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	<title>blogue atlântico</title>
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	<description>o blogue da Atlântico Online</description>
	<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 21:24:41 +0000</pubDate>
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		<title>Nós estamos no Sapo</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 20:53:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[
A partir de hoje, de agora mesmo, não venha mais aqui, porque nós fomos ter com o Sapo, mais precisamente com os blogues do dito. Fomos nós e todos os textos por aqui escritos no WordPress. Depois de intensas negociações, rendemo-nos à evidência do melhor servidor: o Blogue Atlântico encontra-se agora e para todo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://atlantico.blogs.sapo.pt/"></a><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/2319466676/" title="newsapo by unkempt woman, on Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3144/2319466676_718f7ffd14_o.jpg" alt="newsapo" height="400" width="400" /></a></p>
<p>A partir de hoje, de agora mesmo, não venha mais aqui, porque nós fomos ter com o Sapo, mais precisamente com os blogues do dito. Fomos nós e todos os textos por aqui escritos no WordPress. Depois de intensas negociações, rendemo-nos à evidência do melhor servidor: o <a href="http://atlantico.blogs.sapo.pt/" target="_blank">Blogue Atlântico</a> encontra-se agora e para todo o sempre em <a href="http://atlantico.blogs.sapo.pt/" target="_blank">http://atlantico.blogs.sapo.pt/</a>.</p>
<p>* E muito obrigado à <strong><a href="http://jonasnuts.blogs.sapo.pt/" target="_blank">Jonas</a></strong>!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A pedido do Pedro Marques Lopes, um artista português</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 17:27:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><embed src="http://www.youtube.com/v/zN4m3Dz2d7Y" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object></p>
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		<title>Eleições espanholas</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 16:01:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Marques Lopes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Os resultados das eleições espanholas não podiam ser piores: Zapatero ganha sem maioria absoluta e fica dependente de coligações ou acordos com forças políticas que ou não têm uma lógica nacional ou o vão forçar a governar ainda mais à esquerda.
Rajoy sobe o resultado do PP vendo a sua posição, pelo menos, não diminuída. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%">Os resultados das eleições espanholas não podiam ser piores: Zapatero ganha sem maioria absoluta e fica dependente de coligações ou acordos com forças políticas que ou não têm uma lógica nacional ou o vão forçar a governar ainda mais à esquerda.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%">Rajoy sobe o resultado do PP vendo a sua posição, pelo menos, não diminuída. A pior tendência PP sai, assim, reforçada.</p>
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		<title>Um aluno universitário</title>
		<link>http://www.atlantico-online.net/blogue/2008/03/10/um-aluno-universitario/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 15:14:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulot</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Eis uma mensagem: 
.tudo bem professor?a aula toturial pode com certezas ficar na 3feira das 14h as 14:30h?desculpe o incomudo

Convém notar que se trata de um aluno de primeiro ano da universidade, o que desculpa alguma coisa. E &#8220;professor&#8221; está impecavelmente escrito.
 PS: é português, viveu sempre em Portugal, e não é diferente de muitos outros.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eis uma mensagem: </p>
<p><em>.tudo bem professor?a aula toturial pode com certezas ficar na 3feira das 14h as 14:30h?desculpe o incomudo<br />
</em></p>
<p>Convém notar que se trata de um aluno de primeiro ano da universidade, o que desculpa alguma coisa. E &#8220;professor&#8221; está impecavelmente escrito.</p>
<p> PS: é português, viveu sempre em Portugal, e não é diferente de muitos outros.</p>
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		<title>A geração enganada</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 12:52:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[João Marques de Almeida, no Diário Económico:
Para conseguirem falar a esta geração, os partidos de centro-direita têm, antes de mais, que ser modernos, abertos e tolerantes. É o conservadorismo moral que afasta, instintivamente, esta geração da direita e a aproxima da esquerda. Por razões históricas, a direita em Portugal está associada a uma cultura que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Marques de Almeida, no <a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1098786.html" target="_blank">Diário Económico</a>:</p>
