Sunday, December 2nd, 2007...19:21

Regras da casa

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Estive fora durante o fim de semana e só agora regresso com tempo para escrever no meu computador. Apesar dos elogios, que agradeço, parece-me que cada emenda é pior do que o soneto, até porque, convenhamos, a composição original que inspirou a discussão não foi propriamente inspiradora. Ao contrário do que o Henrique Raposo escreveu, este blogue tem regras, ou, pelo menos, tem uma regra básica fundadora: a total liberdade de expressão. Esta total liberdade de expressão presume porém uma segunda regra que lhe é implícita: a de que quem escreve aqui é responsável pelos seus actos. A ideia é discutir ideias e não pessoas. Ora, o que o Tiago Mendes fez foi também isso, não só através de adjectivos, como referindo aspectos pessoais do percurso académico de um dos conselheiros editoriais da revista. E é isso que, para mim, não é aceitável. Como já escrevi, neste blogue não aparecem moscas na sopa, mas também não há nenhuma ASAE caseira. Os actos - todos os actos - ficam com quem os pratica.

PS. Costumo ouvir e ler com atenção quem é especialista nos assuntos e se há especialista consagrado em matéria de fracturas e outras purgas em blogues - e não só - ele é o Carlos Abreu Amorim. Se há alguém que já deu cartas na matéria, provocando sucessivas saídas do Blasfémias, ele responde pelas iniciais de CAA. O problema é que não se aprende nada com quem nada aprendeu.

9 Comments

  • Na mouche, Paulo. Sem ironias, você aqui demonstrou com uma certa liderança que isto não é uma casa da Joana. Dirigiu-se a todos, mas não meteu todos no mesmo saco, o que seria demasiado fácil e injusto. E ainda se deu ao luxo (não supérfluo) de, en passant, pôr no seu lugar o Daniel Barnabé das moscas kamikazes e do exame prévio e o CAA, um mata-frades habitué dos golpes sujos fracturantes e outras manobras censórias que escamoteiam o debate. E tudo isto com estilo, court et sec. Chapeau !

  • Caro Paulo,

    Se há regras, mesmo que apenas duas, e se essas regras não são respeitadas deverá haver consequências, ou não?
    Se não há consequências então, na prática, não há regras.
    Sendo certo que os actos ficam com quem os pratica, quem sai prejudicado parece ser o blog e quem teve uma conduta inaceitável (o adjectivo é seu), o TM, parece preparado para ficar (em post recente dá o assunto por encerrado), tendo-se livrado de companhia que parece não desejar.

    Não se pode dizer, contudo, que para TM tudo esteja na mesma: nos seus recentes posts assobia para o lado - como o incendiário que recolhe a casa placidamente e acende a lareira de sua casa depois de ter inflamado o bosque -, e fecha os comentários (sempre é melhor que apagá-los), coisa que não costumava fazer.

    Enfim, espero que AAA, RAF e Miguel Noronha continuem a escrever na revista.
    O blog fica mais pobre.

    Cumprimentos,

  • Paulo Pinto Mascarenhas
    December 2nd, 2007 at 20:06

    Caro Luís Fonseca,

    Não há aqui lugar a qualquer confusão entre o blogue e a revista.

    Obrigado e cumprimentos,

    Paulo

  • Posição muito inteligente a do PPM. Não deixou de tomar posição e criticar o que é absolutamente primário.

    Depois disto só fica quem devia perceber que está a mais.

  • Escrevi num comentário respondendo ao Pedro Marques Lopes:

    «Quando falei em ‘fractura’ não me referia a situações internas do Blogue Atlântico ou da Revista. Ou seja, nada disse sobre questões em relação às quais não sou tido nem achado.

    A ‘fractura’ de que falei é entre duas direitas liberais que se uniram, circunstancialmente, mas que são, essencialmente, opostas: os que julgam o liberalismo como um resumo de lógicas económicas; e os que vêem o liberalismo como um todo, feito de direitos fundamentais, de valores como a tolerância e o respeito pela dignidade humana e liberdade económica. Como escrevi, há uma ‘fractura’ indisfarçável nos liberais (repito, não me refiro à Atlântico) e que com essa confusão “continuaremos a confundir liberalismo com os gestos antigos e mal reciclados dos que tudo fazem para que a liberdade não sobreviva em nenhuma das suas várias dimensões”.

    Mas, para que não subsistam más interpretações, não irei escrever mais nada sobre o assunto, nesta fase.»

    O Paulo Pinto Mascarenhas já devia saber disto antes de escrever o que aqui disse.
    Mas se a lógica de achar um inimigo comum pode ser útil para o aggiornamento que falta, não serei eu a contraditar tão subida táctica.

    Só lhe peço que quando quiser opinar acerca dos problemas de outros blogues (coisa que eu não fiz nem farei quanto à Atlântico) se informe melhor. No Blasfémias nunca houve purgas - quem saiu fê-lo porque assim o entendeu. Como pode acontecer em qualquer outro blogue.

  • Filipe Abrantes
    December 3rd, 2007 at 19:14

    “Ora, o que o Tiago Mendes fez foi também isso, não só através de adjectivos, como referindo aspectos pessoais do percurso académico de um dos conselheiros editoriais da revista”

    Boa tentativa de diplomacia, mas o “adjectivo” nojento, por exemplo, seria tolerado? Afinal é um mero “adjectivo”.. A questão é que há um dever essencial para quem partilha um blogue colectivo: não atacar pessoalmente colegas de blogue. Se há quem não consiga fazer isso, que saia. Está a pôr paninhos quentes e eu percebo isso, mas por vezes temos de ter a coragem necessária de pôr na ordem gente que viola gravemente as regras básicas da convivência (num blogue).

    Ser liberal não é defender à outrance a liberdade de expressão “total”, é defender a liberdade de expressão e defender que quem prejudique esse objectivo seja censurado: depois dos “mimos” do TM ao AAA, o PPM considera mesmo que este último se sente mais ou menos livre para dizer o que pensa/sente no blogue??

  • Filipe Abrantes
    December 3rd, 2007 at 19:22

    Que ironia! Vou agora ver o último post do tm e não é que usou mesmo o adjectivo “nojento” no 1º post?! Que miséria, atitudes de merda, homens feitos sem qualquer educação..ç

  • […] - e por este ser um dos conselheiros executivos da revista. Isto foi dito pouco tempo depois de, publicamente, o Paulo ter defendido “a total liberdade de expressão” no blogue, que “não há […]

  • […] foi dito pouco tempo depois de, publicamente, o Paulo ter defendido “a total liberdade de expressão” no blogue, que “não há nenhuma […]

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