Friday, January 18th, 2008...2:27
A pedido de várias famílias
Publicamos na íntegra a entrevista a Reinaldo Azevedo [Revista Atlântico de Dezembro]
Conversas Atlânticas
“Saramago é um produto do capitalismo”
O colunista e jornalista brasileiro, Reinaldo Azevedo, publica na mais influente publicação de circulação nacional, a revista Veja. Mantém ainda o blogue político com o seu próprio nome, um dos mais visitados e polémicos do país desde que abriu em 2006. Em entrevista, diz que o comunismo substituiu a religião e vive da ignorância, também no Brasil: “do socialismo, sobram, no máximo, os interesses corporativistas disfarçados de interesse público”. Reinaldo, hoje com 46 anos, foi trotskista nos tempos da ditadura militar no Brasil. Entrou, por acaso, na militância esquerdista na clandestinidade. “Eu tinha 14 anos, em 1975, e era dono de uma certa inquietude política. Não havia nada de propriamente ideológico. Era inconformismo”. Aqui fica a entrevista.
por Bruno Garschagen
A capa da Atlântico com Che Guevara convertido em Hitler foi discutida em Portugal e, depois de a referir no seu blogue, ampliou a repercussão na blogosfera portuguesa e rufou os tambores na blogosfera brasileira. Soube da repercussão? O que achou da imagem?
Estou sabendo agora. É bom que assim seja, não é? Está na hora de enterrar este cadáver adiado da ideologia, que ainda procria. A imagem é muito boa. Ele teve uma vida facinorosa e a alusão ao tirano-modelo cai-lhe muito bem. Em Loués soient nos seigneurs, Régis Debray [Paris, Gallimard, 1996, com o subtítulo Une éducation politique], que foi seu colega de luta e de ideologia na Bolívia, diz o diabo a respeito do mártir. Guevara cumpriu o destino dos heróis da esquerda desde Robespierre. Destino não, escolha: não é possível impor o comunismo se não for debaixo de porrete e sobre uma montanha de cadáveres. Então, eles escolhem a tirania, que faz parte da essência do modelo. A esquerda pode tentar fazê-lo com cravos, como em Portugal. Como se vê, não dura muito. Se há liberdade, é claro que viceja o capitalismo, e a ilusão passa depressa. Do socialismo, sobram, no máximo, os interesses corporativistas disfarçados de interesse público. Não conheço a realidade portuguesa, mas eu apostaria alguns bons tostões que os sindicatos são de esquerda. Quase sempre eles são. E o que garante a sua existência? Ora, o modelo com o qual eles gostariam de acabar se chegassem ao poder. Não se consegue ser esquerdista sem cultivar esse paradoxo, que “eles” chamam “dialéctica”. A dialéctica é o esconderijo dos canalhas intelectuais que, ou querem reescrever o passado, ou tentam justificar os seus erros de prospecção.
Che Guevara já tinha sido condecorado no Brasil, em 1961, com Ordem do Cruzeiro do Sul, a principal comenda do país, atribuída pelo presidente Jânio Quadros. No dia 23 de Outubro passado, o Senado brasileiro homenageou Guevara. Os actos são reveladores ou sintomáticos?
Revela o atraso ainda reinante no debate político brasileiro e é sintoma de uma brutal ignorância. A legislatura que está aí é a pior em 168 anos de história do Senado. Nem durante a ditadura a ignorância e a pusilanimidade desfilaram tão vaidosas no salão. A proposta foi feita por um senador da extrema-esquerda, do PSOL, Partido do Socialismo. E foi aprovada com celeridade por Tião Viana, que presidia à Mesa, um senador do PT. O petismo, como sabemos, inventou o seu próprio socialismo. Aliás, eis outra coisa curiosa. Quantas vezes já vimos os socialistas dizer: “Ah, o socialismo real não era bom mesmo, mas não era o verdadeiro”. É mesmo? E qual era ou é o verdadeiro? Passarei a dizer isso aos meus inimigos quando reclamam de alguma porrada: “Sabem o que é? Este Reinaldo não é muito bom mesmo, mas o verdadeiro…” A teoria socialista está fechada e consolidada. E é um horror. E as tentativas de pô-la em prática realizaram plenamente os seus piores defeitos e agregaram outros novos.Sobre a homenagem, você escreveu que a “aprovação evidencia que a própria cultura democrática ainda não está devidamente entronizada no Parlamento brasileiro. Mesmo os que sabem que Guevara foi um assassino asqueroso silenciam”. Porque é que a cultura democrática ainda não está devidamente entronizada e porquê o silêncio?
Porque vivemos ainda, depois de tanto tempo, sob os efeitos do fim da ditadura militar. As pessoas que estão no poder e a maioria de seus adversários faziam oposição aos militares – que, dizia-se, eram de direita. Havia, sim, direita no poder. Mas era a minoria. Os militares eram estato-desenvolvimentistas. Ninguém criou mais empresas estatais no mundo do que o presidente-general Ernesto Geisel. Havia pouquíssimos liberais no governo. O regime militar foi, antes de tudo, nacionalista. E, evidentemente, era autoritário. A esquerda assumiu a hegemonia do debate público no fim do regime militar, ainda que não tivesse uma maioria de votos propriamente. E isso contribuiu para demonizar a direita, tomada como sinónimo de tudo o que é ruim.Porque é que a esquerda, ainda hoje, seduz jovens e continua a ser o cárcere de muitos adultos e velhos?
A resposta mais ampla que consigo dar é esta: porque ela substitui a religião – às vezes, elas casam-se. Toda a religião é finalista e tem um horizonte escatológico. O comunismo também. Mais: o pensamento deixou-se capturar por uma farsa que é inteiramente da lavra de Marx: a marcha da história que conduziria a humanidade fatalmente ao socialismo, uma etapa da evolução, até a chegada, então, do fim da história, com o comunismo. Mas ele não se conformou em ser apenas um fatalista idiota. Era também um militante comunista. E, portanto, tinha os seus inimigos: tudo aquilo que retardasse ou impedisse a marcha revolucionária deveria ser combatido da mesma forma como os grandes monoteísmos combatem as tentações. E, claro, há a justiça social. Nesse caso, trata-se mesmo de uma tragédia para o pensamento. E é antiga. O marxismo é só uma versão mais ampla – e com mais alcance teórico – do jacobinismo. Passou a ser uma verdade inquestionável a suposição de que o principal objectivo da esquerda é fazer justiça social e de que a igualdade é o seu bom norte moral. Como se capitalismo fosse sinónimo de injustiça.
Se o capitalismo vingou e o socialismo fracassou, por que razão o departamento de marketing esquerdista é mais competente?
Porque tem mais generosidades abstractas a oferecer e porque boa parte dos esquerdistas se contenta em fazer justiça com a palavra. Um intelectual de esquerda jamais dirá que alguém pode ser pobre porque é incompetente. Sei que é pueril, mas isso parece-lhes cruel. Será que o povo, ele mesmo, é de esquerda? Eu diria que ele tende a ser conservador. Em qualquer país do mundo. Não é assim com os intelectuais. Ora, vejam Saramago. Onde quer que vá, lá está ele, com a reputação de escritor laureado, a atacar o capitalismo, a globalização, o mercado. E o que é Saramago? Um produto do capitalismo, da globalização, do mercado. Em 2003, quando Cuba executou, sem julgamento, três pessoas que cometeram o crime de tentar fugir da ilha, ele disse: “Até aqui fui com Cuba”, anunciando que dali não passaria. Que falta de escrúpulos, não? Até ali já era longe de mais: Cuba já havia executado alguns milhares, criado um campo de concentração (aliás, obra de Guevara), estabelecido uma ditadura feroz. Mas ele recuou do recuo. Dois anos depois, voltou a declarar: “Cuba irradia solidariedade”. Diga-me: o que Saramago faz de efectivo pelo socialismo? Nada! Ele apenas empresta o seu prestígio para ajudar a enterrar os corpos da ditadura de Fidel. Não vou dizer que o prefiro como escritor, porque isso também não é verdade.Acompanha a política ou a cultura de Portugal?
