Tuesday, February 12th, 2008...23:11
Emoções

A imagem fria e distante de Vladimir Putin, uma herança do seu passado no KGB, constituiu uma forma bastante pessoal de exercer e demonstrar o novo poder que a Rússia conquistou sob a sua orientação. Mas é interessante verificar que ainda existem temas que fazem o presidente russo emocionar-se, ou pelo menos demonstrar que existem temas que lhe são muito caros.
Na Reuters:
President Vladimir Putin said on Tuesday that Russia could be forced to redirect its missiles towards former Soviet neighbor Ukraine if Kiev joined the NATO military alliance and deployed a U.S. missile defence shield.
When asked about Ukraine’s possible entry into NATO, an emotional Putin said NATO membership could mean elements of a U.S. missile shield would be based on Ukrainian soil.
(…)
“I am not only terrified to utter this, it is scary even to think that Russia, in response to a possible deployment of (elements of the planned U.S.) … missile shield in Ukraine… would have to target its offensive rocket systems at Ukraine,” Putin said at a news conference in the Kremlin.

13 Comments
February 12th, 2008 at 23:42
Bicho ,ouça meu podcast.
Abraços.
February 12th, 2008 at 23:43
Bicho ,ouça meu podcast.
Abraços.
http://www.espantafantasma.mypodcast.com
February 12th, 2008 at 23:54
He must be kidding…
February 13th, 2008 at 8:22
“He must be kidding…”
Sim, estou mesmo a ver a Rússia a tornar-se amiga do México e colocar sistemas anti-misseis perto da fronteira. Não, os EUA não ficariam chateados e seriam púdicos não se preocupando com o assunto, dirigindo os seus misseis para a Somália.
Se “rodear” a Rússia faz sentido eu vou ali e já venho. Os ocidentais não fazem mais do que arranjar inimigos por todo o lado, não lhes bastou o suicídio da Grande Guerra, querem mais, se possível, em directo na TV e com pipocas.
February 13th, 2008 at 9:00
O CN sabe o que é um sistema antimíssil?
Pelos vistos não, e é por isso que se sai com bojardas destas.
Um sisteme antimíssil, meu caro, é, como o nome indica, destinado a abater mísseis balísticos.
O guarda chuva que se abre para que a água suja do penico que o vizinho nos atira, não nos atinja.
Acha isso agressivo?
Para quem?
Para o penico?
Para o vizinho, que devia poder molhar-me à vontade?
Para o xixi?
Reflicta antes de escrever, meu caro.
O único problema de um sistema antimíssil, é esvaziar as ameaças de bombardeamentos por mísseis.
Mas não é um problema para os russos, que têm milhares de mísseis e que facilmente saturariam qq sistema antimíssil, lançando misseis velhos e com ogivas falsas, entremeados com os verdadeiros.
Ora então pense lá qual o verdadeiro problema dos russos e, já agora, dos chineses?
February 13th, 2008 at 10:28
“Ora então pense lá qual o verdadeiro problema dos russos e, já agora, dos chineses?”
A resposta pode encontrá-la no post da Ana Margarida Craveiro, aí acima…
February 13th, 2008 at 12:24
José Carmo,
Você está mesmo a falar a sério, ao achar que este sistema é uma simples arma defensiva, sem outras implicações nos equilíbrios de força mundiais? Haverá alguém assim tão inocente?
“O único problema de um sistema antimíssil, é esvaziar as ameaças de bombardeamentos por mísseis.” Jasus. Claro que existe outro problema: precisamente o que está no cerne das reclamações da Rússia e da China: é que um sistema com esta funcionalidade permite o lançamento impune de um primeiro ataque nuclear.
February 13th, 2008 at 14:40
LR, receio que se tenha deixado levar pelo entusiasmo do estribilho que já trazia decorado e não tenha lido o meu comentário.
Deixe-me chamar a sua atenção para a resposta a esse “problema”.
“Mas não é um problema para os russos, que têm milhares de mísseis e que facilmente saturariam qq sistema antimíssil, lançando misseis velhos e com ogivas falsas, entremeados com os verdadeiros”.
Entende LR?
Se você tiver, digamos, 10 mísseis antimíssil e o adversário lançar 200, é capaz de me explicar como é que funciona o seu extraordinário raciocínio?
Sou todo ouvidos..
February 13th, 2008 at 14:43
Quanto ao “1º ataque”, deixe-se de agitar fantasmas.
Os EUA já tiveram durante vários anos o MONOPÓLIO nuclear.