<blockquote><p><span class="entradilla"><span><span class="txt">Para conseguirem falar a esta geração, os partidos de centro-direita têm, antes de mais, que ser modernos, abertos e tolerantes. É o conservadorismo moral que afasta, instintivamente, esta geração da direita e a aproxima da esquerda. Por razões históricas, a direita em Portugal está associada a uma cultura que julga e condena antes de tentar compreender. Ora a geração “recibo verde” é tolerante, respeita a diversidade e vive de um modo pouco ortodoxo. Não é um crime, nem um erro, desejar escolher o modo como se quer viver. Não devemos olhar para as pessoas como culpadas por escolherem certos modos de vida com os quais não nos identificamos, mas sim como livres para o fazerem. Julgar e condenar os outros pelo seu modo de vida constitui uma arrogância inaceitável. Ora, em Portugal, a direita cai muitas vezes neste erro. O que não deixa de ser um pouco estranho, tendo em conta a tradição de tolerância nas famílias ideológicas do centro-direita. A consciência da fraqueza e da imperfeição da condição humana e da impossibilidade de a tornar “avançada” é um traço da maioria das correntes liberais e conservadoras. Vive e deixa viver deverá ser um dos princípios condutores da direita. Se assim for e o disserem claramente, a geração adiada começará a olhar de um modo diferente para os partidos de centro-direita.  </span></span></span></p></blockquote>
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		<title>A ler</title>
		<link>http://www.atlantico-online.net/blogue/2008/03/10/a-ler-104/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 11:23:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Menezes e o PSD. Bruno Alves n&#8217; O Insurgente:
Num momento de rara lucidez, Luis Filipe Menezes afirmou que Portugal enfrenta “um vazio complicado”, em virtude de o PS “já não merecer ser Governo”, e o PSD “ainda não o merecer”. De facto, a descredibilização do Governo é notória, tal como é evidente a incapacidade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://oinsurgente.org/2008/03/09/menezes-e-o-psd/" target="_blank">Menezes e o PSD</a>. Bruno Alves n&#8217; O Insurgente:</p>
<blockquote><p><a href="http://tsf.pt/online/portugal/interior.asp?id_artigo=TSF189108">Num momento de rara lucidez</a>, Luis Filipe Menezes afirmou que Portugal enfrenta “um vazio complicado”, em virtude de o PS “já não merecer ser Governo”, e o PSD “ainda não o merecer”. De facto, a descredibilização do Governo é notória, tal como é evidente a incapacidade de Menezes e de o PSD conseguirem captar a confiança do crescente número de descontentes com a acção governamental. A ausência de um pensamento coerente, que permita ao PSD reconhecer, perante os portugueses, os erros do passado, e apresentar-lhes uma alternativa, uma <em>verdadeira</em> alternativa, à receita socialista para o empobrecimento progressivo dos cidadãos, faz com que nem a ruína da ilusão propagandística de Sócrates se traduza num realinhamento das preferências eleitorais num sentido favorável aos laranjas. E se Menezes tem razão na análise que faz ao momento do país e do partido que lidera, isso quer também dizer que o próprio Menezes tem de ser afastado, pois ele é, pela má oposição que faz, um responsável pelo “complicado vazio” português.</p></blockquote>
<p><a href="http://tsf.pt/online/portugal/interior.asp?id_artigo=TSF189108"></a></p>
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		<title>Entrevista a Cavaco Silva</title>
		<link>http://www.atlantico-online.net/blogue/2008/03/10/entrevista-a-cavaco-silva/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 09:59:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Atlantico</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando Aníbal Cavaco Silva celebra dois anos na Presidência da República, republicamos na íntegra a entrevista que concedeu à Revista Atlântico na edição de Dezembro de 2005, era então apenas um dos candidatos presidenciais. A entrevista foi conduzida por Helena Matos, Luciano Amaral, M. Fátima Bonifácio e Rui Ramos. O título actual é da nossa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando Aníbal Cavaco Silva celebra dois anos na Presidência da República, republicamos na íntegra a entrevista que concedeu à <em>Revista Atlântico</em> na edição de Dezembro de 2005, era então apenas um dos candidatos presidenciais. A entrevista foi conduzida por <strong>Helena Matos</strong>, <strong>Luciano Amaral</strong>, <strong>M. Fátima Bonifácio</strong> e <strong>Rui Ramos</strong>. O título actual é da nossa responsabilidade.</p>
