Friday, February 15th, 2008...17:53

Porque há histórias e homens que devem ser recordados

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Gaspar Castelo-Branco, assassinado há 22 anos pelas FP-25 de Abril.

8 Comments

  • Caro Paulo,

    Lembro-me muito bem desta “tragédia” e é por isso que aínda hoje sinto vómitos quando vejo gente como a Isabel do Carmo em programas de televisão a ser provovida como a grande educadora sobre hábitos alimentares (lembrou-se que era Endocinologista aos 40 anos), ou o canalha do Otelo a ser olhado com bonomia, ou finalmente o pulha do Mouta Liz a ser convidado para colóquios na Gulbenkian promovidos pelo “Grande Timoneiro” da democracia portuguesa (Mário Soares). Desta gente nunca ouvi um pedido de desculpas. Eu não me esqueço destes terroristas e por mim estariam todos em lugar apropriado, mas coitadinhos, foram apenas os excessos provocados pela utopia.

  • -Os terroristas e ladrões das FP-25, nunca tiveram por parte das autoridades portuguesas o tratamento merecido, a prisão, onde ainda muitos deveriam estar. O mais vergonhoso, foi que o então Presidente da República tanto quis libertá-los, porque era uma vergonha para Portugal manter algumas pessoas presas por motivos políticos. Nem ás famílias ou aos portugueses, esses canalhas algum dia pediram desculpa, ou manifestaram algum sinal de arrependimento. Tudo boa rapaziada essa escumalha revolucionária, pena que Portugal não tenha tido políticos com a coragem e determinação duma Margaret Tatcher, que mostrou ao mundo, como lidar com animais…

  • As FP25 de Abril não têm desculpa, mas estes. “O Exército de Libertação português (ELP) agradece a todos aqueles que, no CDS, PPD, PDC, igrejas, paróquias, bancos, etc., ou em iniciativas de carácter privado, têm apoiado a nossa justa luta, criando um clima propício para a nossa entrada em acção com o fim de limpar o País de todos os cães comunistas e traidores, que nos tentam impedir de sermos o que sempre fomos e de dispormos de nós como muito bem entendemos.”

    O panfleto, de Agosto de 1975 - “por motivos de segurança foi tirado um número muito reduzido deste comunicado” -, tinha ainda um “obrigado” a Soares, “por nos teres facilitado as coisas desta maneira”. E acrescentava “És um tipo porreiro! Fica prometido que terás bandeira a meia-haste quando morreres… com um tiro na nuca!”

    MDlp. O movimento que Spínola não quis que se chamasse Frente de Salvação Nacional, formado a 5 de Maio e oficialmente dissolvido a 31 de Março do ano seguinte, além da cumplicidade além-fronteiras e células nas comunidades emigrantes nos Estados Unidos e na Venezuela, relacionou-se com a FNLA, participando na guerra da independência de Angola e recebendo armas de Holden Roberto. Kenneth Maxwell escreve que “o MDLP afirmava ter uma força de combate de 1000 homens a postos, em Espanha, cuja presença era consentida pelas autoridades” franquistas. “Moss lamentava que isto parecesse ’ser quase completamente ignorado pela agência [CIA] e pelos serviços congéneres da Europa Ocidental’.”

    Difundiram folhetos a pugnar pela “organização das freguesias em autodefesa”, coordenadas pelas Brigadas Anti-Totalitárias (BAT) “Quando ouvires os sinos da tua freguesia tocar a rebate, vem para a rua com as armas que tiveres: caçadeiras, pistolas, picaretas, enxadas ou gadanhas”. Noutro papel, explicavam que “é urgente prepararmo-nos para desencadearmos por todo o Portugal uma cruzada branca contra a opressão vermelha, contra o comunismo estrangeiro, usurpador, opressor e ateu”.

    Alpoim Calvão assume as bombas do MDLP até ao 25 de Novembro. “Antes disso, podem dizer que fui eu que as mandou pôr, a todas, que eu não desminto. Depois disso, nem uma”, garantia, a 13 de Fevereiro de 1994, numa entrevista ao Público, que integra o arquivo do Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra”

    Também, não.

  • Paulo Pinto Mascarenhas
    February 15th, 2008 at 20:28

    Diz-me a fonte, José Manuel Faria? Eu sou contra todos os tipos de terrorismo, JMF, mas julgo não ser comparável sobretudo em termos de vítimas mortais, ao que se saiba.

  • O ELP não fez terrorismo. Limitou-se a organizar a resistência ao totalitarismo. Atacou alvos legítimos e bem identificados.
    Gente boa e patriota que caminha pela vida de cabeça erguida.
    Sempre caminhou.

  • E se voltasse a haver um perigo semelhante ao que Portugal correu na altura, os totalitaristas podiam contar com a luta destes e de outros terroristas.
    Como eu, por exemplo.

  • http://dn.sapo.pt/2005/08/17/nacional/a_cruzada_branca_contra_comunistas_e.html

    José Carmo não é guerrilheiro urbano, é mesmo terrorista, ainda bem.

  • Aos “terroristas”, falta acrescentar as quase 3 centenas de comandos que largaram as suas famílias, empregos e terras e voltaram a vestir a farda. Foram esses escassos homens quem derrotou os comunistas e, nas horas de chumbo do 25 de Novembro, voltaram a trazer este país para o carril da democracia.

    Tb estavam no Elp e no MDLP.
    Francisco Van Úden, oficial comando e príncipe da Casa de Bragança, era um deles.

    E não tenha dúvidas, meu caro, de que se comunistagem não fosse escorraçada em 25 de Novembro, toda esta gente sairia para a luta.

    E sairá, se for necessário. A Associação de Comandos ainda existe…

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