Wednesday, February 13th, 2008...2:58
A tempo de ler
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João Marques de Almeida, no Diário Económico, sobre Barack Obama:
Obama faz parte de ‘mesma América’ que Bush. Uma América para a qual o internacionalismo multilateral e a relação especial com a Europa pouco conta e a fé religiosa tem uma ligação muito próxima com os valores políticos. Não deixa de ser interessante que a maioria dos europeus apoie o candidato, culturalmente, mais próximo de Bush.

16 Comments
February 13th, 2008 at 9:28
Eu chamaria a isto o desespero de um apoiante de Hillary…
February 13th, 2008 at 10:10
Parece-me até algo acertado (e eu que “apoiei” Bush em 2000).
E em vários pontos económicos Obama tende a ser quasi left-libertarian e por isso menos estatista que Hillary.
Bill Richardson (com as mesmas características) deve ser um dos candidatos a Vice.
Ver por exemplo num comment no insuspeito LRC:
On the other side of the coin, Obama does offer a few market-friendly programs, such as increased child care and education tax credits (which Paul also supports), exempt payroll taxes from the first $6,500 of earned income, exempt seniors making under $50,000 from income taxes, supports clean coal (most democrats despise hydrocarbon energy production in general), supports carbon sequestration (more market-friendly than carbon regulation), limits agricultural subsidies to farms earning under $250,000 a year, will reinstate PAYGO, has pledged to get all troops out of Iraq within 16 months, opposes war with Iran, and supports the Genocide Intervention Network, which uses private money and nonstate social action to stymie genocide.”
February 13th, 2008 at 10:14
Patética a neoconeirice compulsiva de alguns… Como já viram que Obama (o único que desde o inicio se opôs à aventura iraquiana) vai esmagar a concorrência, agora tentam colar-se a ele e colarem o pária Bush ao futuro novo presidente.
Se nem McCain aceitaria tal colagem, quanto mais Obama ! Bush ? Chega para lá que cheiras mal, vai mas é para Haia e para a forca, porco criminoso de guerra ! É o que todos dizem…
February 13th, 2008 at 10:24
Euroliberal
Existem formas de ser pela diplomacia, uma certa visão de justiça na ordem internacional, mas não ser tão “internacionalista” como se costuma associar à palavra. Nem de perto nem de longe Obama nesse ponto é como RP (que na verdade é pela diplomacia e pelo visão tradicional de soberania, etc), mas é um caso de não ser tão “internacionalista” como Hillary.
February 13th, 2008 at 10:41
” (Obama) has pledged to get all troops out of Iraq within 16 months, opposes war with Iran”
Se isto é estar próximo da visão de Bush…então já não percebo nada…
Esquecem-se que Obama HUSSEIN Barack é filho de um muçulmano, teve educação muçulmana e católica e viveu num país muçulmano na infância. Está a anos-luz em tudo (inteligência incluída) do SOB Bush… e vai ganhar excatamente por isso, por ser um Anti-Bush…
Se o próprio McCain, o mais moderado dos republicanos (excepto em relação ao Iraque) ganha no seu campo por isso mesmo, por ser o mais Anti-Bush…
Este comentário de JMA é do mais patético wishful thinking que já vi…
O desespero invadiu as hostes neo-coneiras…eh, eh, eh…
February 13th, 2008 at 10:42
Parece-me perfeitamente lógico o que Marques de Almeida escreve. Eu escrevi algo similar há uns dias, pelo menos no que se refere à questão ideológica. A Esquerda anda encantada com Obama e nem sabe o que lhe espera.
http://blog.liberal-social.org/hillary-obama-e-a-esquerda-p-s-materialista
February 13th, 2008 at 10:51
Hiilary Clinton é muito melhor que Bush (mas quem não é ?), só que isso não chega.
É uma agente do nazi-sionismo e do seu miserável lóbi americano (AIPAC). Logo é nazi. Ponto. Mainada. Obama não o é. É O QUE INTERESSA.
Além do mais, Obama distingue-se pelo seu carisma (um dom raro) e por não ser um lateiro, como todos os outros. E um povo que não é estúpido não desaproveita jamais a oportunidade de eleger um líder carismático como Obama, quando tem a sorte de se deparar com um.
Yes, we can (defeats the neocons) !
February 13th, 2008 at 11:11
Bem, aparentemente Obama consegue juntar as preferências (ou perto disso) de muita gente à partida no mínimo diversa….