Sou um leitor de autores portugueses – e acho que isso é insuficiente para dizer que acompanho a cultura. No caso da política, confesso, quase nada. O máximo que fiz foi entrevistar Durão Barroso, um homem inteligente, hábil, que deixou a esquerda, mas teme um pouco dizer-se de direita. E que se note: sou mais um leitor de autores, digamos, antigos de Portugal do que dos modernos. Fazendo um pouco de galhofa, aceito o desafio de bons leitores portugueses de Camões, Padre Vieira, Eça, Herculano, Camilo, Pessoa.Vê alguma possibilidade na criação de um partido liberal-conservador no Brasil? Fico a pensar se há gente suficiente para formar o quadro desse partido.
Não vejo. Não tão cedo. Infelizmente. Se os pobres brasileiros são conservadores em muitos aspectos da política, no que respeita à economia, foram capturados pelo populismo e pelo estatismo. Um país que tem Getúlio Vargas como o principal estadista de sua história tem um cacho de problemas. Mais: há muita gente fora do lugar. Onde estão hoje os nossos economistas liberais? Prestando serviços para Lula no Banco Central, por exemplo. E nem é ruim que o façam, ou a política monetária petista teria levado o país para o buraco. Mas é inegável que servem a um projecto autoritário. É um dos nossos paradoxos.Num texto recente, disse que ainda acredita na existência de direita e esquerda. Sabemos que existe esquerda no Brasil. Mas existe direita?
Deixe-me ver: eu, você, o Olavo de Carvalho (risos)… Acho que não lotamos um carro de cinco lugares… Direita organizada, essa não existe. Existem apenas pessoas com ideias de direita.Quais os intelectuais brasileiros que melhor entenderam e analisaram a política brasileira? Quais são os intelectuais e livros que aconselha para quem se interessa por política?
Gilberto Freyre na Casa-Grande & Senzala. Sérgio Buarque de Holanda nos livros Raízes do Brasil e Visão do Paraíso. Oliveira Viana, com Populações Meridionais do Brasil e Raça e Assimilação. Octávio Tarquínio de Souza na História dos Fundadores do Império do Brasil. Cada um desses livros tem de ser devidamente contextualizado. Pegue-se o caso de Oliveira Viana. Tudo o que ele diz sobre raça, por exemplo, nos serve de norte? Não. Mas ele serve ao debate. Pode-se pôr na lista Os Donos do Poder, de Raymundo Faoro? Claro. Desde que se faça a devida crítica do que há de fatalismo ali: «O Brasil é assim porque herdou o patrimonialismo ibérico.» É mesmo? E por que os ibéricos já não são mais assim? Formação do Brasil Contemporâneo, do esquerdista Caio Prado, tem de ser lido? Claro, desde que não seja tomado como dogma, o que aconteceu no Brasil por um bom tempo.Você costuma definir-se como liberal e conservador num ofício (jornalismo) em que a maioria dos profissionais não revela a sua opção política sob o véu da imparcialidade, mas quase sempre são de esquerda. Qual o preço que se paga pela sinceridade e o que é, no Brasil, ser um liberal-conservador?
Preço? Enfrentar a patrulha; ser permanentemente demonizado pelos esquerdistas, sofrer a acusação de estar sempre a serviço de conspirações. Você sabe muito bem: já fui chamado de agente da black propaganda da CIA (imagine você…) e até do Mossad, o serviço secreto israelita. Tudo porque chamo terrorista islâmico de… terrorista islâmico. Eu não sou mesmo esquisito? Tentam-nos desqualificar, a mim e aos que pensam mais ou menos como eu penso, o tempo todo. Mas isso é do jogo. Não reclamo. Até porque bato também. Um liberal-conservador enfrenta no Brasil o que enfrenta no mundo inteiro: os tentáculos do estado. Aqui, é evidente, com todas as carências que temos (que foram, na maioria das vezes, criadas pelo próprio estado – veja que ironia!), as coisas são um pouco mais difíceis. Veja só: a educação brasileira é miserável, certo? Certo! E quem é o maior comprador de livros do mundo? Atenção: não se trata de uma hipérbole, falo de um facto objectivo. O maior comprador individual de livros no mundo é o… Estado brasileiro.Onde Voltaire acertou e errou ao sentenciar que a política tinha a «sua fonte na perversidade e não na grandeza do espírito humano»?
Como frase isolada, acertou no pessimismo, que é sempre saudável. Erro? Não sei se é erro. Sei que não há alternativa, tenha origem na perversidade ou não. Existe uma grandeza alheia à política? Existe, é claro. Mas, por alheia, não serve à política. Logo…Ayn Rand, no excelente Quem é John Galt?, mostra como o princípio marxista «de cada um, conforme a sua capacidade, para cada um, conforme a sua necessidade» corrompe e faliu uma sociedade. Porque é que ainda há tantos a defender ideias inviáveis que, ao serem implantadas, se tornam criminosas?
Aquela tolice de “capacidade/necessidade” é a negação do espírito humano e do progresso. É uma besteira que contraria a civilização. E que tal: “Cada um acumula segundo a sua capacidade?” Aí já me parece bom, não é? De certo modo, já tratei disso. No núcleo militante da esquerda, há a religião sem Deus, substituído pela história e pelo porvir. Quanto ao crime, acho que faz parte da natureza do sistema pelo qual anseiam. Pense bem: se considero que sou portador do futuro, que tenho os instrumentos para chegar lá; que aquele lugar que almejo é um ponto de chegada na trajectória do homem, o que importam indivíduos, histórias pessoais, valores? Lembra-se do livro A Nossa Moral e a Deles, de Trotsky? Nada do que nos constrange – os que nos julgamos, enfim, parte da civilização ocidental – os constrange. E isso inclui o assassinato em massa.Atentar para o que acontece e não para o que deve ser feito é uma das ideias centrais do pensamento político de Michael Oakeshott. Em Racionalismo e Política, compara a actividade política à navegação; como não há porto seguro e o mar é ilimitado e sem fundo, é fundamental que o político seja hábil para «empregar os recursos de um comportamento tradicional de modo a transformar cada ocorrência hostil num amigo». É possível analisar a política brasileira sob esse prisma?
Gosto de Oakeshott mais do que desse trecho que você seleccionou. Porque não fica claro se ele se limita à descrição normativa ou se propõe um norte. Como descrição, parece correcto e, claro, isso se aplica ao Brasil e ao mundo democrático. Como norma, há aí um tanto de falência da convicção, que precisa sempre ser dosada, não é? Sempre disse que as duas éticas de Weber, a da convicção e da responsabilidade, não são atributos do trânsfuga e do político sem carácter, que vive do conchavo. Oakeshott tem, a meu ver, uma falha: entende direito a tradição como construção histórica, não como fatalismo místico, mas parece-me que é um tanto superficial quando trata de ideologia.Além dos comentários políticos, você é um polémico comentador cultural. Que avaliação faz da cultura brasileira?
Ah, bem, essa é uma das tragédias. Vivemos sob o signo da vulgaridade e do proselitismo. Bom pessimista que sou, posso indagar: “Mas já foi diferente?” Quais são os sinais que partem do governo, que financia boa parte da produção cultural? Os piores possíveis, com uma excepção aqui e ali. Os aparelhos privados que produzem cultura também não ajudam muito. Estamos todos mais ou menos reféns da ideia de que se produz uma cultura, com valores universais, que vem da pobreza e da periferia. Conversa mole: pura folclorização do atraso e do subdesenvolvimento. Mas essa verdadeira doença moral, política e estética que consiste em superestimar, como se fossem revelações, particularismos do que chamam “cultura do oprimido” se espalha pelo mundo inteiro.O Brasil tem jeito?
