Wednesday, December 5th, 2007...17:23

Aprender e continuar

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Não comentei aqui, nem vou naturalmente comentar agora, os textos em que fui recentemente visado neste blogue (Dizer basta, O meu ponto final no assunto, 8/8 Ponto final, sem dramas), mas não posso deixar de agradecer todas as manifestações de apoio que recebi.

Deste triste episódio, e especialmente das reacções que se seguiram, retiro apesar de tudo o benefício de algumas lições importantes, que só contextos como este podem proporcionar.

Quanto ao resto, que é o que realmente importa, a vida continua e o projecto Atlântico - para o qual me orgulho de contribuir na medida das minhas possibilidades - também, desejavelmente cada vez mais forte.

20 Comments

  • Um destes dias, um dos meus filhos chegou muito chateado a casa. Os colegas da escola escrevinharam-lhe uns comentários na página dele no myspace.
    “Vou desligar os comentários”.
    Dei-lhe só uns carolos, para ele ter juízo. E ele hoje é um homem às direitas.

  • Os pontos finais e a ausência de dramas não marcam a ausência de conflitos.
    Unam-se e lutem por este projecto, que traz tanto ar fresco ao panorama editorial das revistas de opinião.
    http://intromissoes.blogspot.com

  • Também devia agradecer ao Tiago o precioso contributo, tornando-o a si indubitavelmente mais transparente aos olhos do país.

  • Claramente, Nuno. O Tiago Mendes é o maior!

  • Outro anónimo, diferente do anterior
    December 5th, 2007 at 19:12

    Concordo, o Tiago Mendes expôs bem este grande fássista

  • Chamem-me Cátia Santos (não sou o comentador anónimo do comentário anterior)
    December 5th, 2007 at 19:16

    O Tiago Mendes é que te pôs no sítio pá!!

  • A PIDE já acabou, mas continua a existir hoje em dia um exército de voluntários que assumiu para si a tarefa de perseguir quem tem opiniões políticas “erradas”. E a táctica quase sempre resulta, como por exemplo no recente caso da Tagus, em que a referida marca acabou por cancelar uma campanha “politicamente incorrecta”. O Tiago Mendes decidiu armar-se em Torquemada deste blogue e tentou liquidar um “opositor político” no sentido em que tem oposições políticas distintas.

    O método foi o do costume, colar ao alvo a abater os rótulos de reaccionário, fascista, racista, homófobo, simpatizante de Salazar, defensor do PNR e mais uns adjectivos de sua lavra como “pessoa de ideias nojentas” e outros que tais. Só teve um precalço: O Tiago estava no Atlântico e não no PCP.

    Sentindo necessidade de se justificar, o Tiago meteu os pés pelas mãos e afundou-se ainda mais na lama. No texto sobre Salazar não consegui descortinar qualquer vislumbre apologético. A grande defesa do PNR parece que foi comparar o PNR com o BE, e sendo este um partido anti-democrático está na prática a classificar o PNR também como anti-democrático. Não me parece que seja um elogio. E por aí diante, o Tiago não conseguiu justificar nenhuma das acusações que fez e mostrou que se tratava apenas de ódio e intolerância a quem tem opiniões políticas distintas da sua.

    O André esteve muito bem ao não lhe responder sequer. Aliás era difícil dar uma resposta sem descer ao nível dele e envolver-se na lama. Assim, foi melhor deixa-lo lá a ele sozinho.

    Espero que o André, bem como todas as pessoas livres de Portugal sejam elas de Direita ou de Esquerda, não deixem nunca de dizer aquilo que pensam com medo de perseguições ignóbeis. Por fim, termino com um sábio provérbio popular: Os cães ladram mas a caravana passa.

  • Não vai “naturalmente” comentar porque não quer, ou porque não é capaz, ou ainda não sendo capaz não quer?

    “Tudo como dantes, quartel-general em Abrantes”

  • “Espero que o André, bem como todas as pessoas livres de Portugal sejam elas de Direita ou de Esquerda, não deixem nunca de dizer aquilo que pensam com medo de perseguições ignóbeis.”

    Aqui esta a frase mais sabia de toda esta polemica. Tudo isto foi ridiculo, mas e verdade que por tras do ridiculo esta a questao seria de saber se vamos autorizar “perseguicoes ignobeis.” Espero que isso, mais do que a questao da educacao, tenha sido a preocupacao dos dirigentes deste projecto.

  • A citacao do texto sobre Salazar, e o que dai possa decorrer, e extraordinaria. Estamos de facto no ambito da magia ou da supersticao quando o acto de citar um nome ou um texto e por si so equiparado a um crime de opiniao.

  • Caro André,

    Não acha que um retiro espiritual lhe poderia fazer bem? É que para um observador externo é demasiado óbvio que, para quem queira genuinamente ter o catolicismo como matriz estruturante de modo de vida, os seus textos têm ódio a mais.

  • “…e o projecto Atlântico…desejavelmente cada vez mais forte”.

    Percebe-se bem porquê…

  • BCP

  • Lindstrom
    December 5th, 2007 at 22:05 Caro André,

    Não acha que um retiro espiritual lhe poderia fazer bem? É que para um observador externo é demasiado óbvio que, para quem queira genuinamente ter o catolicismo como matriz estruturante de modo de vida, os seus textos têm ódio a mais.”

    deve ser o ódio de saber que com o aborto se matam crianças …

  • Sr.Lindstrom,ainda está tempo de corrigir:quando escreveu André,queria por certo escrever Tiago.É que,de outra forma,não tem lógica nem se percebe.

  • Cheguei tarde a esta polémica mas parece-me óbvio que a ignomínia (ou o vómito) estão do lado do pseudo-moraleiro (e simpático aos olhos da esquerda) TM.
    O André manteve a sua postura e já todos sabemos que não vai “polir” o seu discurso para parecer respeitável aos olhos de quem, na prática, apenas serve a agenda esquerdista.

  • José Manuel Moreira
    December 6th, 2007 at 12:31

    A forma como o André se comportou - e foi capaz de se elevar através da “provação” a que foi sujeito - pode ser ilustrada por uma conhecida máxima: “Vince in bonno malum”, vencer o mal com o bem.
    Uma máxima difícil de praticar num tempo em que predomina uma ética laicista, relativista e positivista.
    Um tempo que nos impede de perceber de novo que é bom o que é conforme à natureza humana e mau tudo o que lhe é disconforme: o que é contrário ao ser do homem, que o destrói, que não o deixa se o que é, que o conduz a actuar contra si mesmo, contra a sua natureza.
    Um tempo em que se tende a reduzir o especificamente humano a uma cultura carecida de fundamento objectivo e em que, por isso, tudo se pode alterar e manipular, e em que tudo fica à mercê do arbítrio e do poder ou, se quiserem, do consenso ou do desejo.
    É tudo, todo o Bem para o André e para todos quantos - a começar pelo PPM - mantêm firme o leme desta Grande Aventura em pleno Atlântico.
    JMM

  • José Manuel Moreira
    December 6th, 2007 at 13:58

    Errata ao comentário anterior, passou, onde está “disconforme” deveria estar “desconforme”
    Agora si, está conforme
    JMM

  • uufa

    bem sobre o mal

    isto, agora, além de exorbitantemente histérico, ficou com uma dimensão metafísica interessante, com direito a latin e tudo…onde é que está o meu xaman quando eu preciso dele.

    damn damn I wanna be sedated!

  • Não sei se eu conseguirira conseguir digerir tantos insultos gratuitamente.

    Um bem haja, ainda me tornam leitor da “Atlântico” em papel com polémicas destas.

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