Sunday, December 2nd, 2007...21:30
Separação das águas?
O Daniel Oliveira já separou as águas, ou melhor, já separou as direitas. Parece que não há volta a dar, só temos mesmo duas opções. O mais interessante é ver como cada uma tem o seu conjunto de regras muito próprias, independentemente de serem boas ou más. Esta visão de classes e de facções, no qual cada membro possui todas as suas posições de acordo com o comité central, não me parece nada característica. A tradição individualista, propícia aliás ao debate e ao confronto de ideias, sempre foi uma característica da direita.
A separação que o Daniel faz chega a ser um pouco divertida. Eu jamais me incluiria numa facção ou noutra, até porque as minhas opiniões não encaixam em nenhuma das duas. De qualquer das formas, não deixa de ser interessante ser o Daniel Oliveira a chamar à atenção para essa aparente cisão e pela divisão da “boa” direita e da “má” direita. A discordância no seio da direita sempre existiu e posso garantir ao Daniel que existem bem mais de dois lados. Felizmente.


11 Comments
December 2nd, 2007 at 21:51
não esquecer do Rabi Francisco José Viegas
December 2nd, 2007 at 21:54
Quando fazem um blogue e se chamam de “liberais” não se estão vocês próprios a incluir num grupo? Eu não falei de facções e disse mesmo que a esmagadora maioria estava no meio.
De resto, a procura do inimigo externo para garantir a unidade é também bastante comum. Chavista, posso mesmo dizer.
December 2nd, 2007 at 22:02
“De resto, a procura do inimigo externo para garantir a unidade é também bastante comum. Chavista, posso mesmo dizer.”
Inimigo Externo? Unidade? Não serei certamente eu quem anda à procura. Tenho coisas bem mais interessantes para procurar.
December 2nd, 2007 at 22:30
Está bem visto. Nada melhor que arranjar um inimigo comum, para unificar as hostes. Bora aí pessoal, vamos desancar todos no Daniel Oliveira.
A crise desaparece num instante.
December 2nd, 2007 at 23:50
Realmente, Bruno, as ideias liberais ou/e conservadoras estariam muito mal se tivéssemos de pedir ao DO que nos informasse qual é a direita boa e qual é a má.
Budos, arranje-nos outro inimigo comum e talvez seja uma boa ideia.
December 3rd, 2007 at 2:15
Crise, qual crise?
December 3rd, 2007 at 10:39
A Direita em Portugal é tudo o que está à esquerda do PCP e do BE. O resto é conversa. O PS nada tem de socialista e por vezes consegue ser pior que muitos CDSs que andam por aí.
December 3rd, 2007 at 13:58
“Budos, arranje-nos outro inimigo comum e talvez seja uma boa ideia”
O DO não é um bom inimigo, porque lhe falta estatuto.
Mas representa algo do que é o “inimigo”: a arrogância intelectual de uma certa esquerda , que se presume do lado certo, do lado do bem, e que acaba sempre por resvalar para o totalitarismo, pesem embora as “boas intenções”.
O parasitismo ( necessário, reconheço) de grupos que estão refastelados à mesa dos tipos de sociedade que criticam, empanzinando-se com a comida, mas criticando-a com ar enfastiado e superior.
Esse é o inimigo, se for deixado à redea solta.
Que esteja à mesa e largue umas larachas, é engraçado e até coloca uma certa pressão sobre o serviço de cozinha.
Mas Deus nos livre que se apodere dela…
É como a aspirina…em quantidade Daniel Oliveira, faz bem e por vezes até faz de placebo.
Em quantidade Evo Morales, já provoca cólicas.
Em quantidade Pol-Pot, é mortal.
Esse é o inimigo….
December 3rd, 2007 at 14:36
Bruno, não querendo ser advodado do diabo, o que o DO me parece ter querido fazer é separar pessoas boas de pessoas más, e não pessoas da direita boa e direita má.
December 3rd, 2007 at 16:01
“o que o DO me parece ter querido fazer é separar pessoas boas de pessoas más, e não pessoas da direita boa e direita má.”
Luís, não foi o que me pareceu.
December 3rd, 2007 at 19:05
Um bom resumo da história, simples e rigoroso e que dispensa mais conversa (acho) é que há pessoas com perfil para partilharem um blogue e outras que não o devem fazer. O AAA é dos primeiros, o TM é dos segundos.
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