Sunday, March 9th, 2008...21:19

Público e notório

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No Sol desta semana, Vicente Jorge Silva retoma com mais ou menos argumentos a tese de Daniel Oliveira sobre o Público. Tipo velhos do Restelo, reclamam que dantes, quando era de esquerda - neo-socialista, entre a utopia e a irrealidade - é que era bom: que existe o Público sem pecado original dos primórdios da fundação e o Público destruído pela direcção de José Manuel Fernandes. Um Público - lá vem o chavão - que é agora neoconservador, coisa que eles não explicam muito bem o que é, para além do apoio de JMF à intervenção no Iraque - e pouco mais. Vicente Jorge Silva que me perdoe, mas uma vez mais é uma questão de mau perder. Olhe-se gráfica e editorialmente para o diário de 1990 que nunca saiu - ou para todos os que foram dirigidos por VJS - e para o Público de hoje, e qualquer pessoa com dois dedos de testa percebe claramente que estamos perante um jornal muito melhor, mais pluralista - DO chama esquizofrenia ao pluralismo -, mas também muito mais profissional e completo.

4 Comments

  • Paulo,
    Relembra-me a Atlântico não foi distribuida pelo Público, já na gestão de José Manuel Fernandes?
    E já agora, para além da Atlântico e da revista do João Carlos Espada, o muito plural Público distribuiu ou disponiblizou-se para fazer o mesmo a alguma publicação de esquerda?
    Eu lembro-me que foi proposto ao Público distribuir as discussões do primeiro Fórum Social Português e a pessoa contactada recusou liminarmente, dizendo que não estava na orientação editorial do jornal.

  • Paulo Pinto Mascarenhas
    March 9th, 2008 at 22:12

    É verdade, Nuno, foi, mas não me parece comparável a Atlântico com as discussões do primeiro Fórum Social Português. A abrangência da discussão parece-me diferente: na Atlântico de então foi entrevistado o Manuel Alegre e ainda hoje escrevem pessoas de esquerda, mesmo que a direita seja maioritária.

  • O Público é irrefutavelmente o melhor jornal português e a inovação que teve nos últimos anos- em termos de grafismo, renovação dos suplementos, criação do segundo caderno, etc- é muito positiva. E continua a ter os melhores analistas políticos do país: Rui Ramos; Pacheco Pereira; José Manuel Fernandes; António Barreto; José Miguel Júdice e o incontornável e indispensável Vasco Pulido Valente.

  • há uns anos no de Gaule foi o único português que se enganou na porta de acesso ao avião

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