Veja, isso supõe um horizonte finalista, que não tenho. Não tenho uma utopia para o Brasil, um ponto de chegada. Potencialmente, qualquer país “tem jeito”. Vai sempre depender das escolhas que fizer. Estamos a fazer as melhores escolhas? Eu acho que não.

65 Comments
January 18th, 2008 at 11:34
“E o que é Saramago? Um produto do capitalismo, da globalização, do mercado”
Essa é a passagem que tem sido usada para “apresentar” a entrevista.
Mas agora, lendo a entrevista, vejo que o entrevistado não apresenta nenhum argumento a favor da sua tese - limita-se a dizer que Saramago é um produto do capitalismo, sem explicar porquê.
Eu também poderia dizer “Saramago é um produto do processo revolucionário de 1974/75″, e tenho argumentos: creio que o livro que levou Saramago para a fama foi “Levantado do Chão”, que dificilmente teria existido sem a reforma agrária.
January 18th, 2008 at 11:46
“Não conheço a realidade portuguesa, mas eu apostaria alguns bons tostões que os sindicatos são de esquerda. Quase sempre eles são. E o que garante a sua existência? Ora, o modelo com o qual eles gostariam de acabar se chegassem ao poder. ”
Aqui, depende do que Reinaldo Azevedo quer dizer com “esquerda”. Se com “esquerda”, ele se referir apenas ao comunismo ortodoxo, têm razão ao dizer que não haveria sindicatos a sério num regime desses (mas então, já não tem razão em dizer que os sindicatos são quase sempre de esquerda).
Pelo contrário, se com “esquerda” ele se estiver a referir a tudo o que vai de Bernstein a Kropotkin, já terá razão em dizer que os sindicatos são quase sempre de esquerda, mas já não pode dizer que é “o modelo que eles gostariam que acabasse que garante a sua existência”; afinal, os sindicatos são tradicionalmente mais fortes em regimes social-democratas do que em regimes de capitalismo “puro” (e é apenas o capitalismo “puro” que muita esquerda - nomeadamente a sindical - gostaria que acabasse).
Ou seja, o que Reinaldo Azevedo escreve só faz sentido se mudarmos a definição de “esquerda” a meio da frase.
January 18th, 2008 at 17:35
Agradeço deste lado de cá do Atlântico pela publicação da entrevista com Reinaldo Azevedo neste blog. Espero que assim a distância Brasil-Portugal diminua. Aguardamos, se possível, a entrevista com Olavo de Carvalho também.
Abraços
Rodrigo
Salvador-Bahia-Brasil
January 18th, 2008 at 18:01
Grande Reinaldo !!!!!!!!!!!!!!
January 18th, 2008 at 18:19
Esse Miguel Madeira é mais um dos “petralhas”, que ficam patrulhando tudo que o Reinaldo faz. Dá-lhe Reinaldo! Grande entrevista! Também espero pela entrevista com o Olavo de Carvalho!
January 18th, 2008 at 18:24
Reinaldo Azevedo é uma grande personagem. É só o que tenho a dizer. Faltam homens como ele em Portugal. Ponto final.
January 18th, 2008 at 18:27
Miguel Madeira diz acima que CRÊ que o livro LEVANTADO DO CHÃO tenha sido o responsável pelo prêmio Nobel que recebeu. Ora, crença, qualquer um tem a sua. Tem gente que crê em fantasma. E ai?
January 18th, 2008 at 18:35
Parabéns pela excelente entrevista, continuem com esse elevado padrão de qualidade
January 18th, 2008 at 18:37
“E o que é Saramago? Um produto do capitalismo, da globalização, do mercado”
Para facilitar o trabalho de assimilação do texto, ao Miguel Madeira deixo o seguinte:
Reinaldo quis dizer que Saramago escreve livros porquê há pessoas que pagam para que ele os faça! Saramago só é Saramago, “O” Saramago, famoso e conhecido praticamente no mundo todo, vencedor de Nobel, só por causa da globalização. Saramago se vende, assim como todas as pessoas num mundo capitalista. E não há mal nenhum nisto.
E aguardo, também, a entrevista com Olavo de Carvalho.
January 18th, 2008 at 18:47
Grande Rei!
Parabéns ao blog pela entrevista!
January 18th, 2008 at 18:59
Só quero avisar ao João Luiz que ele está no blog errado, este aqui não é o blog do RA não.
January 18th, 2008 at 19:07
Aviso: este blogue não aceita insultos seja contra quem for, muito menos contra nossos convidados. Obrigado.
January 18th, 2008 at 19:19
O Rafael Ribeiro captou bem o sentido da frase do Reinaldo, diferente do Miguel Madeira, que parece mais procurar pêlo em ovo. Foi uma belíssima entrevista. Parabéns à revista e a Reinaldo! Também aguardo por Olavo de Carvalho.
January 18th, 2008 at 19:25
Desde que, em dezembro, descobri o blog Atlântico através do Reinaldo Azevedo, leio-o todos os dias. Sua equipe é excelente e o resultado de seu trabalho é de alto nível (aliás, acho estranho o blog não trazer nenhuma publicidade, ao contrário dos blogs do Brasil, mesmo os de revistas e jornais. Será por uma questão de princípios?)
Pouco a pouco nomes de políticos e jornalistas vão me ficando familiares e os acontecimentos do quotidiano português começam a me interessar . Meu amor por Portugal reavivou-se e agradeço ao Atlântico por isso.
Um abraço a todos vocês.
January 18th, 2008 at 19:26
Grande Reinaldo!
Concordo com a sua resposta se o Brasil tem jeito.
January 18th, 2008 at 19:34
É por entrevistas como essa, que admiro cada vez mais a Reinaldo Azevedo…
Grande Rei…
Espero também pela entrevista com Olavo de Carvalho!!!
January 18th, 2008 at 19:46
Humm, o tal Omar parece que chegou aqui justamente pelo blog do Reinaldo…
January 18th, 2008 at 20:53
Esse João Luiz é mais um dos “petralhas”, que ficam patrulhando tudo que o Miguel Madeira faz.
January 18th, 2008 at 20:58
“Miguel Madeira diz acima que CRÊ que o livro LEVANTADO DO CHÃO tenha sido o responsável pelo prêmio Nobel que recebeu”
Não - o que eu escrevi é que creio que o livro que o levou para a fama foi o “Levantado do Chão”.
Claro que ele não teria ganho o Prémio Nobel se não fosse (relativamente) famoso, mas a inversa não é verdadeira.
January 18th, 2008 at 21:02
Calma, pessoal, que o Miguel Madeira está só dando a opinião dele - não está insultando ninguém - e tem um blog que merece ser visitado (Vento Sueste) aí ao lado nos linques.
January 18th, 2008 at 21:07
Excelente a colocação do Reinaldo Azevedo sobre o comunismo!
Para os esquerdopatas entenderem melhor a afirmação ” Saramago é produto do capitalismo”, proponho “imaginarmos” o sucessso que o dito cujo faria se tivesse nascido em Cuba com a “liberdade de expressão” escrita e/ou falada que ali AINDA existe: enterrado sete palmos abaixo do chão pelo Chê ou o proprio Fidel (dependeria apenas do momento em que começasse a colocar as manguinhas do lado de fora).
Por fim: apresentem-me um sindicalista que goste de trabalhar e estudar.
Facilitando um pouco: que goste de trabalhar OU de estudar. Bom… Apresentem-me!
“O Bom Patriota tem a obrigação de defender a nação do governo”.
January 18th, 2008 at 21:21
Penso que este entrevistado o Reinaldo Azevedo esta equivocado na maioria das opiniões citadas nesta entrevista. Vê-se que sua visão de direita e conservadorismo deixa muito desejar ele avalia apenas um lado do moeda. Acho que ele deviría fazer uma argumentação mais inteligente e menos superficial caso ele queira transmitir as suas idéias.
