Sunday, December 2nd, 2007...15:05

an open letter to all Atlânticos

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Forgive me for writing in English. My written Portuguese is not accurate enough to be sure that I get my message across to you all (and we all know what happens when I get something wrong in Portuguese). I know that you will all understand me far better if I express myself in English.

With reference to this ridiculous recent battle in blogue Atlântico, I am furious and appalled that again people have resorted to public insults to colleagues and public resignations in a blog that is DIRECTLY related to Revista Altântico, its reputation and its future.I know that almost none of you have joined in with this ridiculous episode, but I’m taking advantage of how angry I am to write to you all about my thoughts on the blog and the magazine.

Revista Atlântico is about DEBATE and IDEAS, an area to express VARIOUS ideologies in an intelligent and interesting manner and hopefully, if we’re lucky, once in a while, to spark further debate and thought amongst readers. Tolerance and respect have been much talked about in and around this public and embarrassing battle, but what of self-control and civilized, adult behaviour? How can anyone take a magazine seriously if contributors publicly bicker and insult each other, like children?

I wonder if you all know quite how much hard work has gone into this magazine by some of us, to keep it going and to get it to the point we are now. We are very proud of the magazine, very proud of the work we have done so far, and now, due to recent developments, we have a hard-earned and fantastic opportunity to actually get the magazine out there to a bigger and wider audience. To use the magazine’s blog as a place to publicly insult colleagues is at best unprofessional and at worst a show of disrespect to the team of people who have been working so hard for the last two years for the magazine.

I’m quite reluctant to post this letter, as I’m embarrassed to air this dirty laundry in public and I’m sure it will get the usual wise-arse comments from certain dear anonymous commentators out there, but, for the sake of all the hard work that has gone into the magazine, I’ll grin and bear it.lucy

12 Comments

  • é dar um chuto no Tm ecoisa resolve-se rapidamente

  • Muito bem dito, Lucy.

    Paulo Tunhas

  • “but what of self-control and civilized, adult behaviour? ”

    “To use the magazine’s blog as a place to publicly insult colleagues is at best unprofessional and at worst a show of disrespect”

    O Tiago Mendes deveria reflectir nisto.

  • Apesar de ser um leitor compulsivo e entusiasmado da revista Atlântico e do seu blogue, não tenho por hábito comentar os posts, em geral bons, que por cá me trazem.
    É por isso com pena que o faço na sequência de um episódio lamentável. Como a Lucy diz, insultos e falta de educação só prejudicam este projecto, não ajudam a consolidá-lo. O post, ou melhor, os insultos do TM são a negação perfeita do espírito que creio que os leitores valorizam na Atlântico - o tal espaço colectivo de liberdade, de debate sério, inteligente, informado, profundo e plural, entre pessoas que prezam a democracia liberal. E também das declarações de princípio com que a revista se afirma perante os leitores.
    O “mérito” mais imediato desse post foi fazer a Atlântico perder dois excelentes colaboradores (e bem hajam por colocarem os seus princípios à frente do prazer que de certeza têm tido neste projecto…) e, aparentemente, “calar” o visado no seu post. Notável!
    Apesar da declaração de apoio do director da revista ao AAA, parece que neste espaço se impõe quem é mais grosseiro, mal educado, incapaz de conviver com a diferença (ou incapaz de se mudar caso não goste da companhia). Assim, creio que quem se identificava com o espírito da Atlântico vai começar a procurar outras publicações (sabendo à partida que não vai ficar a ganhar, claro!). Por mim falo…
    É realmente pena que um excelente trabalho colectivo seja manchado desta forma.

  • O Vasco Pulido Valente foi muito mais longe na crítica ao livro do Miguel Sousa Tavares e, que eu saiba, nem o Público baixou as vendas ou perdeu credibilidade, nem o VPV deixou de ser lido, muito pelo contrário. Esta polémica só faz bem ao blogue e à revista. Dá-lhe cor e interesse, coisa de que uma revista politicamente orientada precisa como de “pão para a boca”.
    Interessante mesmo seria aproveitar-se este episódio para os Atlânticos definirem publicamente as suas ideias políticas, dizerem aquilo com que concordam e aquilo de que discordam e assim diferenciarem-se do cizentismo da maior parte dos políticos e jornalistas da praça.

