cretinice nem foi essa. Foi a legitimação da intolerância como um bom valor social desde que tenha por combate a Igreja Católica e tudo o que seja tradição.

    E o Tiago é intolerante, não por ser estúpido, mas precisamente por ser inteligente. A inteligência e a intolerância costumam andar de mãos dadas. Não há vítima desse lado, apenas aproveitamento ideológico pelos da agit prop.

  • “I have seen gross intolerance shown in support of tolerance” - Samuel T. Coleridge.

    É exactamente o que se tem passado neste blog. E virtualmente ninguém aqui é suficientemente lúcido para o perceber.

  • Claro que é o inverso, a intolerância a servir uma causa proselitista. Não há proselitismo tolerante.

    O Helder é que explicou bem a questão- tudo se devia resumir num conceito- regardless.

    Essa treta da tolerância nem existe. Aquilo que se costuma traduzir por tolerância ou é mesmo esta noção muito mais inteligente de regardless, que se pode manifestar por ironia, ou é incapacidade de argumento.

    O Tiago é tão tolerante como a fanática intolerante da Côncio- essa até consegue transformar a intolerância numa variante religiosa de purga e auto-crítica maoísta.

    Mas ninguém pedia tolerância ao Tiago, apenas que fosse inteligente e consequente nas ideias. Se ele acha que alguém deve ser apontado a dedo por qualquer pensamento que tenha- do qual ele nem tem provas e muito menos actos- apenas nomes para os estigmatizar, então ele devia ser compreensivo para com tudo o resto. Devia ser o primeiro a perceber de onde vem a natureza instintiva das reacções às rábulas de vitimização. Vem do mesmo- com a única agravante de ele invocar legitimidade para o fazer e os outros não.

    É dupla hipocrisia. Lucra como vítima quando ele é que persegue e ainda invoca essa falsa palavra- tolerância- para os seus actos.

    A perversidade do politicamente corrrecto é apenas esta- e não é pouca- santificar as diferenças e legitimar as intolerâncias para quem não as beatifica ou não lhes rende culto.

  • Detesto a palavra tolerância, gosto de respeito.

  • Por acaso também embirro. Dá ideia de se estar a falar com alguém de nariz tapado.

    “:O)))

  • Suporta-se enquanto se aguenta sem respirar…

  • Mas vem do mesmo- são traduções mal feitas da importação destas modas do estrangeiro. Depois traduzem o hate por ódio e lá temos os crimes de ódio às batatas fritas ou intolerância contra bifes mal passados.

  • Por acaso, no último comentário, o Euroliberal até tem toda a razão…

    (E eu até sou um perigoso sionista… :-) )

  • A questão não é bem de tolerância ou não. O que li consistiu num processo de intenção feito pelo tal Mendes a AAA.
    Isto transposto para a realidade - como se isto não fosse a realidade… -, tornado prática de estado, consistiria na legitimação do homicídio sem qualquer margem para defesa: “Ah tu estás calado? Por educação ou por cálculo não interessa, porque, embora não o digas tu és um oposicionista, o inimigo do povo - ou qualquer mera «designação» que possa constituir crime”.
    É esta má fé que alimenta as carnificinas. Aqui, limitou-se a produzir a contemporização com a indignidade.
    Houve uma demissão, há sempre alguém que diz não… valha-nos isso.
    Por mim vou deixar - com pena - de ler este blog e cancelar a minha assinatura da Atlântico.

  • Quando se tem a Zazie como aliada, há fortes probabilidades de não termos a razão do nosso lado.

  • És capaz de te enganares, ó lua. Eu nem sou aliada política de nenhum deles.

    Mas tenho cá as minhas manias de pagar dívidas e estava em dívida para com o RAF.

    É tudo gratuito, coisa difícil para quem só entende alianças estratégicas por negócio.

  • Penso precisamente o oposto do Euroliberal, vê lá tu.

