Monday, February 11th, 2008...15:56
As mulheres e o aborto - nota de rodapé
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Uma coisa que ficou clara na discussão do ano passado sobre o aborto foi a concepção espontânea. Os homens não são tidos nem achados para a questão: o corpo é das mulheres, e são elas que decidem. Aliás, a lei diz que é a pedido delas, e ninguém os convida a participar na questão. Os homens portugueses, a esta altura, já devem ter percebido que foram substituídos na sua função básica. Exactamente por quê, não sei.

16 Comments
February 11th, 2008 at 16:11
Cara Ana Margarida Craveiro
Ora supondo que a lei convocava os homens a participar na decisão e não havendo consenso, como proporia o desempate?
Moeda ao ar?
Cumprimentos
Dylan T.
February 11th, 2008 at 16:31
Enfim, é daqueles posts que só ocupam espaço na web e fazem perder tempo a quem as lê. Parabéns, AMC…
PS: Dylan T., papel, pedra e tesoura à melhor de 3.
February 11th, 2008 at 16:36
Mas que homem é que a Ana Margarida queria que fosse chamado a pronunciar-se? O Manel? O Zé? Qual?
Uma mulher aparece no hospital grávida e a pedir para fazer um aborto. O hospital diz: o pai da criança tem que se pronunciar sobre a questão. E ela responde: “não sei quem é o pai”, ou então “o pai não quer cá vir”. Que deve o hospital fazer?
Ou então suponha que a mulher respondia ao hospital: “o pai é este meu amigo aqui”, e esse amigo dizia: “sim, estou de acordo que ela aborte”. Como é que o hospital poderia saber se ela e ele estavam a falar verdade, e se o pai da criança não seria outro homem qualquer?
A Ana Margarida tem que ver que, só a mulher é que pode saber (se é que sabe) quem é o pai da criança. E só ela pode (se o quiser) conatctar esse pai, e garantir que de facto é ele o pai.
Percebeu Ana Margarida, ou quer que lhe faça um desenho com pormenores explícitos?
February 11th, 2008 at 16:50
Desculpe a intromissão, Ana Margarida Craveiro, mas não consigo deixar de lhe sugerir que veja o Vasco Rato no P&C de há aproximadamente 1 ano.
February 11th, 2008 at 17:40
é necessário um grau de estupidez muito acima da média para escrever este post.
February 11th, 2008 at 18:18
sofia, quer Você dizer que, mesmo em média, as pessoas são estúpidas?
February 11th, 2008 at 18:46
A sofia considera-se dentro da média…
Em todo o caso não sei se o pai é o zé manel, o quim ou o toni, mas que por obra e graça do espírito santo só nasceu cristo. Se estava inconsciente do seu acto a senhora/menina/adolescente que engravidou se calhar necessitava de uma consulta de planeamento familiar num centro de saúde perto de si, onde pode ser informada da existência de métodos contraceptivos.
Custa-me a aceitar que o estado não tenha problemas em promover este tipo de intervenções sem custo para a mulher e que quem se previna tenha que pagar por essa prevenção. Enfim…
February 11th, 2008 at 18:52
Um exemplo. Uma mulher estudante engravida. O namorado, trabalhador ou não, quer ser pai. Ela não quer a criança, quer acabar o curso, sem chatices pelo meio. Ela aborta e, claro está, não lhe passa cartão. Agora, suponhamos a situação oposta. Ele está a estudar e não lhe dá jeito ser pai…
Resumindo, a mulher pode decidir que a sua vida não lhe permite ter a criança, a sua situação financeira não é a melhor, whatever, e abortar. Já o homem, decida o que decidir, não decide nada. Sujeita-se.
Naturalmente, é uma injustiça. Não tem solução. Mas é uma injustiça.
February 11th, 2008 at 19:06
Post mais do que pertinente: a criança no ventre da mãe não é uma “coisa” pertencente só à mãe, pois tem metade de genes do pai e da mãe; quanto ao saber-se quem é o pai, hoje qualquer laboratório de análise ao ADN confirma logo se o potencial pai o é ou não.
February 11th, 2008 at 19:51
Continuas a pensar só com a pila Luis Lavoura…A mulher só faz aborto senão tiver apoio do pai da criança , ó estupido !
February 11th, 2008 at 20:33
Consultar o pai poderia tornar complicada a decisão, mas era importante ter mais essa participação a ponderar a decisão.
E justo.
Ambos assumiriam a responsabilidade.
Pode complicar?
Pode, mas a decisão nunca será simples.
February 12th, 2008 at 6:52
“Post mais do que pertinente: a criança no ventre da mãe não é uma “coisa” pertencente só à mãe, pois tem metade de genes do pai e da mãe” - pois, vê-se logo que percebe a ciência da coisa.
February 12th, 2008 at 10:14
“Continuas a pensar só com a pila Luis Lavoura”
Talvez seja verdade, mas não respondeu ao meu argumento (ou ao argumento da minha pila, se preferir).
Seria inadmissível, em termos de reserva de privacidade, um médico ir perguntar a uma mulher, que se lhe apresenta para fazer um aborto, quais foram todos os homens com quem ela terá tido relações sexuais nas últimas semanas.
Não se pode presumir que a mulher, que qualquer mulher, aceitasse responder com verdade a uma tal pergunta.
Um teste de paternidade “cego”, isto é, sem qualquer indicação prévia de quem é o possível pai, é impossível na prática, para além de qualquer teste de paternidade ser extremamente caro. O pai até pode ter sido um sueco ou um costa-marfinense que a mulher encontrou numa praia algarvia no último Verão…
Ou seja, em conclusão: o Estado, o hospital, o médico, não tem forma de saber, nem tem o direito de indagar, quem é o pai da criança que está no ventre da mulher.
Portanto, falar desse pai num texto legal - e uma vez que a lei é suposta ser geral e aplicável a TODOS os casos - seria um absurdo.
Isto é o argumento da minha pila, teresa, Se Você tiver melhor argumento, avance…
February 12th, 2008 at 17:03
caríssimos, todos somos inteligentes e estúpidos para coisas diferentes e em proporção diversa. por exemplo, aqui a ana margarida - que ao escrever este post revela ter sérios problemas na relação com o corpo - pode fazer algoritmos com a habilidade dum nobel da matemática.
February 12th, 2008 at 20:28
[…] As mulheres e o aborto - nota de rodapé. Por Ana Margarida Craveiro. Os homens não são tidos nem achados para a questão: o corpo é das mulheres, e são elas que decidem. Aliás, a lei diz que é a pedido delas, e ninguém os convida a participar na questão. Os homens portugueses, a esta altura, já devem ter percebido que foram substituídos na sua função básica. Exactamente por quê, não sei. […]
February 13th, 2008 at 12:59
[…] que Ana Margarida Craveiro, autora do artigo citado abaixo pelo André Azevedo Alves, se esqueceu de uma participação essencial que foi […]
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