<p><a href="http://www.atlantico-online.net/blogue/wp-content/uploads/2008/03/atlantico9.jpg" title="atlantico9.jpg"><img src="http://www.atlantico-online.net/blogue/wp-content/uploads/2008/03/atlantico9.jpg" alt="atlantico9.jpg" height="231" width="180" /></a></p>
<p><strong>&#8220;Confio em que a História não se repetirá e que o Governo completará a legislatura&#8221; </strong></p>
<p><strong>O senhor professor definiu as suas ambições como objectivos realizáveis pelos portugueses. A minha pergunta é: não receia que isso possa ser lido como sinónimo de promessas e consequentemente correr o risco de gerar frustração?</strong><br />
<em>Cavaco Silva</em> – Eu tive o cuidado de dizer que as minhas ambições para Portugal, aquilo que quero para o meu país, não eram promessas, não eram políticas a executar. Eram sim orientações inspiradoras da minha acção, caso fosse eleito Presidente da República. Acho que a primeira coisa que se exige a um Presidente da República, ou a alguém que queira ser Presidente da República, é que tenha uma visão clara quanto ao futuro do país, para os próximos cinco, dez, até quinze anos – pode eventualmente ultrapassar, e normalmente ultrapassa, o período do seu mandato – que  tenha essa visão do futuro e que seja claro, para que os portugueses saibam quais são as balizas da sua acção. E por isso eu tive um grande cuidado, espero que isso tenha sido entendido pela maioria das pessoas, de/em frisar que não estava em causa execução de políticas ou promessas de que eu pudesse garantir a concretização.</p>
<p><strong>Definiu as suas propostas como correspondendo aos anseios dos portugueses. Mas por outro lado deu a entender que seria necessário um factor de pressão externa para as mudanças serem feitas. O que é que se passa para estes anseios não terem correspondido a acções por parte dos políticos?</strong><br />
Eu defini seis grandes ambições. A melhoria da qualidade da nossa democracia, onde incluo também o funcionamento do sistema de justiça, a administração pública, as forças de segurança e até uma comunicação social livre, autónoma, responsável, e uma sociedade civil também autónoma e também com uma cultura ética. Depois, uma segunda ambição que consiste em reencontrar o caminho de aproximação ao nível de desenvolvimento médio da UE e da Espanha. Uma terceira, que é o aumento da qualificação dos recursos humanos, um problema que na minha opinião justifica uma mobilização quase geral dos órgãos de soberania, incluindo o Presidente da República, para tentar corrigir uma situação que é grave. Uma outra que implica a correcção do desordenamento do território, o desenvolvimento cultural, a melhoria da qualidade ambiental. As restantes são a construção de uma sociedade mais justa e mais solidária e tornar Portugal um protagonista activo e credível na cena internacional. Parece-me que as minhas ambições correspondem aos grandes anseios da população, talvez não só de agora mas já de algum tempo, mas que têm dificuldade em concretizar-se. Uma das dificuldades reside nestes ciclos políticos curtos que se têm vindo a verificar em Portugal. Cheguei a pensar, durante o período em que fui primeiro-ministro, de 1985 a 1995, que se tinha entrado numa normalidade quanto a mandatos, e que portanto os ciclos políticos teriam a duração normal dos seus quatro anos e que era possível ter uma perspectiva alargada quanto aos objectivos a alcançar e quanto às políticas a realizar. Mas nós entrámos, nos últimos anos, em ciclos políticos curtos, que prejudicaram de facto que houvesse continuidade das políticas. Posso dizer que há uma única política em relação à qual tem havido uma certa continuidade, porque há um consenso alargado, que é a política externa. Na situação actual, em que temos um governo de maioria absoluta, pensar-se-ia que todas as condições estavam criadas para que essas grandes ambições tivessem resposta. Há no entanto um factor que não se está a verificar, que é o da  confiança. Se não forem as próximas eleições presidenciais a injectar uma dose de confiança na sociedade portuguesa, então interrogo-me qual é o evento futuro que poderá fazê-lo.<br />
Ninguém pense que sem confiança o investimento vai ser feito, ou que os empregos vão ser criados, ou que sem confiança os capitais ficam aqui, ou que os talentos são suficientemente bem aproveitados. Eu acho que o Presidente da República pode desempenhar aqui um papel como factor de confiança e factor de credibilidade.<br />