January 18th, 2008 at 21:22
“Reinaldo quis dizer que Saramago escreve livros porquê há pessoas que pagam para que ele os faça!”
Eu não faço a mínima ideia se Saramago escreveria livros se eles fossem distribuidos de graça ou não.
Afinal, duvido que o Rafael Ribeiro seja pago para comentar em blogs.
” Saramago só é Saramago, “O” Saramago, famoso e conhecido praticamente no mundo todo, vencedor de Nobel, só por causa da globalização.”
Se por “globalização” entendermos haver ligação entre os vários países do mundo (como ocorre há séculos), de acordo. Mas imagino que Saramago não seja contra essa “globalização” (afinal, acho que ele é um defensor do “internacionalismo proletário”), logo, por aí a critica não tem pernas para andar.
Se por “globalização” entendermos aqui a que os seus críticos chamam de “globalização capitalista e neo-liberal”, ou seja, a liberalização do comércio e dos movimentos internacionais de capitais, então penso que Saramago é contra ela, mas não é graças a ela que ele ganhou o Nobel e é famoso em todo o mundo - quantos escritores não ganharam Nobeis e/ou foram famosos em todo o mundo antes da “globalização”?
January 18th, 2008 at 21:25
CHE GUEVARA foi o maior icone da América Latina foi o líder e visionário que combateu o colonialismo na América Latina.
Como pode este senhor falar tanta coisa sem fundamento e conhecimento. Será ele um iletrado.
January 18th, 2008 at 21:31
“Para os esquerdopatas entenderem melhor a afirmação ” Saramago é produto do capitalismo”, proponho “imaginarmos” o sucessso que o dito cujo faria se tivesse nascido em Cuba com a “liberdade de expressão” escrita e/ou falada que ali AINDA existe: enterrado sete palmos abaixo do chão pelo Chê ou o proprio Fidel (dependeria apenas do momento em que começasse a colocar as manguinhas do lado de fora).”
Boris Pasternak teve sucesso (cultural, não necessariamente pessoal)… Fazendo um raciocinio talvez um pouco sado-masoquista, os melhores escritores não serão os que são perseguidos? Ou seja, talvez Saramago tivesse escrito coisas melhores se tivesse começado a escrever a sério ainda no tempo de Salazar e tivesse passado umas temporadas em Caxias.
January 18th, 2008 at 21:34
As respostas deste entrevistado deixa muito a desejar no que diz respeito a Clareza e Coesão da sua forma de se expressar e sua argumentação muito fractal.
Será que é algum problema com a língua Portuguesa falada no Brasil ou no Brasil todos argumentam desta forma estranha.
January 18th, 2008 at 21:40
Que este senhor pensa que é para falar tantas coisas sem nenhum conhecimento de causa.
Oras pois, deveria ser melhor selecionados os indivíduos destas entrevistas. Este entrevistado afirma nada conhecer da nossa política e cultura e ainda se arroga no direito de falar dos nossos sindicatos. Que Senhor PTulante!!!
January 18th, 2008 at 21:52
“Por fim: apresentem-me um sindicalista que goste de trabalhar e estudar.
Facilitando um pouco: que goste de trabalhar OU de estudar. Bom… Apresentem-me!”
Essa passagem cai completamente fora do contexto, mas pronto:
- conheço um delegado sindical do Sindicato dos Professores de Portimão que tirou o curso de História estudando à noite e que, já depois de ser professor, ainda fez um mestrado e penso que um doutoramento. Conta como gostar de estudar?
- alguns dos operários de Portimão que participaram na greve geral de 18/01/1934 eram dinamizadores de uma “biblioteca popular”. Penso que isso conta, ao mesmo tempo, como gostar de estudar (afinal, se criaram uma biblioteca e não um clube de chinquilho…) e de trabalhar (já que se dedicavam, de graça, a organizar um biblioteca).
January 18th, 2008 at 21:54
Caro senhor João Pedro,
Che Guevara foi o maior ícone da América Latina lá para suas “negas”…
January 18th, 2008 at 22:00
Já agora, penso que a alfabetização da classe operária em países como a Inglaterra ou Portugal, no século XIX, princípios do XX foi, em larga medida, feita em escolas (formais ou informais) criadas em torno dos sindicatos (até há quem diga que os governos criaram a escolaridade gratuita e obrigatória, não por qualquer “humanitarismo”, mas por medo das ideias subversivas que pudessem ser transmitidas nas escolas sindicais)
January 18th, 2008 at 22:22
Grande Reinaldo,
mais uma vez voce mata a cobra e mostra o pau, mesmo em terras lusas os petralhas não te deixam em paz.
Esse Miguel Madeira faz parte desta tralha que asola o mundo, porque o rapaz não vai morar em Cuba gozando das benesses de Fidel e & , saindo da bela Lisboa hein?
Burduna Nelles !!!
January 18th, 2008 at 22:30
Reinaldo Azevedo é um dos melhores jornalistas do Brasil, pela lucidez e capacidade crítica. Naturalmente, pelas suas posições, a esquerda brasileira o odeia. Faz bem Portugal de lê-lo, de compreender a nossa alma, as nossas fraquezas e, por que não?, as nossas virtudes. Parabéns pela excelente iniciativa e pela entrevista.
January 18th, 2008 at 22:37
Olá Senhores
Estive aqui via link do Reinaldo Azevedo.
Excelente e oportuna a entrevista do Reinaldão.
Ainda existe vida inteligente no Brasil.
Tomei a liberdade de ” coppyratear” para meu blog.Onde alías aguardo a visita de nossos patrícios.Espero que não se oponham.Caso contrário favor avisar-me.
Há Braços
Clóvis
January 18th, 2008 at 22:42
“Esse Miguel Madeira faz parte desta tralha que asola o mundo, porque o rapaz não vai morar em Cuba gozando das benesses de Fidel e & , saindo da bela Lisboa hein?”
E onde você foi buscar a ideia que eu moro em Lisboa?
Já agora, deduzo que Reynaldo Azevedo viva no Brasil. No entanto, politicamente, pelo que li, parece-me mais vocacionado para viver nos EUA (pelo menos se seguir os conselhos de Burduna Nelles).
January 18th, 2008 at 22:50
Mas tenho que confessar uma coisa: eu comprei o livro “Como construir uma máquina do tempo” para ver se conseguia emigrar para para a Espanha revolucionária de 1936/37.
No entanto, parece que uma máquina do tempo para voltar ao passado só permite voltar a um passado posterior à construção da máquina, logo os meus planos foram gorados e o Burduna Nelles tem que me aturar.
January 18th, 2008 at 23:21
O Brasil enfrenta uma grande fase obscurantista. Salvo poucos corajosos, que remam contra a maré e são perseguidos por isso, a mídia, por razões ideológicas ou “mercadológicas”, faz vistas grossas ao aparelhamento do Estado, à corrupção e à incompetência. Reinald Azevedo é um desses poucos “faróis”, que nos faz crer que o país sobreviverá ao “governo do povo”.
January 18th, 2008 at 23:34
Olá!
É verdade, Luis Assis! O Reinaldo Azevedo é um farol! Aliás, o mais fabuloso e colossal de todos os faróis: O Farol de Alexandria!
Abraços!
Marcelo
January 18th, 2008 at 23:47
Muito boa a entrevista. Corajosa e inteligente. Só não entendi porque “levantar do chão” significa rumar à esquerda. Levantar do chão é ir para o alto, ora pois!
January 19th, 2008 at 0:00
Boa Noite! Gostei da entrevista. Os pontos de vista do entrevistado são deles. Cada louco com suas manias. Infelizmente sou obrigado a concordar num ponto. Che é hoje um retrato em minha camiseta. Nada mais.
