Tuesday, March 4th, 2008...14:46
Lusitânia MEP
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Desconfio que tal como aconteceu com o Lusitânia Express, também o novo partido de Rui Marques - o Movimento Esperança Portugal - nunca chegará a bom porto.
Desconfio que tal como aconteceu com o Lusitânia Express, também o novo partido de Rui Marques - o Movimento Esperança Portugal - nunca chegará a bom porto.
9 comentários
categoria Nacional Texto de Paulo Pinto Mascarenhas

9 Comments
March 4th, 2008 at 15:25
Caro Paulo,
parece-me comparação injusta, pois que o Lusitânia Express apenas se poderá considerar um grande sucesso, em termos de marketing politico.
Foi uma iniciativa muito bem organizada em termos de mobilização da comunicação social, cumpriu os objectivos que se propunha que eram o de chamar a atenção nacional e internacional para a questão timorense. Mobilizou meios, envolveu pessoas, organizações e mesmo as massas, teve frutos visíveis pelo militantismo renovado da causa timorense no pós-lusitânia o que constituiu fermento essencial para o que se veio a passar mais tarde.
(aliás, não inventaram nada, usaram os meios possíveis numa acção tipicamente «à greenpeace»….).
Nota 1: nada tive a ver com tal iniciativa.
Nota 2: o MEP de facto é politicamente totalmente incompreensível. Embora seja de notar parece indiciar um momento em que quem pretenda dedicar-se á politica se apercebeu que não valerá a pena apostar nos actuais partidos. O que é bom sinal.
March 4th, 2008 at 15:43
Gabriel, acompanhei na altura o Lusitânia e a sua viagem quando era jornalista. Uma jornalista da casa foi na viagem. A operação de marketing de que falas funcionou sobretudo a nível interno, como factor de comoção nacional. Não me parece muito sinceramente que tenha sido fermento do que se veio a passar depois, mas mais uma entre diversas iniciativas.
Quanto a ser bom sinal não valer a pena apostar nos actuais partidos, também duvido, sobretudo quando se trata de criar mais do mesmo centrismo.
March 4th, 2008 at 15:57
Hoje à saída da faculdade também estavam a distribuir uns panfletos de uma coisa chamada movimento mérito e sociedade; duvido realmente que este tipo de movimentos possa ter algum tipo de influência num país em que o Estado é totalmente controlado pelos partidos e em que a sociedade civil não tem expressão nem força.
March 4th, 2008 at 16:08
Caro PPM,
discordo da sua opinião, sobre que porto atingiu o Lusitânia.
À parte a emotividade da empresa foi das iniciativas mais criativas e independentes da última metade do século vinte.
E que excelente nota 2 do Gabriel Silva.
No meio desta agitação o que é preocupante é a falta de resposta da direita.
Não há direita em Portugal?
March 4th, 2008 at 16:26
-O BE não foi verdadeiramnente um novo partido, pois resultou da fusão do PSR com a UDP, que estavam regularmente próximos de conseguir eleger um deputado. Somados os votos conseguiram-no, em qualquer caso ainda é um partido muito débil ao nível do poder local, falta implantação no terreno fora dos grandes centros urbanos.
-O PRD, numa época já distante, constituiu um fenómeno, mas de efémera duração, e contava com o apoio de Eanes, após 2 mandatos presidênciais, aproveitou um curto periodo de desnorte nomeadamente no PS, depois PS e PSD engoliram-no, todas as suas figuras ingressaram no bloco central ou afastaram-se da política.
-A ND é outro caso, apesar de Manuel Monteiro gozar de alguma notoriedade, nunca conseguiu votações verdadeiramente importantes.
-Não por acaso, Manuel Alegre, tal como Salgado Zenha no passado, percebem que uma coisa é discordar e marcar território dentro dum partido, outra completamente diferente é criar uma estrutura a partir do nada.
-Costuma-se dizer, que para liderar os partidos é necessário percorrer o circuito da carne assada, para criar um novo partido é ainda necessário mais trabalho, é preciso comprar a carne e o fogareiro, e contratar o assador, nas mais diversas regiões do país, não basta uma conversa de amigos que não se revêm nas propostas actualmente existentes. Veremos, mas desde já aposto que todas estas manifestações de intenções, não passarão disso mesmo.
March 4th, 2008 at 20:25
[…] Paulo Pinto Mascarenhas: “Lusitânia MEP […]
March 4th, 2008 at 22:04
JN,
«Não há direita em Portugal?»
por certo em todos os partidos os há. Mas ser de «direita» (e já agora de «esquerda»), significa ao certo quê? Que politicas defendem?
«subsidios para os agricultores», «nem um centro de saude fechará», aumentar as verbas para a rtp,?… tá certo….
Se calhar tem razão Rui Marques, é tudo social-democrata, uns «entre» o psd e o ps, outros por ali perto..
March 4th, 2008 at 22:07
«Caro Paulo,
Quanto a ser bom sinal não valer a pena apostar nos actuais partidos, também duvido, sobretudo quando se trata de criar mais do mesmo centrismo.»
sim, concordo que não é grande perspectiva. Mas o meu ponto não era esse, mas sim que mesmo para isso, já nem sequer entendem ser melhor entrar nos actuais partidos.
March 5th, 2008 at 9:14
A questão é que algo tão vazio não tem ponta por onde se lhe pehue.
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