Por outro lado, o Presidente, não sendo governo nem podendo legislar, deve estar bem consciente daquilo que é preciso fazer para vencer as actuais dificuldades. Isso pressupõe que o Presidente da República, para além de ter uma ideia quanto ao rumo certo para o futuro do país, entenda a envolvente internacional de Portugal, entenda o quadro da globalização, do alargamento para Leste, da pertença à União Monetária Europeia, à zona do Euro. Perceba o nosso posicionamento dentro de uma Europa que neste momento está num impasse, com muitas hesitações. Se o Presidente da República perceber isso, então pode fazer aquilo que eu defino como cooperação estratégica e não apenas cooperação institucional. Por exemplo, se nós reconhecermos que a única forma, neste momento, de nos voltarmos a aproximar do nível de desenvolvimentos dos outros países é reforçar a competitividade das empresas, isso pode ser erguido à categoria de objectivo quase prioritário, como um objectivo nacional. Então, penso que Assembleia da República, Governo, Presidente da República e até partidos de oposição, através de algum tipo de consenso que se estabeleça, podem empenhar-se para consolidar esse objectivo na sociedade portuguesa. É preciso um presidente que entenda tudo isso, que domine essas matérias.<br />
<span id="more-6077"></span></p>
<p><strong>Quer isso dizer que, como Presidente da República, se imagina a receber os sindicatos em Belém? </strong><br />
Sou um defensor da concertação social e contrariamente ao que recentemente se tem dito eu fui o único primeiro-ministro que conseguiu realizar seis acordos de concertação social. Há um livro publicado pelo Conselho Económico e Social que se chama Acordos de Concertação Social em Portugal só tem acordos de concertação social assinados por mim ou por ministros meus. Ora nessas condições eu acho que o Presidente da República não pode fugir a receber as confederações sindicais tal como não pode fugir a receber as confederações empresariais.<br />
Agora, com certeza que o Presidente da República deve ter todo o cuidado em receber sindicatos quando eles estão numa situação de conflitualidade com o poder executivo. Isso é totalmente diferente.<br />
<strong><br />
Voltou a falar no seu desejo de estabelecer uma cooperação estratégica com o Governo. Se for eleito e o Governo lhe apresentar um orçamento que não merece a sua concordância ou se dentro de dois anos o défice público se mantiver insensível, mantém a cooperação estratégica? </strong><br />
Temos que aqui distinguir entre candidatos à Presidência da República que consideram que podem ser eleitos e candidatos que não têm a mínima pretensão de ser eleitos. Aqueles que pensam  que não serão eleitos e que estão apenas no combate partidário, podem responder a tudo. Os outros que pensam que podem ser eleitos acho que eles devem evitar responder sobre cenários ou sobre hipóteses especulativas que se possam colocar. Disse no meu manifesto, que embora o equilíbrio das contas públicas não seja (como eu próprio escrevi há muito tempo num livro) um objectivo em si – os objectivos em si são aqueles que estão directamente relacionados com o bem-estar das populações, seja o emprego ou a redução da inflação, etc. –, ele é uma condição para o desenvolvimento sustentável do nosso país. E disse mesmo que mais importante do que resolver o desequilíbrio das contas públicas, que é importante para a sustentabilidade do nosso desenvolvimento, é conseguir resolver problemas como o funcionamento do sistema de justiça, a burocracia excessiva da nossa administração pública, a qualidade dos nossos recursos humanos, a redução da nossa dependência energética em relação ao exterior, essas são questões mais estruturais. Se for escolhido, serei um presidente atento à acção do governo. Muito atento em relação à acção do governo mas não irei tomar agora posição concreta em relação a medidas concretas que possam chegar no futuro. Terei que analisar cada uma delas de acordo com as tais ambições, porque essas é que vão balizar a minha actuação, essas é que inspirarão a minha actuação, essas é que inspirarão a minha acção na análise daquilo que fizer o Governo. E acrescento que essas discordâncias que às vezes podem existir, acho que um presidente deve manifestá-las em primeiro lugar e discuti-las em primeiro lugar, em privado com o primeiro-ministro. Acho, por experiência própria, que as reuniões entre o Presidente da República e o primeiro-ministro têm uma grande importância. E se o Presidente da República estiver bem preparado então estou certo de que o primeiro-ministro chegará lá também bem preparado, para tratar das matérias em profundidade. Mas repare, e com toda sinceridade, eu nunca seria candidato a Presidente da República se imaginasse que a grande tarefa que ia ter na mão era dissolver a Assembleia da República, demitir o Governo, mandar dúzias de diplomas para o Tribunal Constitucional, vetar a nomeação de A, B ou C… Isso dá pouco com a minha personalidade. Numa entrevista à Maria João Avillez, na Sic-Notícias, em Março de 2004, disse que só aceitaria candidatar-me à Presidência da República em circunstâncias especiais ligadas ao futuro do país. E foi precisamente a minha análise quanto ao que poderia ser o futuro do país, se as eleições presidenciais não marcassem uma viragem, que me levaram a decidir…</p>