January 19th, 2008 at 0:32
Aqui no Brasil são poucos os que tem a coragem de criticar o nosso governo esquerdista. Admiro muito o trabalho do Reinaldo Azevedo.
Parabéns pelo excelente blog de vocês!
January 19th, 2008 at 1:10
JOÃO PEDRO que também é ALEXANDRE SIMÕES e Maria Alice - estranho, né? - deixo ficar seus comentários porque são paradigmáticos de uma certa inveja, paixão e raiva que me fui apercebendo que o grande Reinaldo Azevedo provoca no Brasil. Mas, como julgo que dizem por aí, se enxerga, cara!
January 19th, 2008 at 1:39
[…] disponível no Blogue da Atlântico a versão integral da entrevista a Reinaldo Azevedo publicada na edição de Dezembro. O […]
January 19th, 2008 at 2:06
Grande Rei…
Excelente entrevista.Os petralhas parecem mais interessados em ler seus comentarios do que os de José Dirceu,vai fazer o que?
Fernando
Salvador BA
January 19th, 2008 at 2:07
É compreensível a raiva que Reinaldo Azevedo provoca nos petistas.
Veja-se, por exemplo, este post em que ele volta a denunciar a cumplicidade de Lula com os narco-traficantes das Farc:
“O que diz o Granma.cu
“Que tanto você fala do Forum de São Paulo? Só você e o Olavo de Carvalho”.
Errado, petralha. O “Granma ponto cu” também fala. É o jornal do Coma Andante.
O texto é este:
Reúnem-se Lula e Fidel
NOSSO presidente, Fidel Castro Ru, e o presidente da República Federativa de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, tiveram, na tarde da terça-feira, 15 de janeiro, um encontro amistoso e fraternal.
De maneira especial, Lula e Fidel lembraram seus primeiros encontros e a idéia de um deles de criar o Fórum de São Paulo, como espaço de intercâmbio entre os partidos da esquerda latino-americana. Hoje, vários destes partidos estão no governo em seus países.
O presidente brasileiro transmitiu ao presidente cubano o profundo carinho de seu povo para Cuba e nosso povo, e o líder da Revolução Cubana lhe retribui esses votos.
O endereço é este:
http://www.granma.cu/portugues/2008/enero/mier16/3reunen.html
A imprensa brasileira é que não se interessa pelo assunto, embora o PC cubano, o PT e as Farc sejam membros do clubinho. O esforço é para que, um dia, a Colômbia também seja governada por “um destes partidos”: o dos terroristas. São aliados do Coma Andante Fidel Castro. São, diz o Granma, aliados de Lula.”
Como a esquerda (que no Brasil nada tem a ver com a civilizada esquerda européia) poderia tolerar um jornalista desses?
January 19th, 2008 at 4:02
Tem um tempinho que não venho aqui neste blog, que é muito bom. Vi lá no blog do Reinaldo que tinha uma entrevista com ele e voltei a prestigiá-lo. É bom saber que tem gente boa dos dois lados do oceano, falando a mesma língua.
A parte ruim fica por conta da invasão petralha. Nossa, nem aqui eles deixam o Rei em paz!
January 19th, 2008 at 15:13
Hallo, Pessoal!
Será que uma revista do calibre de uma The Economist, ou um Financial Times, ou até mesmo um The New York Times, aceitariam contratar o Reinaldo Azevedo para trabalhar com eles? Não sei se tais revistas/jornais gostariam de ter uma pessoa que classifica de “petralha” aqueles que pensam diferente dela, pois considero que argumentações sérias não são feitas pelo uso de adjetivos dessa estirpe, sobretudo pelo fato de direcionar a interpretação que o leitor faz acerca do assunto discutido. Em suma: O jornalismo praticado no Brasil é de péssima qualidade e extremamente tendencioso, vide os exemplos que temos com os jornalões e semanários como Veja, Globo, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e afins. Na realidade, tais veículos não fazem jornalismo, mas, sim, política partidária (e muitas das vezes ficção fantástica).
Aliás, voltando à questão levantada por mim anteriormente que versa se uma The Economist contrataria o Reinaldo Azevedo, expando mais a questão: Será que uma The Economist contrataria o Mainardi? E o Diogo Schelp? A Miriam Leitão? O Olavo de Carvalho? E o Ali Kamel?
Se fosse para uma The Economist contratar todo esse pessoal, seria muito mais salutar que ela ressucitasse o Lewis Carroll e o contratasse! Pelo menos ele não iria travestir a sua ficção fantástica em jornalismo sério e, além do mais, seria muito mais prazeroso e agradável ler as travessuras da garotinha traquina Alice perdida em um mundo surreal.
Ah sim: Se uma The Economist contratar todo aquele pessoal e o Lewis Carroll, então, que contratasse também o H.P. Lovecraft para escrever matérias sobre o Brasil - aí, poderiam pôr o Cthulhu no caderno de política.
[]’s
Marcelo
January 19th, 2008 at 16:02
Marcelo,
Vamos falar então de jornalistas e veículos de comunicação. Que publicação que se quer séria contrataria Paulo Henrique Amorim, Luis Nassif, Mino Carta e Kennedy Alencar? Os três primeiros vivem de “subvenções” do governo, franquiam suas “idéias”. O outro se mantém, capenga, no passado de assessor de impresa - que lhe garante livre trânsito nos bastidores do poder (seja lá o que isso for) - e na imbecilidade da “pluralidade de opiniões” (que de plural não tem nada, por dominada pela “esquerda pensante”), também conhecida como o último refúgio dos amorais.
Cordiais abraços,
Luis Assis
January 19th, 2008 at 17:51
Hallo, Pessoal!
Luis Assis, muito bem observado. Eu coloco naquele mesmíssimo rol de jornalistas que citei esses que também citaste. Creio que nenhum deles seriam aceitos para trabalhar em uma The Economist, dado o jornalismo ruim que fazem.
Faltou dizer também que revistas como a Carta Capital e o site Vermelho.org fazem igualmente política partidária e, muitas das vezes, vistas grossas aos crimes do PT.
Eu considero que se um político cometeu crimes, então, que seja punido! Mas, como estamos no Brasil, vemos políticos criminosos no Congresso a transitar livremente, a exemplo do ACM (que morreu e nunca foi punido) e do Jader Barbalho (que vai morrer sem ser punido).
Triste, mas verdade…
[]’s
Marcelo
January 19th, 2008 at 21:12
Parabéns à revista pela entrevista. Sem dúvida o Reinaldo Azedo representa uma das poucas luzes em meio à difícil idade das trevas pela qual, nós brasileiros, estamos sendo obrigados a passar.
January 19th, 2008 at 22:08
Hallo, Pessoal!
Sugiro que leiam uma matéria da The Economist desta semana sobre a relação entre o Brasil e uma iminente crise internacional.
A matéria está bastante sensata, buscando até mesmo opiniões dentro da ala econômica do governo FHC e finaliza com uma análise deveras interessante sobre os últimos acontecimentos na economia brasileira. Um jornalismo que não temos por cá em Pindorama!
Se fosse uma Veja que tivesse feito a tal matéria, contando com jornalistas do calibre de um Diogo Schelp, provavelmente leríamos alardes catastróficos e que a petralhada que segue o lulo-petismo é que é a culpada por tal conjuntura econômica desfavorável. Não seria nenhuma surpresa se tal veículo convidasse os detentores do capital a abandonar o país.
Vou cancelar a assinatura de Veja e fazer uma da The Economist!
Ah sim, leiam a matéria em questão. Vale mesmo a pena!