    A política não é nada e um blogue ainda menos.

  • A única questão política já foi explicada. São as patrulhas. Quem legitima patrulhas de pensamento, pura e simplesmente não admite o próprio pensamento.

    Se alguma guerra me toca é esta- a dos apalpadores de alminhas e fiscais de pureza do inconsciente.

  • Isto sim, isto é que foi o grande trabalho negativo da religião no passado. E teve continuidade no jacobinismo mais actual- em todas as ditaduras se faz isso- provas de traição à causa por mera desconfiança do que alguém pode pensar.

    Ninguém precisa de tratar mal um preto para ser considerado racista, nem precisa de recusar emprego a um gay para ser homofóbico - com direito a denúnica pública e ameaças de perseguição legal.

    É isto que se combate porque, quem não é cego, também já percebeu que é com esta novilíngua que se caçam votos.

  • Claro que a máscara cai num instante. Se o mesmo for feito contra os católicos eles consideram serviço público. Tal e qual como os velhos comunas legitimavam a perseguição a um burguês. É a nova luta de classes. A possível, para enganar papalvos.

  • Alguém me pode esclarecer quem é esta zazie??
    Esta rameira da blogosfera, comentadora compulsiva devidamente não identificada, é um caso sério de histrionismo adolescente misturado com uma ambígua compulsão para a intelectualidade. Já há um tempo que ando a reparar nela…e no euroliberal…é impressão minha ou estes dois são a mesma pessoa?

  • óh RAF
    quando quiseres escrever lá no “xatoo” pá, já sabes, tens sempre uma porta aberta.
    (a das traseiras, que dá para o esgoto)
    Cumprimentos à avózinha dos bonds. A gente vai-se vendo por aí. Ânimo pá!

  • Caro RAF,

    Peço-lhe que reconsidere, uma das razões por que eu vinha aqui a este blog era por causa dos seus interessantes e pertinentes posts, conjuntamente com outros como Paulo Tunhas ou A.A. Alves ou Pedro Marques Lopes de quem muitas vezes discordo, é certo, mas a quem nunca vi deselegâncias, más educações e ataques ad hominem.

    Quem é mal educado (um case study este:pode-se ter muita educação no sentido escolástico do termo e não se ter nenhuma como ser humano, e ser-se uma besta letrada) e está mal, caso do Sr. Tiago Mendes, que se mude, a bem ou então a mal!

  • ó Catarina, se andas looking for tens por aí as renas e veados e mais panteras que te satisfazem todas as curiosidades.

    Acredita. Por aqui é que não levas nada, nem anonimamente como galinha virtual.

  • Quanto a rameiras guarda os piropos para a tua mãezinha, está bem.

    E desorelha, que aqui não há conversas de esquina, muito menos com porteiras.

  • A única coisa certa que disseste foi mesmo o “devidamente não identificada”

    ahahahahaha

  • “Detesto a palavra tolerância, gosto de respeito.”

    Eu, por acaso, sou ao contrário.

  • De facto porteira é aquilo que tu pareces, dona zazie, incansável nas portas de saída dos blogues, a atirar postas de pescada em todos os sentidos, uns a seguir aos outros, fragmentados e codificados sob um mesmo código ideológico.
    E não, não ando à procura de teens, aliás, tu de adolescente só tens mesmo o histrionismo, de resto, suponho que nem para mulher balzaquiana serves.

  • “Intolerância e inteligência andam de mãos dadas” Vamos supor que esta ideia desconchavada é verdadeira… aqui o que está em causa não é a intolerância propriamente dita, pois esta pode ser expressa e aplicada de modo educado, inteligente (sim, isso…) e adequado a um contexto e espaço próprios. Neste caso, nada disto aconteceu.
    Por sua vez a suposta inteligência também não é chamada em casos nos quais está em causa o carácter, os príncípios e as maneiras.
    Feliz de quem vislumbra inteligência em frases repetitivas de sucessivos ataques pessoais baixos.

