Thursday, February 21st, 2008...15:43

O Estado da Justiça, o pior problema português

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Dizer que a Saúde e a Educação em Portugal estão de boa saúde é um evidente exagero. Porém, se alguma coisa aconteceu de bom nestes últimos 30 anos foi exactamente nestes dois campos. Como já aqui escrevi, o sistema educativo público foi o maior factor de crescimento da coesão social e o nosso sistema de saúde pede meças a qualquer sistema europeu similar. As coisas estão longe de estar bem mas foram dados passos importantes nas últimas décadas.

No caso da saúde, as modificações sóciodemográficas, migrações internas e envelhecimento da população por exemplo, foram razoavelmente tratadas sem que o sistema entrasse em ruptura. O caso muda completamente de figura no que diz respeita à Justiça. Fenómenos socioeconómicos recentes conduziram a uma situação (ver artigo de João Mota Campos hoje no Público) que não obteve resposta minimamente satisfatória por parte do Estado.

Quando pensamos no volume de conflitos provocados por falta de pagamento de facturas de telemóvel, serviços de internet, televisão por cabo, crédito ao consumo, crédito hipotecário ou outros fenómenos económicos recentes e o que foi feito para evitar que estas novas problemáticas encharcassem os tribunais começamos, na minha opinião, a levantar o véu da desgraça.

Será esta a verdadeira razão? Não sei, mas tenho poucas dúvidas que contribui e muito para o actual estado de coisas.

(Pedido especial: caro Nuno Garoupa, que tal um textito sobre o assunto?).

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