February 13th, 2008 at 12:14
Submeto o comentario que submeti ao artigo original no Diario Economico:
Eh precisamente por este tipo de artigo que eu tenho vindo gradualmente a perder o meu respeito pelo Joao Marques de Alemida enquanto comentador politico. Joao Marques de Almeida eh inteligente, bem-lido e educado o suficiente para saber que - neste caso como em tantos outros artigos de opiniao que escreve - os argumentos que apresenta nao colhem, factualmente. Sabe que esta a apresentar ao publico portugues uma versao parcial, pelo menos, enganadora certamente, dos factos que certamente conhece. Sabe, e fa-lo ainda assim, conscientemente.
Para ja, o floreado retorico de separar a “ideologia” e “politica”. Porque eh que questoes de politica fiscal sao de origem “ideologica”, mas em termos de alinhamentos e interesses de politica externa isso eh uma questao politica? Para que fazer a separacao, senao para dar forca a um argumento pouco solido em factos?
Em segundo lugar, Joao Marques de Almeida sabe - ou deveria saber - que O Senador Obama nao eh mais religioso do que McCain. Nem sequer usa mais retorica religiosa que McCain. E, ao contrario de Obama, McCain piscou o olho repetidamente ah direita evangelica nos EUA desde pelo menos ter anunciado a sua candidatura, tendo inclusive declarado que nao se importaria de se deslocar ah (quasi-)fundamentalista Bob Jones University se fosse convidado - um volte face consideravel para alguem que ate 2000 dizia as piores coisas de Bob Jones.
Jones McCain, que JMA diz ser um candiato mais “secular” e portanto “ideologicamente” mais proximo da esquerda Europeia (argumento ja de si simplista), tem no entanto declaracoes extraordinarias sobre o papel da religiao no seu site de campanha, tais como:
“I believe that a higher being has a mission for me in my life, a reason for me to be here. Now, that doesn’t mean that he wants me to be elected or not, but it does mean that I have a purpose. And that purpose, I think, is to live a life based on Judeo-Christian principles and honor and integrity.”
Pois, de certeza que isto esta longissimo do tipo de piedade politizada de George Bush, nao eh Dr. Marques de Almeida?
JMA sabe tambem que nos topicos que “ideologicamente” separam esquerda e direita dos dois lados do Atlantico (a questao do aborto, a questao securitaria versus as liberdades individuais, a questao da tortura dos presos de guerra e rendicoes extraordinaria, intervencoes unilateralistas e preventivas por parte da America), John McCain tem uma posicao conservadoa e de direita, ao contrario de Obama. E eh precisamente por isto que JMA - normalmente tao afoito a debitar opinioes sobre estes temas – aqui os ignora.
JMA tambem sabe - ou devia saber - que Barak Obama eh tudo menos isolacionista. Alguem que constantemente, ao enumerar publicamente perante eleitores e indecisos as 4 ou 5 razoes mais importantes por que deve ser eleito, fala da melhor imagem externa que um presidente como ele traria ah America, ou de como ter uma avo numa aldeia Africana sem luz lhe trara credibildade para falar com os lideres e povos de Africa sobre mais e melhores politicas de desenvolvimento e cooperacao, ou de como ter sido educado na fe islamica e ter vivida varios anos na Indonesia lhe dah alguma credibilidade para negociar com o Mundo islamico – isto eh o que JMA chama de isolacionista?
Obama podera nunca ter estado em Bruxelas (e porque eh que um Senador essencialmente preocupado com direitos civis, etica governamental e politica tecnologica americana haveria de ter vindo a Bruxelas frequentemente??). Obama podera ate prestar pouca atencao ah Europa e ah tao fetishizada “relacao transatlantica”, mas quer isso dizer que ele sera anti-Europeu? Ou quer apenas dizer que Obama esta focado, e tera de estar focado a curto e medio prazo, nas areas mais criticas para a seguranca nacional do seu pais – Iraque, Afeganistao, Paquistao, Israel, Palestina – que tanto sofreram com as agressivas politicas da administracao Bush? Querera isso dizer que a Europa devia gostar menos de Obama por isso, ainda que ele tenha uma politica externa efectivamente mais favoravel a um mundo multipolar e pacifico, menos agressivo e imperial?
JMA diz tambem que Obama ‘e o candidato “que menos fala de um regime internacional pós-Kyoto”. Serio? Entao porque eh que tem, entre as cerca de 20 (20!) propostas concretas de politica energetica e ambiental estas duas perolas:
“Create New Forum of Largest Greenhouse Gas Emitters: Obama will create a Global Energy Forum — that includes all G-8 members plus Brazil, China, India, Mexico and South Africa –the largest energy consuming nations from both the developed and developing world. The forum would focus exclusively on global energy and environmental issues.
