Wednesday, January 30th, 2008...21:14
Vive la France
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Nunca vou deixar de me surpreender com o facto do dia mais importante para os franceses, o 14 juillet, ser o mesmo em que uma turba enraivecida esfaqueou o governador da Bastilha, tendo-o depois decepado à machadada e espetado a cabeça numa estaca, para passear por Paris. O maire teve idêntico destino, no mesmo dia. Uma lição de civilização. (Claro, o contexto político, histórico, revolucionário explica tudo. Claro que sim.) Num só dia, ganhou-se e perdeu-se a liberdade.

9 Comments
January 30th, 2008 at 21:37
Além disso, também é o dia em que 98 membros de uma “turba enraivecida” foram mortos.
Já agora, qual é o dia mais importante para os portugueses? Se fosse o 1º de Dezembro era parecido (pelo menos na perspectiva do meu quase homónimo Vasconcelos); provavelmente é o 25 de Abril (ninguém liga ao 10 de Junho), que só não foi uma coisa parecida por pura sorte.
E o dia mais importante para os norte-americanos, que assinala o inicio de uma guerra em que morreram 50.ooo pessoas (pouco é verdade, mas para a população da altura…)
January 30th, 2008 at 21:47
Para o HP, “nuclear, não obrigado!”. O BE nunca afirmaria tal “pecado”. Vota PSD.
January 30th, 2008 at 22:46
-Para quem conhece, na catedral de Notre-Dame existem umas estátuas de reis. A infinita estupidez da turba, julgando tratar-se de estátuas dos reis de França, decepou a totalidade das mesmas. Mais tarde arrependeram-se, quando perceberam terem decepado os reis biblicos do Antigo Testamento.
January 30th, 2008 at 23:40
Isto não tem nada a ver, mas o comentário de António de Almeida fez-me lembrar da Biblia (Samuel 8:11 e seguintes).
January 31st, 2008 at 10:09
É tão fácil julgar coisas de há 200 anos com a mentalidade de agora não é ?
Porque, claro, para esta imbecil direita portuguesa o que era bom era a monarquia. E absoluta.
January 31st, 2008 at 10:13
No fim da Segunda Guerra Mundial o ex-comandante do campo de Auschwitz também foi enforcado, após julgamento deveras sumário.
Não vejo grande diferença entre esse enforcamento e o decepar do governador da Bastilha.
Será que a Ana Margarida discorda do decepar do governador, mas concorda com o enforcamento do comandante?
Já agora, na crónica de Fernão Lopes também se conta o destino do bispo de Lisboa, que foi atirado de uma janela do palácio episcopal, arrastado em cadáver pelas ruas de Lisboa, e finalmente dado a comer aos cães. A Ana Margarida discorda?
January 31st, 2008 at 11:46
Que análise inteligente - e contextual - da Revolução Francesa! Ana Margarida Craveiro, um nome a reter para a futura historiografia mundial….
January 31st, 2008 at 11:56
Ui, não se pode tocar na Santa Revolução Francesa…
January 31st, 2008 at 12:38
Explique lá como se perdeu a liberdade?
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