Thursday, March 6th, 2008...19:23

Yes, We Can

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As figuras pop, por mais ocas que normalmente sejam, têm sempre muitos adeptos por esta Europa fora. Então quando o histerismo se apodera das pessoas está criado um caldo para o ridículo. Primeiro conselho: convém ir com mais calma quando olhamos para os nossos ídolos, eles mais cedo ou mais tarde acabam por nos desiludir. Depois pode ser tarde para rasgar os posters das paredes do quarto e entrar numa vida relativamente saudável.

Serve este alerta amigo para vos pôr a par de uma ideia de política internacional que o Sr. Obama anda a magicar, para já em relativo segredo. Ou pelo menos fora do alcance dos seus fãs que preferem o hip hop dos seus vídeos e essa mágica palavra tão sumarenta que é change.

Escreveu Barack Obama em Agosto último, nas páginas da revista Foreign Affairs: “temos de considerar o uso da força militar em circunstâncias além da auto-defesa. Não hesitarei em usar a força, unilateralmente se necessário, para proteger o povo americano ou os nossos interesses vitais sempre que formos atacados ou estivermos sob ameaça iminente” (p. 7). Palavras de George W. Bush, esse belzebu do Texas? Não. Palavras do mais recente ícone europeu, Barack Hussein Obama. Aqueles que tanto massacraram “o” Bush por tiradas como esta, agora querem Obama na Casa Branca, porque…sim. Porque lhes permite “voltar a sonhar” e outras tangas do género.

Vale a pena, pelo menos, sublinhar, que ao contrário de Bush (o seu programa externo em 2000 estava longe de se confundir com o que depois foi sendo posto em prática) Obama assume-o. Ou assumi-lo-á. Porque, quer queiramos ou não, o evangélico é ele. Mas isso agora já não interessa nada, claro.

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