Friday, February 22nd, 2008...0:02

Na América

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Há pouco, na FLAD, Eduardo Lourenço dizia que a construção do cinema é a construção da própria América.  Que o cinema é uma segunda voz constante, presente e futuro.

Nos últimos anos, têm sido feitos filmes bons sobre o presente americano. Vem-me à memória o Good Night and Good Luck, o Charlie Wilson’s War mas também o In the Valley of Elah, que vi ontem à noite. Filmes que são uma segunda voz, em toda a sua liberdade. Com uma matriz mais ou menos de esquerda, uma agenda mais ou menos explícita. Mas, sobretudo, honestos, recusando embrutecimentos massivos. É isto que faz do cinema americano um cinema universal: não as teorias sobre imperialismo cultural, linguístico, o que seja, mas a possibilidade da escolha da perspectiva. Para quem faz, e para quem vê.

5 Comments

  • espero que os afro e os latrinos não estrague o património que receberam

  • […] the Valley of Elah, o filme que Ana Margarida Craveiro foi ver hoje, tem honras de crítica principal do melhor crítico de cinema de Portugal e […]

  • Filipe Abrantes
    February 22nd, 2008 at 1:22

    O cinema, como grande parte da dita “arte”, é essencialmente moralista, baseado em emoções e mensagens épicas. A tese do E.Lourenço, a ser verdade, é assim mais uma confirmação de que o caminho que tem tomado a América não é o melhor.

    A Ana citou três filmes tipicamente esquerdistas para provar que, como é?, a esquerda americana é honesta e recusa embrutecimentos? A Susan Sarandon e o George Clooney no pelotão da frente da intelectualidade, pois sim, faz sentido.

  • Filipe Abrantes
    February 22nd, 2008 at 1:24

    esquerda como garante de honestidade e inteligência…

  • Carlos E.P. Sacramento
    February 22nd, 2008 at 8:55

    A Susan Sarandon e o George Clooney (LOL). Mais moralistas e dificil.

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