Thursday, February 14th, 2008...17:56

Um pouco menos de entusiasmo, sff

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A notícia que a economia portuguesa cresceu 1.9% em 2007 foi recebida de forma entusiástica por José Sócrates. Existem algumas razões para tal. É a maior taxa de crescimento desde 2001.

Deixando de lado a questão relativa a quem é devido o mérito pelo resultado deste ano (ou a culpa pelo dos anos anteriores) parece que o PM padece de um grave alheamento da realidade quando afirma queo crescimento do PIB português em 2007 (…) mostra que Portugal reagiu bem às incertezas e dificuldades que a crise do ’subprime’ veio colocar às economias mundiais.“.

Pela mesma lógica se poderia afirmar que EUA (2.2%), Espanha (3.4%), Reino Unido (3.1%) e os países da Zona Euro (2.7%), para diminuir a excitação com os nossos “entusiasmantes” 1.9%, também revelaram ter superado a crise do “subprime”.

O problema, para nós e para Sócrates, é que as verdadeiras dificuldades surgirão no corrente ano. Todos os organismos internacionais reduziram já de forma significativa as previsões de crescimento para 2008. E convém lembrar que em Espanha (de que dependem cerca de 30% das nossas exportações e onde trabalham dezenas de milhares de portugueses) as perspectivas não são nada animadoras.

3 Comments

  • ainda me lembro quando em 2005 disse que um crescimento anual de 0,3 era uma boa noticia. e disse aquilo sem se rir…

  • Sinceramente, muito tenho ouvido sobre a chegada de dificuldade no corrente ano. Estou curioso… será que há realmente motivos para acreditar que chegarão mesmo dificuldades ou será que pegou moda prever para este ano a chegada das tais dificuldades?

    É importante referir que o meu domínio da economia está bastante longe de ser um motivo de orgulho para mim. Porém, decidi deixar aqui esta dúvida. Gostaria de saber as opiniões dos que sabem mais que eu. Mas fundamentadas, por favor! Para não corrermos o risco de seguir a moda…

  • […] indo. À portuguesa. O Benfica lá conseguiu ganhar 1-0 aos alemães do Nuremberga e, como lembra o Miguel Noronha, a economia portuguesa lá cresceu 1,7 por cento. Razão de imenso regozijo para o […]

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