[]’s
Marcelo
January 20th, 2008 at 0:28
[…] claro, teve entrevista com Reinaldo Azevedo (aqui). E gente burra tem aqui como em Portugal. Nos comentários não entenderam por que ele disse que […]
January 20th, 2008 at 10:51
“Muito boa a entrevista. Corajosa e inteligente. Só não entendi porque “levantar do chão” significa rumar à esquerda. Levantar do chão é ir para o alto, ora pois!”
Se isso se refere à minha referência ao livro “Levantado do Chão”, é um livro que tem como climax da acção a invasão das terras no Alentejo (e acho que dificilmente o livro existiria se essas ocupações não tivessem ocurrido)
January 20th, 2008 at 13:05
Luís Assis, você caiu direitinho na armadilha do Marcelo. Olha, ele fez com que você colocasse no mesmo balaio publicações e jornalistas sérios, como a Veja, a Folha, O Estadão, a Mírian Leitão, com gente que faz parte da nata do chapa-branquismo nacional, regado pelo leite de pata das estatais. Paulo Henrique Amorim, Luís Na$$ifra e Minhocarta não fazem jornalismo, vendem suas penas, servindo apenas como linha auxiliar desse governo. Já o Kennedy Alencar é o porta-voz extraoficial do Eneadáctilo. Na verdade, parodiando o Na$$ifra, que em seu blog procura sempre analisar a INFLEXÃO anti-Lula da grande imprensa, costumo dizer que publicações como a Carta CaPTal não possuem INFLEXÃO PRO-GOVERNO e sim GENUFLEXÃO.
O site vermelho.org ao menos não faz questão de ser considerado jornalístico. Tratando-se apenas de um reduto da esquerda jurássica, que ali se encontra para falar suas baboseiras e repetir os dogmas daquela ideologia tão bem desmascarada nessa entrevista da Atlântico. Vai por mim, o Marcelo, que cita a Economist para dar uma pinta de que paira acima da discussão política nacional, lê o Luís Na$$if, o Alon, o Minhocarta, o Paulo Henrique Amorim. Essa sua boutade contra a grande imprensa é coisa de petralha!
January 20th, 2008 at 23:13
Hallo, Pessoal!
Fausto, eu não preparei armadilha nenhuma para Luis Assis. Se fores ler com mais calma os meus comentários e os dele, vais notar que nós dois estamos levando um diálogo civilizado, sem recorrer às ofensas ou palavras cunhadas em sites e/ou blogs de baixa qualidade jornalística gerenciados igualmente por gente que faz um jornalismo chulo.
Eu não conheço nenhuma publicação brasileira (semanários, jornais, etc.) que possa desfrutar do status da seriedade. Dos veículos brasileiros aqui citados, talvez, o que mais se aproxime de jornalismo sério seja a Folha de São Paulo. Veja não é jornalismo. Está mais para ficção fantástica, como havia dito. O Estadão idem. Carta Capital e afins fazem política partidária, sem contar que recebem considerável quantia de dinheiro do governo através da propaganda estatal, algo que também acontecia com a revista Primeira Leitura, cujo editor-chefe era o Reinaldo Azevedo, que recebia verbas através da Nossa Caixa. Aliás, posteriormente, houve o dito “Escândalo da Nossa Caixa”. Não sei a quantas anda o tal escândalo.
Todos os jornalistas aqui citados seguem uma linha editorial, no mínimo e na melhor das hipóteses, chinfrim. Basta que escrevam algo que esteja fora da linha editorial de suas publicações para que sejam mandados para o olho da rua. Nenhum deles possui essa liberdade editorial que dizer ter. Não sei se isto é válido para o Mino Carta, já que ele mesmo dirige a Carta Capital.
O embate “Luís Nassif versus Reinaldo Azevedo” é algo deveras decandente. É realmente triste ver que os dois, que se dizem jornalistas, utilizem seus respectivos espaços para xingamentos, difamações e todo o tipo de baixarias recíprocas, sobretudo quando eles usam palavreados como “mascate”, “petralha” e afins (no caso do Reinaldo Azevedo) ou quando o Nassif chama o Reinaldo de “sabujo” ou faz malévolas insinuações sobre o estado de saúde do mesmo. Tudo isso apenas reforça a minha proposição de que, no Brasil, o jornalismo é sofrivelmente péssimo.
Agora, eu lhes pergunto: Será que o site de uma The Economist iria dar espaço para um desses dois ficarem com essa tosca troca de xingamentos?
“Vai por mim, o Marcelo, que cita a Economist para dar uma pinta de que paira acima da discussão política nacional, lê o Luís Na$$if, o Alon, o Minhocarta, o Paulo Henrique Amorim.”
Exato! Da mesma maneira que leio o Reinaldo Azevedo, o Diogo Mainardi, a Míriam Leitão, o Olavo de Carvalho e o Ali Kamel. Sem dizer que também leio a Veja, a Época, a Folha de São Paulo, o Estadão e afins. Afinal de contas, fica complicado ter uma visão crítica sobre um determinado assunto se a pessoa não procura lê-lo e conhecê-lo. A conclusão que tiro desses todos aí (incluindo Nassif, Paulo Henrique Amorim e etc.): Jornalismo chulé!
“Essa sua boutade contra a grande imprensa é coisa de petralha!”
Não nutro nenhum surto pela grande imprensa brasileira. Para ser sincero, cultivo apenas dois sentimentos relativos à ela: Indiferença por aquilo que ela escreve/publica e piedade daqueles que a lêem. Ah sim, pelo visto não foi apenas o Luis Assis que caiu na minha suposta armadilha. Tu acabaste de cair também, pois, por “grande imprensa brasileira” eu incluo os diversos veículos e jornalistas, da Veja à Carta Capital, do Reinaldo Azevedo ao Luis Nassif. Logo, tu concordas que todos fazem parte dessa dita “grande imprensa”! Se é que isto significa algo de positivo…
“[…]é coisa de petralha!”
Ecce Homo! Estava demorando! É um argumento canhestro e rasteiro, algo que um cavalheiro não daveria utilizar ao longo de uma discussão polida e civilizada, pois mostra, de certa maneira, a pobreza intelectual e os grotescos modos daquele que o utiliza. Para ser honesto, não sei o quê é mais triste: Se a petralhice que atribuis a mim; ou se a tua atitude de trocares o teu senso crítico pelo pensamento enlatado do autor de tal expressão.
[]’s
Marcelo
January 21st, 2008 at 4:28
É engraçado como certas idéias incomodam… Pensar contra o que se diz que é esquerda, hoje no mundo, altera o ânimo e o humor das pessoas. Estamos já há algum tempo (pelo menos desde o fim da guerra fria) com uma necessidade de rever ou repensar o tal modo esquerda/direita, ou direita/esquerda de olhar a realidade.
Estou perplexa em ver como esse debate, pelo menos nesse blog, só envolveu o gênero masculino, exceção da referência a Maria Alice (?).
Pode parecer paranóia minha, mas que a questão esquerda/direita ou direita/esquerda é uma questão machista isto é.
Quero registrar que penso que as opiniões de Reinaldo Azevedo são muito interessantes pois não estão nesse referencial machista de alguns comentários. Aqui no Brasil, política e ideologia são assuntos masculinizados. E ser de esquerda atualmente é participar do fim entedioso do ciclo político petista atual. Tinha de ser petista esse governo atual, como os dinossauros que diante do cataclisma fossilizaram e viraram passado. Ser de esquerda hoje é viver o cataclisma.
Tempos melhores virão, com certeza.
Vou frequentar esse blog mais vezes, gostei que o Reinaldo está falando para além-mar!
Marieta
January 21st, 2008 at 4:42
Reinaldo Azevedo não é machista?
January 21st, 2008 at 6:34
Hallo, Pessoal!
Reproduzo aqui um pequeno comentário que fiz no blog do Pedro Doria (mais um “petralha”, segundo o Reinaldo Azevedo). Tal texto versa, hipotética e hiperbolicamente, como seria o Reinaldo Azevedo em diferentes momentos históricos. Eis o texto:
“Eu tento imaginar como seria o Reinaldo Azevedo nas diferentes épocas! Vamos a um pequeno exercício!
