Saturday, March 8th, 2008...1:20
Pesadelo em 2009
Convenhamos que neste momento José Sócrates ainda é o mal menor. As coisas podem sempre piorar. Vejamos alguns dos cenários alternativos:
a) As manifestações de professores tornavam-se insustentáveis politicamente para José Sócrates no PS, que se via obrigado a demitir a ministra da Educação. Apesar de colocar no seu lugar um(a) ministro(a) escolhido(a) por Manuel Alegre, não conseguia estancar a contestação e via-se obrigado a pedir a demissão, com a convocação de eleições antecipadas. Com o vazio no poder no PS e no país - caso Cavaco Silva não resolvesse indicar um Executivo de iniciativa presidencial - Manuel Alegre concorria como candidato a primeiro-ministro, nunca negando a possibilidade de, em caso de maioria relativa, se aliar ao Bloco de Esquerda. De Louçã ou/e Miguel Portas (Daniel Oliveira poderia ser secretário de Estado da Cultura neste último caso).
b) Tudo isto se passava com mais ou menos um dos episódios, mas nas eleições antecipadas - ou em 2009 - o PSD de Luís Filipe Menezes ganhava as eleições, ou era simplesmente o mais votado, pela diferença mínima que fosse sobre o PS. Caso Cavaco Silva alguma vez o empossasse - e com a alta probalidade de o CDS não fazer parte de uma coligação - procurava governar sozinho, ou talvez aliar-se ao PCP ou à Frente Comum. Ribau Esteves e Marco António seriam ministros de Estado.
c) Perante o caos, Cavaco Silva iniciava um período de governos de iniciativa presidencial. Talvez reempossando José Sócrates como primeiro-ministro.
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Revistos alguns dos cenários alternativos e a realidade não é de admirar que os empresários ou os gestores - e os portugueses, maioritariamente - prefiram que isto continue como está, “deixe lá o Sócrates sossegado!” Os professores que se aguentem, pá! Mas mantendo a atitude passiva e continuando encostados ao Estado pode ser que todos se enganem e o pior dos pesadelos se possa realizar em 2009.

6 Comments
March 8th, 2008 at 12:45
-Quanto tempo se aguentará Menezes na liderança do PSD? Essa é a questão! E o CDS-PP? Para lá da inquestionável boa perfomance parlamentar, quando é que começa a falar para os portugueses? É que nitidamente o discurso não passa…
March 8th, 2008 at 13:27
E se simplesmente o Presidente da República intermediasse as negociações entre sindicatos de professores e a Ministra da Educação?
E se o Primeiro-Ministro fizesse um discurso de humildade e de união em torno da necessidade de reformas?
E se simplesmente se reatasse o diálogo em vez do exercício de maioria absoluta com contornos ou tiques autoritários?
Muito da polémica e da contestação advêm não da substância, mas sim da forma como as reformas são anunciadas. A maioria da população concorda com a maior parte das iniciativas do Governo. Contudo, são apresentadas contra as pessoas, vilipendiando classes profissionais, seguidas de medidas chamadas de inclusão que não são mais do esmolas.
March 8th, 2008 at 20:46
E se Sócrates pedisse a demissão e se recandidatasse? Ganhava e depois quem o aturava?
March 8th, 2008 at 21:33
Vai ser a) mas com Antonio Costa para primeiro ministro e so’ em 2009. O que ele tem feito em Lisboa e’ preparar isso mesmo. Costa vai estar em muito boa posicao para unir o PS com os Alegristas e parte ou a quase totalidade do BE. Concordo com o Daniel Oliveira a Sec. Est. Cultura, se bem que na semana passada o Daniel descaiu-se no Arrastao e disse que nao tinha talento para ministro. Ou seja, o que ele quer mesmo e’ ser ministro. So falta uma saida airosa para Socrates. Um Alto Comissariado Internacional, etc… uma coisa que permita a Socrates praticar o Ingles…
March 8th, 2008 at 21:51
Ver comentario de Daniel Oliveira 4 Mar 2008, ‘as 06:47.
http://arrastao.org/bloco-de-esquerda/o-pecado-do-poder/
March 8th, 2008 at 23:58
Portugal importa 80% da comida, 80% da Espanha onde os salários são mais elevados.
a magistratura, a saúde, a instrução pública andam de rastos.
os políticos são uma praga, os comissários políticos e bufos são mais devastadores que a marabunta. o monstro é a piranha que devora os contribuintes.
reparem o erro histórico de 1640: entreguem a república aos espanhóis
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