Wednesday, March 5th, 2008...17:42
Alhos e bugalhos
Este Atlântico não põe em questão nem, muito menos, nega a existência de subsídios a diversas organizações da sociedade civil nos Estados Unidos (o exemplo não era meu, sequer). Longe disso. Mais, todos sabemos (há quem finja que não sabe) que tanto o Governo Federal como os estaduais subsidiam, por exemplo, a produção cultural ou organizações de direitos humanos.
O João ou não percebeu o contexto em que escrevi isto ou percebeu e não concorda.
O que eu quis dizer era tão simplesmente que mal estamos se necessitamos do Estado para nos organizarmos nos mais pequenos aspectos da vida social.
Convirá acrescentar, no entanto, que a questão dos subsídios tem de ser analisada no contexto da comunidade de que queremos falar, do seu enquadramento legislativo, dos direitos e deveres das organizações, do controlo político - e em muitos mais aspectos.
Apoiar o subsídio estatal a uma qualquer entidade só porque nos Estados Unidos ou no Burkina Faso também se faz é enviesar completamente a discussão.
(já agora, não se consegue aceder ao PDF).

1 Comment
March 5th, 2008 at 18:06
Pedro,
Aquilo que percebi do seu texto foi que o Pedro acha que os “Ingleses e os Americanos”, ao contrário dos Portugueses, são capazes de se organizar sem o “bendito Estado”. Talvez o tenha percebido mal, mas foi isto que retive do segundo parágrafo do seu post.
Folgo em saber que o Pedro reconhece que o governo federal e os estaduais, nos Estados Unidos, subsidiam a “produção cultural ou organizações de direitos humanos”. Mas, de facto, vai para além disso. E sem esse tipo de subsídios, muitas das organizações da sociedade civil não poderiam de todo, ou em parte, prestar os serviços que prestam.
Agora, é igualmente verdade que essas organizações são criativas e procuram formas de financiamento para além do Estado. Talvez seja isso que falta às organizações da sociedade civil, em Portugal: uma não dependência exclusiva daquele.
Abraço,
João
Leave a Reply