Tuesday, December 18th, 2007...15:11
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A crise do mercado subprime está controlada e não vai afectar o crescimento económico em 2008.
A crise do mercado subprime está controlada e não vai afectar o crescimento económico em 2008.
9 comentários
categoria Economia Texto de Miguel Noronha

9 Comments
December 18th, 2007 at 15:50
é de palavras dessas que o país precisa.
Palavras de animadoras.
animo, animo… que já falta pouco para chegarmos a cassiopeia!
December 18th, 2007 at 16:00
Infelizmente, os ” economistas ” estão completamente desajustados da realidade. Basta saber somar e subtrair, para prever o que agora está a acontecer.
Temos que encontrar um novo modelo de desenvolvimento económico e a ” globalização” não é um modelo económico.
December 18th, 2007 at 16:04
Concordo em absoluto com o Rui Fonseca,
alias adivinha-se muito para breve uma grave crise economica.
Claro que os neoliberais continuam a propagandear os beneficios da sua cartilha.
Fala-se hoje na “qualidade da Democracia”, o que só por si traduz um maior ou menor “desvio democrático” da acção dos eleitos para com as expectativas dos seus eleitores. O afunilamento das leis que retiram espaço de participação social aos cidadãos e permitem aos governantes uma gestão politica e social do Estado mais autocrática parece estar na moda nesta Europa do início do século XXI. Estamos longe das preocupações sociais manifestadas pelas democracias europeias do pós guerra. Os governos uniformizam-se. A Europa uniformiza-se. Os cidadãos empobrecem e assistem às limitações de acesso à Saúde, Justiça, Educação e outras funções sociais do estado impostas pelos governos. E nos países onde a corrupção da classe política é maior, os cidadãos sofrem dificuldades acrescidas.
E em paralelo com esta progressiva diminuição de “direitos adquiridos” (benefícios social e historicamente conquistados e como tal plenos de direito) assiste-se à paulatina acumulação de capital, à expansão dos monopólios e ao fortalecimento das oligarquias financeiras. À uniformização económica da Europa decorre paralelamente a sua uniformização politica.
A acumulação de capital decorre em paralelo ao retrocesso social.
Esta uniformização politica não distingue os social democratas dos democratas cristãos na Alemanha, nem os trabalhistas dos conservadores no Reino Unido, nem os populares dos socialistas em Espanha, nem os Prodis dos Berluskonis em Itália, nem os social democratas ou os socialistas em Portugal. Todos usam o mesmo figurino político. O figurino imposto pelas oligarquias financeiras europeias e americana de quem são fiéis serventuários.
O cidadão europeu encontra-se encurralado. Como em Portugal, votar no PSD ou votar no PS, votar num qualquer partido de alternância do poder, tem o mesmo significado e consequências. Só difere o discurso das promessas eleitorais. Ainda que, constantemente, pretendam ocultar perante os cidadãos os seus reais objectivos políticos, há momentos em que, pela agudeza dos problemas, acabam por deixar cair a máscara e tornar transparentes os seus propósitos.
Um desses momentos acontece agora com a aprovação do “Tratado Europeu”. Pretendem de todas as maneiras subtrair o Tratado Europeu ao referendo popular, com manobras cada vez mais patéticas. Como antes, ao arrepio da vontade das populações europeias, apoiaram a aventura de Bush no Iraque.
Os povos europeus só poderão sair da camisa de forças em que os colocaram quando souberem erguer uma nova formação política, alheia aos vícios e ao “profissionalismo” dos actuais partidos, assente numa verdadeira ideologia Social Democrata, que usando o poder democrático conquistado em eleições, inverta os desequilíbrios actuais da distribuição da riqueza, impulsione um desenvolvimento económico sustentado e promova a qualidade de vida e ambiental dos cidadãos.
“Não são pessoas. Não são políticos, não são entes reconhecivelmente humanos. São umas montagens publicitárias: polidas , vácuas , inócuas . Heróis de Plástico, uma invenção.” (Vasco Pulido Valente)
December 18th, 2007 at 16:10
Está controlada pela “injecção” de liquidez. (300 bilões de €). Drogados monetários…
December 18th, 2007 at 16:12
Caro Bruno, não sei se pretende que seja preferível ignorar a realidade e fazer previsões usando cenários irreais. Como foi o caso do OE 2008.
December 18th, 2007 at 16:23
Caros Rui e Luis,
Provavelmente estão a ler coisas que eu não disse. A solução para a crise não reside em “modelos” superiormente impostos e na intervenção estatal.
Quanto às “dificuldades em somar”, aproveito para referir que o relatório da OCDE do final do ano passado já alertava para uma prevsivel crise no mercado hipotecário dos EUA em 2008. Se procurar pelo assunto no google encontrará muitos “avisos” anteriores.
Convido-os a ler este> artigo de Gerald P. O’Driscoll.
December 18th, 2007 at 16:29
O Senhor está convosco e comigo também.
Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.
Ele está no meio de noz (também é Natal)
December 18th, 2007 at 23:10
[…] Na linha do que escreve o Miguel Noronha, importa notar que 2008 vai ser um mau ano para os que se endividaram para lá das suas possibilidades, para os que compraram casas por valores inflaccionados, transferindo riqueza para promotores imobiliários (que capitalizaram a seu favor um periodo conjuntural de juro baixo), esquecendo que se estavam a endividar no longo prazo. Vai ser um mau ano para as empresas que mediram mal os riscos, e para aquelas cujas mercadorias e serviços não permitem que sejam competitivas num cenário de euro alto. […]
December 19th, 2007 at 14:08
A economia tem muitas influências, mas o pior que pode acontecer ao mundo é travar a globalização e erguer barreiras proteccinonistas.
A inflação virá a galope, já que tem sido a globalização a principal força deflacionista das últimos anos.
Esta malta que defende teorias do tipo autarchia (política nazi, relembre-se) alén de sofrer de falta de memória, recusa-se a entender que se os mercados se fecharem, não só não poderão adquirir o que pretendem, para si e para os seus a preços razoáveis, como ficarão limitados na capacidade de vender o que quer que seja aos outros.
Como é que esta malta acredita que é “bom”, não poder comprar o que se pretende e não conseguir vender o que se precisa?
A idiotia é persistente…
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