E não o utilizaram levianamente, mesmo numa situação (Guerra da Coreia) em que lhes teria sido fácil varrer a China do mapa.
Não é o nuclear dos americanos que me preocupa, meu caro.
E a si tb não devia….
February 13th, 2008 at 15:10
Claro que sou capaz de lhe explicar uma verdade óbvia: basta ter 200, 300, 400 mísseis-anti-míssil instalados no terreno. Nada de “extraordinário”. Incrivelmente inocente é pensar que alguém investiria milhões e milhões para instalar “10″ destas armas…
Quanto ao seu segundo comentário, não entendo o que tem a situação política de há 50 anos a ver com a presente. Se bem me lembro, sempre a China teve o “dissuasor” do número de tropas disponíveis, bastante para afogar a Europa em homens em caso de conflito global.
E recordo-lhe que a crise dos mísseis de Cuba surgiu por um motivo paralelo ao presente: a instalação de sistema de armas à porta do inimigo.
Você demonstra uma confiança tocante na liderança americana. Se lá puseram o “Monkey Boy”, quem me garante que não é eleito um louco qualquer convencido de que Deus quer que ele desencadeie o Armagedão?
Israel também é uma democracia para os seus cidadãos, mas não hesitará em usar armas nucleares quando se julgar forçado a isso…
February 13th, 2008 at 15:42
“Claro que sou capaz de lhe explicar uma verdade óbvia: basta ter 200, 300, 400 mísseis-anti-míssil instalados no terreno”
Ou seja, o LR sabe para além do que todos sabem.
Não, não se tratam de maia dúzia de vectores, são centenas, talvez milhares.
De onde vem a informação ao LR?
Da leitura de entranhas de galinha.
Ele conhece os “verdadeiros planos” dos sacanas dos americanos quem justamente por o serem, não o enganam a ele.
Tem provas?
Não, mas não precisa.
A informação é irrelevante para quem tem dentro da cabeça tudo que considera suficiente saber.
P.S. Já agora, quer saber como se satura um sistema com centenas de vectores?
Lançando milhares de misseis, planadores, avionetas, papagaios de papel, balões, o que quer que seja.
Use a cabeça , homem de deus, e deixe de papaguear asneiras.
February 13th, 2008 at 15:43
Ah, em Cuba estavam a ser instalados Mísseis NUCLEARES terra-terra.
Se para si é a mesma coisa, desisto.
Não se consegue explicar física atómica a uma galinha.
February 14th, 2008 at 10:58
Vá chamar papagaio ou galinha ao seu paizinho, por favor, que a única criatura pouco pensante que por aqui vislumbro é você.
A excelsa luminária tem portanto a ideia que os EUA estão a pensar instalar um sistema antimíssil que:
a) é ineficaz contra o arsenal do inimigo mais plausível, porque este inclui centenas de mísseis, e a bestas dos americanos nem os souberam contar e são capazes de se ficar pelos tais “10″ que o sr. vaticina, talvez por ter dado com esse número redondo em “entranhas de galinhas”. Presumo aliás que o seu “cálculo”, que condenaria o sistema à ineficácia, é mais verosímil que o meu. Não que apresente as tais provas de que esses são os “verdadeiros planos” dos EUA. É típico dos iluminados da treta exigirem aos outros o que não pedem a si mesmos.
b) O físico atómico J. Carmo descobriu a forma de enganar os mais sofisticados sistemas de rastreamento de aeronaves do mundo: com “papagaios de papel ” e “balões”; de S. João, talvez. Você ignora o que seja a noção do ridículo, certo? Fiz a tropa no nosso regimento de artilharia anti-aérea há cerca de 20 anos e já então o nosso sistema de radar (uma coisa alemã que nunca chegou a funcionar a 100%, a bem da verdade) distinguia com toda a facilidade esses falsos positivos dos verdadeiros “bogeys”.
Por fim, não escrevi que se tratava da mesma situação de Cuba; falei de eventos paralelos. Mas não consegue mesmo ver como é que um sistema antimíssil pode ser ofensivo, pois não? Mas é assim: os EUA, com a protecção deste “guarda-chuva” avançado, pode lançar um “preemptive strike” com a razoável certeza de sofrer perdas mínimas. Até os destroços radioactivos das ogivas russas ficariam pela Europa…
PS: a falta de inteligência, como todos os defeitos congénitos, é desculpável. A desonestidade não. Quando apõe aspas à expressão “verdadeiros planos”, está a insinuar que eu a usei. Asneira: eu apenas coloquei no ar dúvidas quanto a esses planos: você é que até já sabia quanto antimísseis vão ser instalados…
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