Ano: 1776
Local: 13 Colônias Britânicas Na América
Evento: Independência Norte Americana
Benjamin Franklin: “Unimo-nos ou morreremos!”
Reinaldo Azevedo: “Esse negócio de independência é coisa de petralha! E está mais do que óbvio que esse tal de Benjamin Franklin segue a linha do petralho-lulo-petismo! Essa ratatulha iluminista quer nivelar tudo por baixo! Vamos desratizar tudo aqui! E Vida Longa Ao Rei!”
Ano: 1789
Local: França
Evento: Revolução Francesa
Robespierre: “Liberdade, Igualdade e Fraternidade!”
Reinaldo Azevedo: “Esse Robespierre é um rato petralhista! Porco fedorento! O objetivo único dele é a reeleição indefinidamente! Juntem o Marat e toda aquela horda de lulo-petistas e os joguem na mesma lata de lixo onde estão as figuras mais ignóbeis da nossa história! Lancem todos eles na Bastilha! Ah sim…L’État, c’est moi!”
Ano: Final do Século XIX Início do XX
Local: Algum País Ocidental
Evento: Voto Feminino
Mulheres: “Nós também temos o direito de participar das eleições dos nossos governantes! Nós somos suas irmãs, esposas, amigas e mães! Graças a nós é que há uma humanidade, pois do nosso ventre maternal tudo é gerado!”
Reinaldo Azevedo: “P-E-T-R-A-L-H-A-S! Voto feminino? Daqui a pouco vai ser o quê? O voto canino? O voto felino? Ora, essa! Essas mulheres têm mais é que voltar para a cozinha! Pelo menos lá poderão conversar com as panelas e ter um diálogo sobre o petralho-lulo-petismo com o fogão! Coisa mais petralhista! Ratatulha de calcinha!”
Ano: 1933
Local: Estados Unidos da América
Evento: New Deal
Fraklin Roosevelt: “E com este plano nós iremos nos levantar mais uma vez!”
Reinaldo Azevedo: “Esse tal de New Deal é um tiro no escuro! Fruto sinistro do petralho-lulo-petismo-keynesianista! Esse tal de Keynes não entende nada sobre o jogo econômico! É mais um petralha vagabundo! Eu, o Mainardi, o Diogo Schelp, a Míriam Leitão e o Ali Kamel compreendemos muito melhor a economia do que esse ratatulha assecla do Well Fare State! A Mão Invisível é que deve agir! Aquilo que aconteceu com a Bolsa de Nova York em 1929 foi culpa dessa petralhada apedeuta que não tem nível superior e nunca leu um livro!”
Ano: Década de 1960
Local: Estados Unidos da América
Evento: Discurso “Eu tenho um sonho…”
Martin Luther King: “I have a dream…”
Reinaldo Azevedo: “Esse pastorzinho ratatulha de meia tigela quer nivelar todos nós ao mesmo patamar! Comunista! Petralha! Para início de conversa, o conceito de ‘raça’ é inexistente do ponto de vista biológico! Por isso, somos todos iguais! Não há do que reclamar! Se ele tem um sonho, que vá realizá-lo com sua horda de petralho-lulo-petistas!”
—————–
Esse foi mais um episódio de…
Reinaldo Azevedo Ao Longo Da História!”
[]’s
Marcelo
January 21st, 2008 at 10:58
Carta CaPTal é grande imprensa? Poupe-me! Essa revista, que serve de linha auxiliar do oficialismo (na verdade, trata-se de um Diário Oficial mais coloridinho…), vende uns cinco exemplares semanais…Por sinal, só você acha que petralha é xingamento. Não é. É só uma forma taxonômica de classificar certas idéias.Repito: NÃO CAIO NESSA SUA SUPOSTA IMPARCIALIDADE! Prefiro quem se mostra por completo e não quem se esconde numa autoproclamada superioridade, que apenas demonstra a fragilidade do pensar. Quer saber? A grande imprensa no Brasil é competente sim. Aliás, por aqui o quarto poder tem feito seu papel, ao contrário dos outros três. Essa sua visão coincide com a de quem? Tcha-tchan-tchan! Isso mesmo!, com as opiniões de coisas como o Paulo Henrique Amorim e Luís Na$$ifra! Engraçado não? Não é a Veja que pratica jornalismo fantástico, é você que que tem a mente fantasiosa…Vossa senhoria mesmo se contradiz, uma hora diz que lê tudo da imprensa nacional. Outra diz que tem piedade daqueles que a lêem… É isso! AUTOPIEDADE é o diagnóstico. Porra, citar o Pedro Dória é deixar cair a máscara, ô mané!
January 21st, 2008 at 11:42
Excelente entrevista. O pensamento do Reinaldo é claro. O cara não se esconde atrás de soluções fáceis e frases prontas. Vai ver é por isso que ele incomoda tanto.
January 21st, 2008 at 15:58
Hallo, Pessoal!
Espero não descer o nível da argumentação por aqui, como tem feito o Fausto ao apelar aos xingamentos. Não preciso defender minhas idéias e opiniões com pedregulhos nas mãos, e muito menos me esconder atrás do palavreado rasteiro de jornalistas que estão nesse mesmo patamar.
Quem utilizou o argumento de grande imprensa foste tu, Fausto. Veja só: Eu escrevi que no Brasil não há jornalismo sério e de qualidade, sendo que, incluí em tal classe todos os jornais, revistas e jornalistas mais conhecidos. Daí, tu vieste e disseste que essa minha “boutade contra a grande imprensa é coisa de petralha!” Viu? Deixa eu usar também um argumento ao estilo Reinaldo Azevedo: Entendeste ou quer que eu desenhe com numvemzinha e árvore?
“Por sinal, só você acha que petralha é xingamento. Não é.”
Se não estou equivocado, tal termo é uma mistura de petista com metralha (aqueles dos gibis do Tio Patinhas/Uncle Scrooge). Os Irmãos Metralhas eram ladrões, vez ou outra roubavam e eram encarcerados. Não sou ladrão e muito menos petista.
“É só uma forma taxonômica de classificar certas idéias.”
Li diversas vezes no blog do Reinaldo Azevedo tal palavra sendo utilizada para classificar pessoas que tinham cometido algum tipo de crime, como desvio de verba pública e outros afluentes da corrupção. Em momento algum eu agi de tal forma que pudesse ser posto de acordo com essa expressão.
“Repito: NÃO CAIO NESSA SUA SUPOSTA IMPARCIALIDADE!”
Em momento algum eu pretendi desfrutar de imparcialidade. Muito pelo contrário! Minha opinião é completamente parcial, sobretudo após ler veículos como a The Economist, o Financial Times, o The New York Times, a BBC e afins. Após isso, apenas tive mais motivos para crer em uma proposição que há muito eu tinha em mente: Que a imprensa brasileira é péssima.
“Prefiro quem se mostra por completo e não quem se esconde numa autoproclamada superioridade, que apenas demonstra a fragilidade do pensar.”
Não proclamei aqui superioridade e se há fragilidade de idéias, creio não ser proveniente de minha parte.
“Quer saber? A grande imprensa no Brasil é competente sim.”
Oh… depois as minhas idéias é que são fracas!
“Aliás, por aqui o quarto poder tem feito seu papel, ao contrário dos outros três.”
O dito quarto poder brasileiro apenas produz matérias acerca daquilo que é de seu interesse. Se há algo que vai contra esses interesses, tal poder não mostra ou prefere distorcer os fatos - a exemplo do acontecido nas eleições presidencias de 1989 (onde houve a distorção do debate pela TV Globo); e também com o ocorrido com o documentário de autoria de Simon Hartog (Beyond Citizen Kane) e que mostra como a Globo se tornou o quê é. Depois dizem que a imprensa é competente…
Quanto aos outros três poderes, apenas posso afirmar que sempre existiram em prol de poucos, principalmente aqueles indivíduos mais abastados financeiramente. O Brasil é um país de poucos cidadãos.
