Friday, March 7th, 2008...16:59
Distinguir
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No fundo, há reservas muito legítimas em falar da dupla Sócrates/Menezes ou mesmo, passando para a estratosfera, das eleições americanas. De facto: porquê, de graça? (Eu perdi a paciência.) Não há nenhumas em relação a falar do ataque à escola talmúdica em Jerusalém, sobretudo quando imensa gente, quando o refere, fala logo da situação em Gaza. Aí está o essencial: o que permite verdadeiramente dividir. E pensar. E distinguir.

8 Comments
March 7th, 2008 at 18:01
Dividir. Pensar. E distinguir. O Paulo Tunhas está mui analítico. Acha mesmo que faz sentido falar do massacre na escola talmúdica sem estabelecer qualquer relaçao com Gaza? Tentar compreender não implica perdoar. Está implícito no seu post que acha o contrário. Portanto o Paulo Tunhas deve achar que o massacre é causado pelo Mal. Estarei enganado? E o mal é o quê? será uma substância metafísica que anima as mentes dos palestinianos. Os seus absolutos deixam-me perplexo
March 7th, 2008 at 18:20
É o velho “mas” da questão, caro Paulo.
March 7th, 2008 at 18:43
Caro João Galamba,
Sou mui analítico. E o “Mal” não é nenhuma substância metafísica. Perdoar-me-á que diga as coisas simplesmente: são os actos dos criminosos.
March 7th, 2008 at 18:51
Pois. Falta-lhe é ser sintético: intuitions without concepts are blind, já dizia o outro.
March 7th, 2008 at 19:06
Primeiro: Kant não escreveu em inglês.
Segundo, se quiser saber: são as intuições que estão em jogo nas sínteses, antes de tudo o mais, no pensamento do referido Kant.
Terceiro: não estou com disposição para garridices, nestas matérias.
Cordialmente,
Paulo Tunhas
March 7th, 2008 at 19:57
Trocado por miúdos: está satisfeito com a sua posição e acha que eu não tenho razão.
E já que falou disso: e o esquematismo não sintetiza os conceitos e as intuições? Olhe que há quem diga que é a imaginação a verdadeira faculdade sintética. Peço desculpa pela insistência nas garridices
Cumprimentos,
João Galamba
March 7th, 2008 at 21:19
Caro João Galamba, condenar incondicionalmente o terrorismo não significa que se ignorem as complexidades da história ou do contexto político, mas sim que nada disso pode justificar actos terroristas, independentemente da solidariedade que se possa ou não sentir pelas causas subjacentes, como parece ser o seu caso.
Está errado, evidentemente, mas nem sequer vale a pena discutir isso agora.
Lutar por causas é legítimo, mas a luta não pode ir aos extremos do niilismo. Até as guerras tem regras , regras essas que o terrorismo escavaca sem qualquer escrúpulo e sem qualquer racionalidade subjacente.
O terrorismo define-se pela natureza do acto, e não pela identidade de quem o pratica ou pela natureza da causa que diz defender.
É um mal em si. Um mal absoluto que não se pode relativizar, como vem fazendo a má-fé esquerdista, que nesta matéria argumenta sempre da mesma maneira: “Condenamos o terrorismo, mas…..”
Não há “mas” nesta matéria.
March 7th, 2008 at 22:50
Caro João Galamba,
(A propósito de Kant.) Não se lhe pode esconder nada.
Paulo Tunhas
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