<p><strong>Em tudo aquilo que nos disse hoje e que tem dito nesta fase de pré-campanha não se nota vontade de colorir um pouco o discurso com aspectos de carácter mais ideológico. Como se as ideologias não existissem. Isto não é verdade já que o nosso sistema político tem uma certa ideologia de sustentação.  O momento não será propício a que se pensem com mais profundidae as características do nosso sistema político e económico? </strong><br />
Tenho sido coerente ao longo do tempo, na medida em que me tenho sempre afirmado como social-democrata. Isso criou algumas dificuldades a alguns analistas em me classificar ideologicamente. Lembro-me de ser atacado por um lado e ser atacado pelo outro. Conheço as virtualidades do mercado tal como reconheço as insuficiências do mercado. Sei que existem falhas de mercado e acho que o Estado não pode ficar confinado às funções de soberania. Para além das funções de regulação, existem também as funções redistributivas que penso que na sociedade europeia não se podem dispensar tal como não se podem dispensar as funções voltadas para a igualdade de oportunidades. Agora escrevi no meu manifesto que acho necessário aceitar a discussão das funções do Estado neste princípio do século vinte e um. Porque foi a partir dos anos sessenta que se começou a desenvolver em toda a Europa um crescendo de Estado e que chega a Portugal mais tarde. Os nossos sistemas de segurança social chegaram aqui mais tarde: os rurais não estavam cobertos pelo sistema de segurança social, fez-se o alargamento da população que podia beneficiar dos subsídios de desemprego&#8230; Mas acho que na situação em que está hoje o mundo, a Europa começa a aceitar, um pouco mais abertamente do que há doze ou quinze anos atrás, a necessidade de discutir as funções do Estado. Foi nessa linha todo o discurso do Blair, feito em Estrasburgo no Parlamento Europeu no início da presidência. Eu acho que Portugal deve aceitar, deve aceitar essa discussão&#8230;<br />
<strong><br />
Ou seja, veria com agrado a possibilidade de enquanto Presidente da República ter um primeiro-ministro reformista como Tony Blair?</strong><br />
É sempre difícil falar sobre um líder porque ao falar sobre um, esquecem-se outros. É sabido muito bem que a Europa neste momento tem alguma carência de líderes. Acho que nessa matéria vivi um tempo diferente e um tempo mais positivo e concorde-se ou não com eles, um Miterrand, um Delors, um Kohl, uma Thatcher, um Filipe Gonzalez tinham a sua capacidade de liderança e tinham uma visão prospectiva da Europa.<br />
Havia uma convicção europeísta, mesmo com uma dimensão de solidariedade. Eu acho que a Europa está hoje mais egoísta, mais nacionalista e acima de tudo está a jogar mais na defensiva. Porquê? Porque não sabe bem qual o caminho que deve percorrer. Tony Blair foi um líder inteligente, aproveitando as mudanças que tinham sido feitas no passado por governos conservadores e depois entendendo mais rapidamente que outros que a globalização estava aí para ficar e para aumentar. E era neste quadro de globalização que ele teria que arranjar a competitividade da própria Inglaterra, isto é, não continuar a produzir as mesmas coisas que os outros agora são capazes de produzir muito mais barato mas percebendo que há que inovar. Há que alterar a estrutura da produção, há que aproveitar as novas tecnologias e depois aparecer nestes mercados globais a vender mais produtos de tecnologia avançada. Não penso que Blair tenha conseguido concretizar tudo o que queria em relação à Europa. Acho que ele é um europeísta também, utilizou o seu melhor sorriso para convencer os ingleses… Mas eu vivi em Inglaterra durante três anos e sei que os ingleses não são assim tão fáceis de convencer nestas matérias.</p>
<p><strong>No livro que publicou há dez anos, quando acabou o seu mandato, Reformas da década, revela que o PS se teria oposto a cerca de setenta por cento das suas propostas de reformas estruturais. Não acha que talvez seja tempo da sociedade portuguesa reconhecer que há decisões que nunca serão consensuais? </strong><br />
Por alguma razão eu defendi a existência de maiorias absolutas. A maioria absoluta não significa poder absoluto. Significa fazer exercer o poder da maioria quando não é possível o diálogo.</p>
<p><strong>Mas na sua autobiografia o senhor professor diz que, após ter obtido a sua primeira maioria absoluta, em 1987, sentiu que não tinha todas as condições para fazer aquilo que julgava que deveria ser feito&#8230;</strong><br />