  • Mas ele não é inteligente por este motivo. Ninguém disse isso. Já conheço o Tiago Mendes há tempo suficiente para saber que é inteligente.

    A ideia pode parecer desconchavada mas talvez não seja falsa.

    As pessoas inteligentes começam logo por ser intolerantes (no sentido de não terem pachorra) para com a estupidez.
    Se souberem pensar e tiverem capacidade de reconhecer erros podem na mesma continuar a ser intolerantes- no sentido de não suportarem o que as incomoda.

    Até aqui nada de errado. E não há contradição. Só existe quando se esquecem de como agem para com os outros e fazem rábulas de vitimização por mera questão hormonal. Por falta de tacto, por ressabiamentos, por falta de jeito, por estupidez, numa palavra. Os inteligentes não estão a salvo de serem estúpidos. Há muitas maneiras da inteligência ficar toldada- a que aqui aconteceu tem um nome- ideologia.

  • Seria conveniente, à partida, definirmos o que é ser “intolerante” (ou “tolerante”)

  • Por sua vez a suposta inteligência também não é chamada em casos nos quais está em causa o carácter, os príncípios e as maneiras.

    É verdade, por isso mesmo é que não o defendi. Não há desculpa para a rábula inquisitorial e para a hipocrisia com que a revistiu. Precisamente por não ser estúpido e saber o que estava a fazer (por muito descontrolado ou com problemas pessoais que ande- e há-de andar, em estado normal ninguém tem estes ataques de despeito).

    Mas pode ser chamada, porque as pessoas estão-se nas tintas para os problemas pessoais e não é para isso que andam em debates políticos (ou não devia ser). E seria uma mentira negar toda a validade ao pensamento do TM- ainda que eu reconheça que no presente já só mostra uma sombra do que foi.

    Há ano e meio atrás nem falava nestas coisas, nunca tinha vindo com paranóias gay, nem se saberia que era, quanto mais fazer disso cavalo de batalha para o que quer que fosse.

  • É verdade que os cemitérios estão cheios de gajos imprescindíveis, mas caramba, o RAF faz aqui falta.
    Uma das coisas em que se repara logo neste blogue é que o TM se apoderou praticamente dele e larga postas de pescada a torto e a direito, ocupando largas porções do espaço
    Acerta algumas, mas noutras é como ler o Avante.
    Até faz censura, tal o à-vontade com que se instalou e o “poder” que adquiriu levou-o àquele melindroso poste em que trata o AAA abaixo de cão.

    Há sempre um pequeno Robespierre a ronronar nesta malta da converseta politicamente correcta, pronto a sair cá para fora, como o Alien da Sigourney, e a abocanhar o 1º que apanha de feição.
    Em relação ao TM, requiescat in pace e que a terra lhe seja pesada.
    Em relação ao RAF e ao AAA, firme, sentido, meia volta volver e regressar à forma já!

    deixem-se de merdas e volte

  • Mas, também é verdade que há ano e meio não tinha madrinhas a fazerem postes chamando-lhe querido e adorado liberalzinho. Nem tinha esta maltosa toda esquerdalha a vir em bicha (literalmente) prestar-lhe vassalagem.

    Há ano e meio atrás pensava a política sem ter estragado a cabeça com o politicamente correcto. Claro que a agit prop lhe agradece a propaganda gratuita que ofereceu.

  • Sim, mas a censura não foi só dele. O outro patrulhador fez o mesmo e esse sim, é absolutamente dispensável. É estúpido, até. De resto, venho cá para ler os textos do Rui Ramos e pouco mais.

  • Há sempre um pequeno Robespierre a ronronar nesta malta da converseta politicamente correcta

    Sim, essa é a única certeza que se vai tirando. E a esquerdalhada, agarrada a estas pancadas orwellianas, de proibição de palavras, já se tornou patologia. Mais nada.