Re-Engage with the U.N. Framework Convention on Climate Change: The UNFCCC process is the main international forum dedicated to addressing the climate problem and an Obama administration will work constructively within it.”
E John Mcain, que Marques de Almeida ve tao perto das preocupacoes ambientalistas e multilaterias da esquerda Europeia? Ah, pois eh, quase me esquecia – McCain nao tem sequer uma componente ambiental na sua seccao de focus issues.
Sera que JMA se deu pelo menos ao trabalho de ir ao site de campanha de Obama e ler os discuros e posicoes do candidato, bem explicitas e numerosas, em relacao as supostas falhas nas areas da politica internacional e do ambiente que lhe sao imputadas? Suspeito que nao. Mas JMA continua a empregar estas falacias logicas para avancar o seu argumento parcialisimo. JMA eh um cientista social de renome, professor universitario com um doutoramento pela London School of Economics – e diz-se (pelo menos na pauperrima cena nacional portuguesa) expert e comentador em politica externa norte-Americana. Portanto recuso-me a acreditar que JMA diga estas coisas por ignorancia, por falta de leitura, por pura incompreensao. Nao, JMA esta a a fazer o que com certeza lhe avisaram lah por Londres que eh mah pratica academica – cherry picking, isto eh, escolher certos temas e certos factos que suportam um argumento previo de preferencia pessoal, e ignorar ou activamente descartar dados e factos contrarios
Obama eh filho de um Kenyano, Americano de segunda geracao, que viveu na Indonesia e foi educado em escolas islamicas, tem por nome Barak Hussein, foi um lider da nova geracao dos direitos civis negros, subiu a pulso ate se tornar um dos melhores alunos da escola de direito de Harvard, e tem uma historia legislativa de brutal sucesso em termos de etica governativa, anti-corrupcao e transparencia, seguranca social e cobertura medica – e eh o unico candidato que desde o comeco se mostrou contra a guerra no Iraque. JMA compara este homem com George Bush Jr. e o que ve? Semelhanca cultural. Sim senhores. Ou eh miopia intelectaul da mais grave estirpe, ou desonestidade intelectual com segunda intencoes ideologicas. Infelizmente, suspeito que seja o ultimo caso.
February 13th, 2008 at 12:46
Confesso - não consigo ler textos em que se substitua o “é” por “eh”. Fiquei logo com o estômago revolvido.
February 13th, 2008 at 13:06
Caro Igor: não sabes o que perdes.
Mas talvez tenhas razao: eh melhor ignorar os que escrevem diferentemente.
February 13th, 2008 at 13:18
Além do mais, a Billary Sapatão não merece ganhar. Quando uma mulher ganhar pela primeira vez a Casa Branca espero que seja uma verdadeira MULHER, e não uma fufa ao seviço dos nazi-sionistas. E não abram a boca. O Bill disse dela a uma amiga: ” Honey, she’s probably eaten more pussies than I” . Got it ?
February 13th, 2008 at 13:23
Peco imensa desculpa aos leitores, mas estou a escrever isto a partir da Alemanha, num computador recem-comprado que vem com um barbaro teclado sem acentos nem cedilhas. Ao Igor em particular peco desculpa, espero que perdoe aos alemaes a falta de diacritocs e de hardware multicultural, e sobretudo que consiga ultrapassar a sua revulsao ortografica para depois me criticar pelo conteudo, que sempre eh uma coisa mais substancial.
Abraco,
D
February 13th, 2008 at 14:50
Daniel Pinéu: pode acusar-me de muitas coisas, mas de multiculturalismo não; não sou conservador, logo, não alinho em relativismos.
February 13th, 2008 at 15:11
Constantino: isso é um moralismo algo despropositado a algo como a escrita. Mais ainda, não se trata de preconceito: trata-se de impossibilidade física.
February 13th, 2008 at 17:04
Eu reconheço que me acontece a mesma coisa e se torna difícil ler textos com erros ortográficos, mas percebo a explicação avançada por Daniel Pineu. O texto é aliás bem feito e tem bons argumentos, excepto quando passa da opinião para o comentário valorativo sobre a opinião alheia, no caso do meu amigo JMA. A opinião de que Obama e Bush são comparáveis não é um exclusivo do colunista do DE.
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