Wednesday, February 27th, 2008...0:30

Ensinar a História

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Primo Levi

Putin lançou, em Setembro de 2007, um novo manual para o ensino da História nas escolas russas. É apenas a versão dos professores, que deverão estudar a “nova” História, de modo a transmiti-la aos alunos, que terão os seus novos manuais escolares no início do próximo ano lectivo. Entre as novidades previsíveis – Estaline como grande herói, a vitória na IIª Guerra Mundial e na Guerra Fria – há também a ausência de referências ao Holocausto, essa conspiração ocidental para a criação de Israel.
Por isto, e por razões ainda maiores, há livros que deviam ser obrigatórios nas nossas escolas. Se isto é um Homem de Primo Levi é um deles. Quando no prefácio, Primo Levi escreve “que possa a história dos campos de extermínio soar para todos como um sinistro sinal de alarme”, ele assinala a responsabilidade que reside nos ombros das gerações futuras. De saber e de partilhar. Um dever de memória. Depois do Irão e agora da Rússia, este sinal de alarme tem de voltar a soar.

5 Comments

  • Tem de soar, sem dúvida, Alexandre. Obrigado por lembrá-lo.

  • “bate levi, levi mente, como quem chama por alguém”

  • … Não se esqueça da reescrita da História feita nalguns Lande da Alemanha e na Áustria, sobretudo dos periodos do III Reich e da Républica de Weimar … Não é só nesses “países suspeitos” que estes cozinhados acontecem.
    Jà agora, sem querer comparar a importância das questões, como são ensinados a consolidação da conquista da India por Afonso de Albuquerque, em Portugal, e o periodo da fundação do estado de Israel, a crise do Suez e a Guerra dos Seis Dias là para os lados de Telavive ?

  • […] blogue atlântico » Blog Archive » Ensinar a História Putin lançou, em Setembro de 2007, um novo manual para o ensino da História nas escolas russas. É apenas a versão dos professores, que deverão estudar a “nova” História, de modo a transmiti-la aos alunos, que terão os seus novos manuais escolares no início do próximo ano lectivo. Entre as novidades previsíveis – Estaline como grande herói, a vitória na IIª Guerra Mundial e na Guerra Fria – há também a ausência de referências ao Holocausto, essa conspiração ocidental para a criação de Israel. Por isto, e por razões ainda maiores, há livros que deviam ser obrigatórios nas nossas escolas. Se isto é um Homem de Primo Levi é um deles. Quando no prefácio, Primo Levi escreve “que possa a história dos campos de extermínio soar para todos como um sinistro sinal de alarme”, ele assinala a responsabilidade que reside nos ombros das gerações futuras. De saber e de partilhar. Um dever de memória. Depois do Irão e agora da Rússia, este sinal de alarme tem de voltar a soar. […]

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