  • O detalhe que achei piada foi chamarem-no de Direita

    ahahahah

    Ele podia ser militante do BE que não se notava a diferença.

  • tolerante- do latim= tolerare=permitir tacitamente, deixar passar, suportar, digerir. In- prefixo de negação. O contrário de tudo isto.

    Não havia nada a definir se v.s não se limitassem a papaguear modas de fora e usarem as palavras estrangeiras com sentidos diferentes- intolerence não tem o mesmo sentido que em português.

    Do mesmo modo que ninguém diz “eu odeio batatas fritas”. Porque o hate do inglês tem um leque enorme de sinónimos em português que alteram tudo.

    Mas, se não se usasse o hate por ódio também não inventavam linhas da denúncia para os ódios que são proibidos e defesa dos que são bons.
    Do mesmo modo que se traduzissem intolerance por outros sinónimos mais adequados, como rigidez de comportamento, também não havia lobby.

  • Quem explicou a questão bem foi o Helder. O que é saudável é o sentido nonchalant de regardless.

    Simplesmente, não pode existir descontracção quando um problema se transforma numa causa pela qual se luta. Por isso mesmo é que também só pode ser uma contradição em termos a bandeira da “luta pela tolerância”.

  • A minha questão era mais esta: imaginemos uma pessoa que deteste o comportamento “X” (seja X o que for: homossexualidade, homofobia, etc.), mas que não pretenda fazer nada contra “X” ou quem o pratica. A pessoa em questão é intolerante?

  • Eu nem faço ideia do que “regardless” queira dizer.

  • Pergunta para o Madeira:

    Primeiro :o que é uma fobia?

    Que eu saiba é conceito psicanalítico que se traduz por pavores que paralizam as pessoas .Existem agorafobias e claustrofobias- medo da praça pública e de espaços fechados.

    Isto é o que existe. A partir daqui não existe mais nada que não seja doutrinação orwelliana de apagamento de palavras ou de imposição de outras. Chama-se dialéctica erística à questão.

    Não há mais nada de concreto. Existe a dialéctica erística que arruma as pessoas nos ismos, e ganha supremacia por truque lógico e existe a velha e sempre nova prática de processo de intenções.

    Mais nada.

    Fora isto existe o que cada um faz- os actos. Pelos vistos os actos passaram a ser dispensáveis. Tanto faz que um tipo diga uma piada a gozar com mariquices como matar 500. È crime de ódio idêntico. Ninguém vai perder tempo a apurar resultados do que pode estar escondido no pensamento. Se ainda não matou, pode vir a matar. A lógica é esta. O resultado ainda pode vir a dar problemas .E dos sérios. Basta trocarem-se as palavras e os protegidos pelo dogma virarem carrascos.

  • no google tens dicionário que te explica facilmente a noção de regardless.

  • A tua pergunta demonstra a que ponto já chegou a tara. Eu percebo-a. Não devia sequer existir necessidade de se perguntar se alguém é um criminoso em potência apenas por não fingir que vive virado do avesso- por não negar o que é natural, por não meter o lixo debaixo do tapete.
    Mas, a pancada é precisamente essa. Se o ser-se uma coisa de vergonha equivalente a um criminoso é aferido por “cá para mim fulano é homofóbico e anti-semita, e romofóbico (esta encontrei no site das directivas da UE) então a sociedade anda a ser instrumentalizada para se tornar carrasco. Precisamente nos mesmos termos que sempre existiram nas sociedades totalitárias ou nos grupos religiosos de devassa e denúncia pública.

    É por isso que toda a gente que não é estúpida e não teme nada, porque é saudável e pacífica devia ter coragem para enfrentar estes merdas e recusar-se a mudar o léxico.

    Eu não mudo. Acho mesmo que agora é que nunca iria mudar. E hei-de gozar tanto quanto sempre se gozou. Porque só o sentido de humor e´capaz de escaqueirar estas imbecilidades colectivas.