As mudanças a fazer em Portugal nessa altura, eram mudanças, em alguns domínios, de grande profundidade. E o entendimento foi de que teriam de ser feitas gradualmente. Basta ter presente as leis laborais que se herdaram e que vinham desde 1975. Foram feitas três alterações, a primeira até suscitou uma greve geral – o que não impediu que a seguir eu tivesse uma maioria absoluta! –, mas as outras foram alterações mais pequenas. Conseguiu-se um acordo na concertação social, em que a UGT acabou por aderir. Acho que se for possível fazer as mudanças sem tensões excessivas,todos ganhamos. Sou um defensor da concertação social primeiro porque permite a troca de informação. Depois porque permite conseguir uma maior conciliação entre interesses de grupos específicos, e aquilo que o poder político interpreta como interesse nacional.<br />
Em 91, numa campanha eu disse: se não derem a maioria absoluta ao PSD, dêem a outro partido. Mas dêem uma maioria absoluta. Porque era um tempo em que as mudanças a fazer eram tais que eu não via como é que elas podiam ser feitas – e porque tinha a experiência do primeiro Governo que era minoritário e em que tudo era bloqueado – se não existisse uma maioria absoluta.</p>
<p><strong>Apesar de ter obtido uma maioria absoluta, José Sócrates confronta-se com uma forte contestação por parte dos magistrados, das forças de segurança – os polícias ameaçam deixar de comprar fardamento, os juízes apresentaram uma queixa na ONU&#8230; Pode concluir-se que o primeiro-ministro José Sócrates poderia contar com o professor Cavaco Silva caso fosse eleito Presidente da República como um apoiante nas suas políticas reformistas? </strong><br />
Não vou responder sobre casos concretos. O que vou dizer é: um governo de Portugal, qualquer governo, contará ou deve contar com o apoio do Presidente da República para a concretização daquelas medidas que são indispensáveis para o desenvolvimento e a modernização da sociedade portuguesa. Devendo fazer isso com sentido de justiça e solidariedade social, tentando preservar a coesão e sem pôr em causa a competitividade das empresas portuguesas no plano externo. Referiu a justiça. Eu não fujo a comentar de forma geral o caso da justiça. Todos, incluindo os agentes da justiça, reconhecem que é necessário melhorar o funcionamento do sistema. Até agora o que se falava acima de tudo era da morosidade e de alguma ineficiência do sistema. O que surgiu agora foi outra coisa. O que surgiu agora é que aos olhos da opinião pública a justiça aparece como não muito prestigiada. Penso que ninguém ganha com isso. Porque o sistema de justiça é o último reduto a que nós recorremos para a defesa dos direitos, liberdades e garantias. Todos, e aqui incluem-se todos os agentes políticos e até os agentes do sistema judiciário, e do sistema do Ministério Público, todos têm que estar empenhados em restituir o prestígio ao sistema de justiça. Porque o estado democrático precisa, como de pão para a boca, de um sistema de justiça prestigiado. É provável que nesta matéria ninguém esteja isento de culpas.<br />
Eu, como Presidente da República, é aí que me posso empenhar, não é nas medidas concretas, nas reformas concretas, mas sim a fazer o que estiver ao meu alcance para que se restitua aos olhos da opinião pública, credibilidade e prestígio ao sistema de justiça.<br />
<strong><br />
Pode concluir-se das suas palavras que a imagem que tiver a pessoa que for eleita Presidente da República é tão importante como as competências que segundo a Constituição e as praxes constitucionais portuguesas pode ter esse Presidente da República?</strong><br />
É isso mesmo. Só que vai ser o povo português quem vai fazer esse juízo.  Eu não sou dono nem do voto nem da vontade dos portugueses. E agora os candidatos que estão aí, com certeza que vão apresentar as suas propostas e falar com o povo português. Eu confio no julgamento que o povo português irá fazer.<br />
<strong><br />
Como é que explica a forte reacção que o seu nome suscita em alguns meios? Não haverá um preconceito ideológico contra si?</strong><br />
É salutar que nem todos estejam de acordo. Com certeza que há pessoas que acham que os meus dez anos como primeiro-ministro foram muito positivos. Até estou de consciência tranquila porque existe uma série de relatórios internacionais que me ajudam a ficar de consciência tranquila e ainda tenho outro dado objectivo: duas vezes obtive mais de cinquenta por cento dos votos do eleitorado, que julgou essa política. E mesmo depois, quando fui a uma eleição presidencial, ainda tive quarenta e seis vírgula dois por cento dos votos. Não me parece que tenha sido um resultado assim muito mau, depois de dez anos como priemiro-ministro.<br />