    Se a revista e os seus editores adoptarem a postura da virgenzinha ofendida demonstram que não sabem conviver com o debate aceso de ideias; que só sabem viver numa monocultura política em que se vive de palmadinhas nas costas e silêncios comprometedores. Em suma, se assim for, a revista torna-se jornalistica e politicamente irrelevante.
    É tempo de a Atlântico crescer e habituar-se a jogar no campeonato do jornalismo de referência. Resta saber se consegue fazê-lo.

  • Hipocrisias

    “5. Como sou um grande apreciador da frontalidade, tendo a ver certos acontecimentos como fracturas salutares e inevitáveis e não como dramas camilianos.”- Tiago Mendes

    com a cx de comentarios fechada …

  • “Dá-lhe cor e interesse, coisa de que uma revista politicamente orientada precisa como de “pão para a boca”.”

    Cor e interesse? Todos os meses pago 4 euros pela revista e não o faço à espera de lá encontrar “cor e interesse”. Pelo menos não deste género de “cor e interesse”.

    Costumo ler a coluna do André Azevedo Alves e nunca sequer percebi que fosse católico, ou budista, ou preto ou branco. Só me recordo de um artigo há uns meses sobre a supressão do sagrado do espaço público e Rawls, de que gostei bastante e não me pareceu nada de um fanático religioso.

    E quero lá saber se é monótono e previsível. Eu leio a revista desde o número 1 e nunca achei os artigos dele monótonos e previsíveis.

    Aliás, estes posts falham completamente por causa disso: o desgraçado é isto, é aquilo, mas não consigo ler um mínimo de sustentação textual, uma citaçãozinha que seja. Apoiou o Mário Machado e o PNR? Porquê, disse o mesmo do Pacheco Pereira? O Pacheco também é um fascista? Ah, não me dou ao trabalho de procurar links, ah, “toda a gente que lê sabe que é assim”. Ora, bardamerda.

    Eu não sou rico, portanto espero que isto fique pelo blog (que é grátis) e que no próximo número não vá pagar 4 euros para ler estas atoardas.

  • José Barros,

    Duas coisas:

    1. Os ataques ad hominem são um erro, mesmo que esse erro seja cometido pelo VPV ou pelo Público. Aliás, gostaria de ler os argumentos que mostram que um ataque ad hominem não é um erro numa revista de debate de ideias.

    2. Quando o José Barros diz que os Atlânticos devem definir publicamente as suas ideias políticas refere-se a que ideias exactamente? Está a sugerir que devemos todos fazer considerações pessoais sobre o André Azevedo Alves?

  • Ah, exacto, esqueci-me dessa da definição. Também não quero saber das definições. Eu quero é ler bons artigos. Por mim, até podem deixar de os assinar, que estou-me nas tintas para quem os escreve. Em Portugal há um fascínio com as pessoas, com os interesses, com o que este realmente pensa, com os interesses que aquele secretamente tem e com a agenda de aqueloutro que é insuportável.

  • JM:

    1) A discussão só começa a ser possível se o JM me demonstrar que o TM fez ataques pessoais. Mesmo que o prove, teria ainda de provar que as pessoas para quem agora a boa educação é tão importante, nunca incorreram nesses ataques. Quem tem telhados de vidro, não pode atirar pedras. Duas coisas, portanto. E não distorça as minhas palavras, porque isso também fere a “boa educação” que agora parece ser a palavra de ordem.

    3) No meu comentário, não me referi ao AAA. Nem me interessa referir. Interessa-me é que a Revista Atlântico aproveite este momento para mostrar que é mais do que um grupo de amigos entretido com um projecto jornalístico. E isso obriga a Revista e os seus editores a saberem conviver com polémicas como esta e a aceitar divergências políticas - ainda que grandes - no seu seio. Só assim crescerá no panorama jornalístico. Pelo contrário, quanto menos diversidade tiver na sua revista e no seu blogue, menos interessante se torna, mais “guetizada” fica.

  • Hum, apagamento de comentários para proteger o naughty boy, que por sua vez fecha a caixa de comentários dos deus posts. Não parece lá muito fairplay, does it ?

    Anyway, Lucy, as I told you, neocons and ziocons are definitely out, so let’s move and give Atlântico a more fashionable outloook. And I don’t mean that gay staff, but real political issues, rather peaceful issues, not wars for Israel or oil…

  • Os financiadores norte-americanos obviamente tomam o lado da reacção.

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