  • “A minha questão era mais esta: imaginemos uma pessoa que deteste o comportamento “X” (seja X o que for: homossexualidade, homofobia, etc.), mas que não pretenda fazer nada contra “X” ou quem o pratica. A pessoa em questão é intolerante?”

    Não. O problema é confundir-se tolerância com aceitação, acriticismo ou indiferença.

  • Homofobia é um termo infeliz. Pode se curar uma fobia, pôr o paciente no diva mas nao faz sentido condenar publicamente a maleita. Ninguem no seu bom senso irrompe no estabelecimento adequado aos gritos “esquizofrenicos, esquizofrenicos”.

    No entanto homosexualidade nao é um defeito de caracter , se nao usamos o termo tolerancia, usemos respeito, até prova em contrario, quem gosta de apanhar no rabo, merece tanto respeito como quem nao gosta

  • Esta historieta nem tinha nada de interessante. Eu li o texto do FVJ e achei-o uma estopada que nem para blogue servia, o mérito até era do maradona e nem faço ideia para que se vai para um jornal falar do maradona que é um bacano da net.
    Mas enfim. Fiquei apenas com mais vontade de continuar os gozos aos onzeneiros medievais sem que ele me chateasse.

    O DO, como bom propagandista viu ali a árvore das patacas para trazer para o lugar certo- reconheça-se o mérito. E trouxe num texto pôdre de demagógico, a puxar ao choradinho, confundindo o que deriva dos actos, com o que deriva de humor de segunda.

    O resto da historieta foi a consequência lógica dos cordelinhos bem puxados pelo DO. Há quem acerto o passo e aproveite para ajustar contas. No fim temos a madrinha da nossa segunda dama. Pelo menos neste aspecto somos um país muito divertido. O único com um semi-segunda dama que passa o tempo a fazer chicana na blogosfera.

  • errata: podre.

  • […] Quem deu uma lição a toda esta gente foi o RAF. De facto nem toda a gente percebe que a educação não são meras regras sociais ou de etiqueta; a boa educação tem na sua raiz a gentileza e o respeito pelo outro, seja friend or foe. Respeito pelo outro, independentemente do que pensa ou em que acredita, não é um conceito ao alcance de toda a gente. […]

  • DLM- dê-lhes tempo que ainda chegam de novo aos choques eléctricos. Há práticas que não se esquecem. Os gulags foram cheios com doentes mentais por mera dissidência política, nunca esquecer.

  • Não há nada que não comece pelo verbo e não existem ameaças totalitárias sem que a propaganda consiga minar as sociedades. Pela minha parte considero muito mais pertinente a questão da linguagem que tudo o resto. Porque sem se fazer a cabeça pelas palavras também nunca tinham existido sociedades em todos faziam de bufos do vizinho.

    A blogosfera às vezes serve para rever este efeito do teatro da crueldade, com os seus processozinhos e chicanas públicas. As unidades colectivas de pensamento único não acabam, reciclam-se, vão mudando de nome. Prefiro estar atenta a estas tretas e gozar com elas que acreditar que eu é que detenho a verdade e sei qual o lado certo da História.

    Além do mais, o Bush é problema para quem vota na América, não é problema de doutrinação pública que ganha terreno na nossa terra. Mais depressa me preocupava em mandar este PS totalitário e jacobino às urtigas que gastar energias onde não se pode fazer nada.

  • Pelo menos por cá dá para lhes catar as alianças, as agendas, os lobbies, os referendos, os projectos jacobinos à boleia de centenários, as censuras, as domesticações das instituições, as instrumentalizações da justiça, e por aí fora. Esta macacada do TM não está assim tão fora do panorama.

  • Terraplanagem, é tudo uma questão de terraplanagem. Só se fazem terraplanagens por anomia social e muita propaganda. Por isso é que eles investem tanto na “educação”; nas “pedagogias obrigatórias” logo de infância. Ou julgas tu que isto o proselitismo tem apenas calendário eleitoral a 4 anos?