Considero que o povo português vai ter que julgar cada um dos candidatos face às circunstâncias actuais do nosso país, que não têm nada a ver com situações em que ocorreram outras eleições presidenciais. Portugal está numa situação difícil e o nosso problema não é apenas um problema económico. Começo logo por referir no meu manifesto os problemas do funcionamento do sistema político, e depois os problemas da administração pública, da justiça. Depois a qualidade dos recursos humanos, a degradação da qualidade ambiental e da ocupação do território. A situação é difícil em várias áreas mas as questões económicas ganharam uma acuidade muito grande nos últimos tempos. Porquê? Há uma angústia, uma ansiedade nos cidadãos quanto a questões muito simples mas graves como ficar desempregado, sair da universidade ou do ensino secundário e não encontrar um emprego, a empresa poder deslocalizar-se, ir para outro país, a protecção social que tinham afinal pode desaparecer. Isto surge ligado a uma situação económica que é medíocre. De acordo com as próprias previsões oficiais, no próximo ano estamos com 450.000 desempregados. Além disso, os números mostram que já fomos ultrapassados pela Eslovénia, seremos ultrapassados em breve pela República Checa e podemos vir a ser ultrapassados pela Hungria, pela Eslováquia, pela Polónia, etc. Eu não gostaria nada de ver o meu país na cauda da Europa, na cauda de vinte e cinco ou quase na cauda de vinte e cinco países, incluindo os do Leste europeu.</p>
<p><strong>O seu mandatário por Lisboa, Medina Carreira, escreveu que a social-democracia está em crise. Escreveu que sem uma economia próspera é uma pura estultícia prometer a redistribuição, o pleno emprego, a solidez do estado social. Que presente e que futuro é que vê para o modelo social europeu?</strong><br />
Deixemos a afirmação do Medina Carreira como base da pergunta. Eu penso que foi um erro separar a Europa social da Europa económica. Se a Europa económica for um insucesso, se for frágil, não é possível aguentar o modelo social europeu. Não existe um modelo social europeu, devo dizer, há vários modelos sociais. O que está na Europa do Norte, não tem nada que ver com o que está na Europa do Centro, nem com o que está na Europa do Sul. O que há é um conjunto de valores que estabelecem determinado tipo de protecção para quem é atingido por certos riscos, no desemprego, na velhice, na invalidez. Há um conjunto de valores comuns mas depois na aplicação há uma diferença grande entre países. O que está hoje em causa não é o funcionamento do sistema, é a sustentabilidade do sistema. A sustentabilidade do sistema é que tem levado vários países, em grande parte face à evolução demográfica, à perda de competitividade e talvez a alguns excessos de benefícios no passado, a tentar/ tentarem fazer correcções para assegurar a sustentabilidade. Mas estou convencido que o modelo social irá persistir embora com adaptações. O que há a fazer é a preparação necessária para tirar partido das oportunidades que o mundo global oferece. E aí é que se precisa de maior flexibilidade económica. E com mais flexibilidade económica talvez precisemos de redes de protecção social para aqueles que são afectados por essa flexibilidade. A Comissão Europeia acaba, neste momento, de fazer uma proposta, com a qual eu estou inteiramente de acordo, que prevê a criação de um fundo de ajustamento para os riscos da globalização. A ideia é criar uma rede de protecção para aqueles que são atingidos por reformas estruturais, que são indispensáveis para os países poderem ser competitivos, no mundo global. Para que se mantenha a protecção social que os europeus ambicionam é preciso que a economia cresça.</p>
<p><strong>Se for eleito Presidente da República vai exercer funções num momento em que a UE não debate apenas o seu modelo social. Debate também a sua influência política. Por outro lado as relações com os EUA não estão no seu melhor momento. Como é que vê a perda de influência por parte da UE? Falou há pouco da ausência de líderes&#8230;</strong><br />
Considero que a UE é uma das prioridades da nossa política externa. Estes vinte anos provaram de forma clara que a UE é o espaço onde melhor podemos defender os nossos interesses e que é aquele que nos garante maior afirmação a nível internacional. Por isso, sou um defensor duma participação activa e empenhada de Portugal na UE, procurando contribuir para que ela responda melhor aos anseios concretos da população. E os anseios concretos da população, hoje, encontram-se no emprego, no desenvolvimento, na protecção social, na segurança. É preciso atenuar  este défice de informação e de esclarecimento que parece que tem existido por parte dos governos, dos líderes europeus em relação ao cidadão comum. Depois tentar preservar o pilar da solidariedade dentro da UE. Não vejo como é que podemos ter uma Europa politicamente coesa se não existir o elemento solidariedade. Ele não existe no Mercosul mas na UE  existe e ainda bem, porque nós sabemos que da integração resultam benefícios para o todo mas eles podem não distribuir-se equitativamente entre todos os Estados