Saturday, January 19th, 2008...22:58
Menina e moça

Este livro - Mocidade Feminina Portuguesa, esfera dos livros, 2007 - é imprescindível. A edição é das mais cuidadas, fruto de um trabalho de investigação verdadeiramente magnífico, com a distância que estes últimos trinta anos já permitem. Irene Flunser Pimentel analisa a Mocidade Feminina Portuguesa, criada em 1937, no seu esforço de criação da “nova” mulher portuguesa: boa esposa, boa mãe, católica e obediente. Curiosamente, desta procura de criação da mulher ideal (isto é, submissa) saíram mulheres tão fortes e determinadas como Maria de Lurdes Pintassilgo, Maria de Jesus Barroso ou mesmo Odete Santos. É talvez este pormenor que torna esta organização tão interessante, numa espécie de affirmative action involuntária.
“Nem hitleriana nem balila. Portuguesa, portuguesa! Deus me livre de ser uma autocrata à alemã ou uma comunista! Hei-de ser em tudo cristã e mulher. Viva o século XX!” (Boletim da MPF, 1939)


4 Comments
January 20th, 2008 at 11:32
Prezada Ana Margarida,
Fiz uma tradução para a lingua alemã.
Mas não encontrei uma tradução para a palavra: “balila” . Isto é “dar balidos” ?
Obrigado
Ralf
January 20th, 2008 at 16:48
Ralf,
balila era a congénere italiana da MPF.
Obrigada.
AMC
February 12th, 2008 at 17:33
Os guias de boas maneiras são uma delícia!..
February 12th, 2008 at 17:42
E a menina, aprovaria tais práticas nos dias que correm?
Leave a Reply