Wednesday, December 5th, 2007...12:09

América e Rússia: 1982, 2007

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Ou: Reagan e Bush. Guerra Fria (tudo estava dominado/limitado pelo balance-of power) e o-que-quer-que-se-queira-chamar-a-isto (multilateralismo, triunfo do Ocidente, etcs.).

“We’re approaching the end of a bloody century plagued by a terrible political invention — totalitarianism. Optimism comes less easily today, not because democracy is less vigorous, but because democracy’s enemies have refined their instruments of repression. Yet optimism is in order because day by day democracy is proving itself to be a not at all fragile flower. From Stettin on the Baltic to Varna on the Black Sea, the regimes planted by totalitarianism have had more than thirty years to establish their legitimacy. But none — not one regime — has yet been able to risk-free elections. Regimes planted by bayonets do not take root.” - R.Reagan, Address to the British House of Commons, 8 de Junho de 1982

“Reports from Russia include that there were allegations of Election Day violations, and we have urged the Russians to look into those” - Porta-Voz da Casa Branca Dana Perino, 3 de Dezembro de 2007

Aparentemente, temos mais medo da Rússia de Putin que da URSS de Brejnev. Somos mais cautelosos agora, do que durante a Guerra Fria. É disto que estou a falar.

6 Comments

  • Pois é, acontece é que o maior totalitarismo -a Alemanha Nazi - do séc. XX foi… eleito pelo voto…e democraticamente.
    Mas se calhar ainda há maiores, se calhar os maiores mesmo são aqueles que o são conseguindo e procurando conseguir manter sempre o disfarce e aparências de democracias, sobretudo quando os Goobbels(zinhos) procuram a sombra…

  • “temos mais medo da Rússia de Putin que da URSS de Brejnev”

    Pode-se dizer as coisas de outra forma: prestam-se agora a um confronto mais directo com uma Rússia (o intervencionismos “Ocidental” em países independentes agora mas que nunca na História forma independentes, sempre tinham feito parte da Rússia…imaginemos os Chineses a cativarem os Mexicanos e etc e tal) com defeitos mas de economia parcialmente privada/democrática. Parte da acção de Putin foi uma reacção à máfia económica que sai do caos das privatização à Yeltsin e que ameaçava tomar conta do aparelho de Estado. Isso e os problemas internos de terrorismo, etc. Não é uma desculpa, mas é um enquadramento.

    Podemos imaginar cenários na Rússia ainda bem piores se existisse uma desagregação acelerada.

    E a doutrina Monroe não é só para os americanos. Sempre existirá para as grandes Nações que não gostam que se tire dividendos de pontos na história onde temporáriamente estão debilitados, como teve a Rússia de Yeltsin. Mais tarde ou mais cedo isso muda e essa doutrina terá depois resposta e reacção contrária.

    O moralismo é algo que devemos aplicar a nós. O que resultou do moralismo externo de Wilson na WWI devia ser bem evidente.

    Como diz Sullivan na “Atlantic”, é preciso um grande esforço para vermos aquilo que está mesmo à frente dos nossos olhos.

  • John B. Dunlop

    The New Russian Nationalism (Praeger Publishers, 1985)

    E o clássico

    The Faces of Contemporary Russian Nationalism (Princeton University Press, 1983)

  • da da

  • Ana, o Reagan foi um caso à parte de alguém que se estava nas tintas para as meias tintas e dizia o que pensava, de preferência com meia dúzia de anedotas de permeio.

    Pela mesma época Kissinger garantia que “hoje, pela primeira vez na nossa história, enfrentamos a dura realidade de que o desafio do comunismo é infindável” pelo que os “desafios revolucionários contra estados comunistas são pragmaticamente imprudentes porque bloqueiam o caminho para um ajustamento “realístico” sobre a resolução de disputas regionais”, e a Europa agachava-se e acomodava-se à “realpolitik” do Chanceler de Bona.

    Reagan limitou-se a mandar às malvas as precauções endireitou a espinha e catalogou o mundo comunista de “Império do Mal” e forçando-o a entrar num desafio que conduziu à sua implosão.

    Na altura os fabianos europeus ( de esquerda e direita) viam-no como um tonto perigoso e desbocado.
    Hoje, mutatis mutandis, não é muito diferente.
    A Europa venusiana continua a achar que que o inimigo a conter são os terríveis americanos.

  • “Parte da acção de Putin foi uma reacção à máfia económica que sai do caos das privatização à Yeltsin e que ameaçava tomar conta do aparelho de Estado”

    É verdade, mas não é toda a verdade. Putin tinha no início uma agenda liberal e o seu ministro Illarionov era um liberal, profundo admirador do capitalismo de mercado.
    O problema é o poder. Putin não resistiu à perversão do poder e viu-se de repente com a mão na imensa riqueza dos hidrocarbonetos, em alta histórica. Tratou de garantir a torneira.
    Há muito dinheiro para gastar e quase só gás e petróleo para vender.

    O resultado tb é dos livros: segue-se a doença holandesa.
    E Putin cairá da cadeira, assim que os preços do petróleo e do gás caírem.

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