“Essa sua visão coincide com a de quem? Tcha-tchan-tchan! Isso mesmo!, com as opiniões de coisas como o Paulo Henrique Amorim e Luís Na$$ifra! Engraçado não?”
Há semelhanças entre o meu argumento e os desses dois. A diferença é que eles se excluem da lista daqueles que fazem um jornalismo ruim e de baixa qualidade. Eu os incluo!
“Não é a Veja que pratica jornalismo fantástico, é você que que tem a mente fantasiosa…”
Eu fiz uma escolha: Escolhi não trocar meu senso crítico pelas convicções enlatadas desse veículo chulé. Pois, se eu trocasse, estaria deixando de ser quem eu sou para me tornar mais um desses qualquer, sem nenhum diferencial. É uma simples questão de escolha. Apenas isso.
“Vossa senhoria mesmo se contradiz, uma hora diz que lê tudo da imprensa nacional. Outra diz que tem piedade daqueles que a lêem… É isso!”
Não. Não é isso. Sou indiferente ao material jornalístico produzido pela imprensa brasileira. Leio, mas não me deixo doutrinar por idéias ofuscariam a minha inteligência e o meu senso crítico. É parecido quando uma pessoa ouve um xingamento e prefere não se rebaixar. Escolhe, isso, sim, agir elegantemente: Ignora! E é justamente isso que faço com o que leio na Veja, Folha de São Paulo, Carta Capital e afins. Ignoro… Não ligo…
“AUTOPIEDADE é o diagnóstico.”
No, Thanks! Guarde-a para si. Vais precisar dela bem mais do que eu.
“Porra, citar o Pedro Dória é deixar cair a máscara, ô mané!”
Não citei nada do Pedro Dória. Apenas retirei um comentário que eu mesmo escrevi lá. Chames de “mané” as tuas negas, não a mim.
Aliás, esse comentário é relativo a um post do Pedro Dória que diz como é ser esquerda nos Estados Unidos da América. Havia uns vídeos produzidos para o Center for American Progress. Aliás, tal centro tem como presidente e chefe executivo mais um petralha, o John Podesta.
[]’s
Marcelo
P.S.: Se queres saber um pouco mais sobre o meu pensamento, leias o conteúdo do site
americanprogress.org
Até!
January 21st, 2008 at 21:05
Hallo, Pessoal!
Eis aqui dois exemplos do péssimo jornalismo praticado no Brasil.
Começo com o Paulo Henrique Amorim (PHA) que afirmou que o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (FHC), tem preconceito de classe e é racista. Isso, ele, o PHA, depreendeu a partir de algumas declarações do FHC quanto a saber falar o bom português, sobretudo as autoridades, como o presidente da República - e eu concordo que todo e qualquer cidadão brasileiro deveria saber usar bem o idioma, no entanto, como no Brasil são poucos os cidadãos, os que dominam a língua são igualmente escassos. Eis um exemplo do jornalismo ruim e rasteiro do PHA onde ele expõe a tal proposição de racismo:
“. O ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso chamou o Presidente Lula de analfabeto.
. Disse que o Presidente Lula não sabe falar a Língua Portuguesa (clique aqui).
. Como no Brasil, quem é analfabeto é pobre, negro e nordestino…
. E como, no Brasil, quem não sabe usar a Língua Portuguesa é o pobre, o negro e o nordestino, Fernando Henrique Cardoso é racista e tem preconceito social…”
Se forem ler as declarações do FHC, conclui-se que ele não afirmou isso. Quem tira tal conclusão, gratuitamente, é o próprio PHA. Fuleiragem de primeira!!
URL: conversa-afiada.ig.com.br/materias/467001-467500/467131/467131_1.html
Outro exemplo, agora extraído do blog do Reinaldo Azevedo. Texto do blog:
“Segunda-feira, Janeiro 21, 2008
Presidente da dengue
É incrível que as oposições não tenham carimbado em Lula, até agora, o epíteto de ‘presidente da dengue’. Atenção! O país vive o maior surto de sua história. Mais notável ainda: em seu blog, Zé Dirceu conclama a militância a atribuir ao PSDB e ao DEM todos os males da Saúde por causa do fim da CPMF. É, sem dúvida: a gente viu o que eles conseguiram fazer quando tinham a contribuição. A tuberculose também volta a assumir proporções assustadoras. É o darwinismo à moda lulista. Sobreviverão os mais aptos a enfrentar as epidemias. Quem sabe sobrem os poucos e bravos, não é, compondo, finalmente, uma raça de fortes…”
Qualidade jornalística extremamente chinfrim! Para início de conversa, que tipo de pensamento crítico ele ajuda a formar ao declarar que, pelo menos foi isso que eu entendi, a oposição do PSDB-DEM deveria rotular o atual presidente da República de “presidente da dengue”. Isso é bom jornalismo? Será que veríamos esse tipo de atitude em uma The Economist? É assim que deveria proceder alguém que, segundo dizem, está em um veículo que faz jornalismo com seriedade?
Reinaldo Azevedo diz que “o país vive o maior surto de sua história.” Quais dados ele consultou para chegar a tal conclusão? Qual instituto de pesquisa ele consultou para afirmar isso? Onde estão as referências que apresentam dados semelhantes? Ele saiu à rua para fazer alguma reportagem sobre a quantidade de casos de dengue nas últimas décadas? Aliás, como sabemos, o Reinaldo Azevedo é aquele tipo de jornalista de PC (Personal Computer) e que faz reportagens através do Internet Explorer, pescando material feito pelos jornais on-line e tecendo comentários quando há conveniência. Jornalismo de “campo”, isso ele não deve saber nem por onde passa!
Quanto à parte que cita o José Dirceu, nem preciso comentar nada. Dirceu é corrupto e merece o oblívio.
URL: veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/01/presidente-da-dengue.html
Por tudo isso que considero o jornalismo no Brasil fajuto e de baixa qualidade. É a isso que o jornalismo brasileiro está entregue! Fajutice total!
[]’s
Marcelo
January 22nd, 2008 at 14:00
Apenas como informação, todas as pessoas deveria saber que Reinaldo Azevedofoi dono de uma revista patrocinada pela Nossa Caixa Nosso banco, de propriedade do governo de São Paulo. Nesta revista ele elogiava as pessoas do governo e atacava as da oposição.
Hoje Reinaldo Azevedo trabalha para a revista Veja,fazendo através de seu blog a campanha do governador José Serra a presidente da republica.
Serra não é exatamente uma pessoa de direita, muito pelo contrário.
Isto demonstra que Reinaldo Azevedo não defende suas convicções apenas o seu bolso.
Se vocês quiserem conhecer o pensamento de pessoas a favor do capitalismo no Brasil, entrevistem Arminio Fraga, Gustavo Franco, Antonio Ermirio de Moraes.
January 22nd, 2008 at 14:01
Está muito entediante a guerra dos egos acima!!!!!
February 20th, 2008 at 3:45
eu acredito que tudo ten su faia .,y dejar de quer ver los dos lado da moeda seria una solucaon ., a no ser que encontemos u equilibrio ,ese equilibrio que existe entre los astros de noso sistema solar en la complesidad de nosa naturalesas
la politica sea cual sea de comsumo. sosial.toda postas en funcaon foron un fracaso y mundo lo save estamos en el camino errado no adianta criticar a quien por su ignoracia muere
February 28th, 2008 at 3:15
[…] a polémica - polêmica? - que deu por aqui a entrevista ao colunista da Veja, Reinaldo Azevedo, dono de um dos melhores e mais interessantes […]
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