  • Para terminar até te digo mais. É da boa da tua UE, desse mitozinho burocrático que vem tudo isto. São eles próprios quem delega em ONGs essa estandartização de fobias e paranóias de lobby como a linha da denúncia.

    É desse grande mito da Europa que vem o maior perigo do que tu condenas. A estandartização começa com a importação das americanices, a seguir uniformiza-se por decreto da UE e depois bastam as aclimatações ao gosto caseiro. Por isso é que sofremos todos dos mesmos males. A moda é a mesma e o financiamento até já está garantido mesmo que dentro de portas não se fosse na cantiga.

  • Até já se chama a esta terraplanagem “sair da Idade Média” e acompanhar a Europa e a Modernidade.

    Não há nada como a burocracia para dissolver as boas das resistências naturais que sempre viveram da longa tradição da cultura e raízes próprias.

  • E já agora, elevar a discussão política do nível escatológico ao da cabeça e das grandes e nobres causas… Posso ?

    Claro que podes. Devíamos todos. Só quis que percebesses que se não serve de muito é porque não és tu sozinho que elevas nada, quando quem faz baixar é o bom do Parlamento Europeu.

  • Enquanto não se entender que isto faz precisamente parte de um todo mais generalista de desactivação de tradições nacionais, bem podem chatear meia dúzia de mecos que conhecem do mundo virtual…

    É que já nem tem nada a ver com vida íntima de cada um, mas de directivas globais de terraplanagens sociais à custa do grande mito do “humanismo” . O humanismo sempre foi pau para toda a obra.

  • ” imaginemos uma pessoa que deteste o comportamento “X” (seja X o que for: homossexualidade, homofobia, etc.), mas que não pretenda fazer nada contra “X” ou quem o pratica. A pessoa em questão é intolerante?”

    Eu penso que não.
    Um tipo tolerante tem o direito de ser intolerante apenas quando acreditar sincera e fundamentadamente que essa intolerânicia é fundamental para a sua segurança, ou a dos que representa ou tutela.

    É uma questão de justiça. Não se é justo quando se assiste passivamente à destruição dos fundamentos da existência.
    Veja-se o caso da so called “islamofobia”. O islamismo é um a ameaça física existencial para os “ocidentais”, uma vez que visa expressamente destruir uma civilização “decadente” .
    A renúncia de alguém a proteger-se, apenas beneficia os intolerantes.
    Neste caso os tolerantes têm o direito( e o dever) de dominar os intolerantes, apenas quando estes, por palavras e actos, representarem um perigo claro e inequívoco.

    Não se deve pois suprimir as pessoas ou grupos, mesmo que preguem a intolerância, desde que do seu discurso não resulte ameaça objectiva para a sociedade protecção.

    Assim sendo, devem-se tolerar os gays, os anti-gays, os islamófobos, os islamófilos, os antisemitas e anti-”sionistas”, os fascistas e os comunistas, até ao ponto em que o exercício da sua liberdade não ameaçe a igual liberdade dos outros.
    Se isso acontecer, ( não antes de acontecer), a sua liberdade pode e deve ser restringida e os tolerantes têm o dever e o direito de praticar a intolerância.

  • […] que o Rodrigo já disse tudo. Desta forma, dou por terminada a minha participação neste blog. Agredeço ao […]

  • Tolerar, Superioridade; respeito, Igualdade.

  • Há uns tempos falava com um amigo meu, comunista, sobre um poeta americano, George Oppen, também ele comunista e, note-se, numa América onde valia um tal de McCarthy.
    Falei nesse poeta ao meu amigo apenas por isso: a sua poesia.
    Mas como o meu amigo não o conhecia, eu acrescentei algo mais sobre o homem, nomeadamente uma amizade de toda a vida com Ezra Pound.
    Oh palavras que eu disse.

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