membros. Por isso sou defensor de que, ao lado do chamado mercado interno, pilar fundamental da UE, tem de existir o pilar da coesão económica e social. Depois Portugal pode desempenhar um papel importante, favorecendo o diálogo transatlântico. Eu acho que a UE e os EUA devem ter uma atitude de cooperação, de diálogo profícuo sem que isso signifique subserviência da Europa em relação aos EUA. Partilham valores civilizacionais comuns. Na maior parte dos casos, naturalmente estão do mesmo lado. A Europa não pode pretender ser uma alternativa aos EUA. A Europa precisa dos EUA tal como os EUA precisam da Europa. A maior parte dos investimentos norte-americanos estão na Europa. A maior parte das aplicações financeiras dos EUA estão na Europa. Neste momento a Europa está hesitante sobre se se aprofunda politicamente ou não. É óbvio que uma Europa politicamente frágil tem mais dificuldade em falar com uma só voz e uma voz que seja credível perante os EUA, o Japão e a China. Acho que a Europa devia, apesar de tudo, fazer um esforço para conseguir ter uma intervenção política mais forte na cena internacional, seja nos processos de paz, seja no diálogo com a Rússia, seja na resolução dos conflitos, seja no combate ao terrorismo. Depois a Europa está neste momento muito hesitante porque não sabe lidar com a emergência da Ásia. Está apoderada de medos. Medo das empresas se deslocalizarem para a Ásia. Medo de, por causa disso, não aguentar a protecção social. Está com medo da imigração…<br />
Apesar de tudo penso que o projecto europeu é um sucesso. São cinquenta anos de paz e cinquenta anos em que o avanço da prosperidade foi notável. A prosperidade hoje na Europa não tem comparação com a prosperidade de algumas décadas a esta parte e só isso justifica a capacidade de atracção que exerce em relação a todos os países de Leste. E agora estamos a ver também a Turquia, a Croácia, os países da antiga Jugoslávia&#8230; portanto eu acho que é um sucesso. Recordo-me quando cheguei a primeiro-ministro e participei nos primeiros conselhos o que estava na moda era falar da ‘euroesclerose’. A ‘euroesclerose’ aguentou durante toda a primeira metade dos anos oitenta. A Europa não era capaz de decidir sobre nada. Dizia-se que eram os tempos da cadeira vazia. Que a Europa era capaz de fazer uma declaração sobre o Cambodja mas não sobre matérias que lhe interessassem directamente. A UE está neste momento num impasse que foi despoletado por esta Constituição europeia a que os franceses e os holandeses disseram não, em parte também pela falta de líderes. Quando nós assistimos a líderes que à segunda, terça, quarta, quinta e sexta atiram todas as culpas para Bruxelas e ao sábado e domingo pedem aos eleitores que votem na Europa… Ah, certamente não dá!</p>
<p><strong>Mas o que fazer então com esse ‘objecto’ a que se chamou Constituição europeia?</strong><br />
Talvez hoje os líderes que estiveram na convenção reconheçam que o termo constituição não foi a palavra certa. Eu sempre preferi que se chamasse tratado. É óbvio que um documento daqueles, uma revisão do tratado daquela dimensão, nunca poderia agradar a todos. É impossível. E quando estão vinte e cinco é muito mais difícil o compromisso. Não é que fosse perfeita, mas comparada com Nice era claramente melhor. Todo o processo de decisão que saiu do Tratado de Nice foi uma confusão muito grande e neste momento o problema que se põe é como é que a UE vai funcionar com vinte e cinco Estados-membros. Agora o que a Constituição foi, foi muito mal explicada aos europeus.<br />
A Constituição procurava dar mais força política à Europa. Também trazia a participação dos Parlamentos europeus, incorporava uma carta de direitos sociais. Não era com certeza um documento perfeito mas foi feita com os parlamentares de todos os países, com todos os governos. O momento não foi o mais adequado, a forma como tudo se processou não foi a mais adequada, e devo dizer, muito sinceramente, que não vejo como é que aquela constituição pode no futuro vir a ser aprovada. Aliás, fui dos primeiros no país a dizer que não valia a pena insistir com os referendos porque isso só desprestigiava o próprio documento.</p>
<p><strong>Se tivesse sido eleito em 1996, o que teria sido diferente nos últimos dez anos em Portugal?</strong><br />
Não fui eleito. Respeito o resultado. Não sou capaz de dizer o que teria sido diferente até porque isso significava, de alguma forma, tomar posição em relação ao actual Presidente da República. E devo dizer que eu entendo que até ao último dia lhe devemos respeito por aquilo que ele faz. É a ele que compete fazer o juízo em relação às múltiplas decisões que vão sendo tomadas. Não quero responder sobre coisas que não aconteceram, sobre especulações.</p>
<p><strong>Não teme frustrar todas as expectativas que se geraram em torno da sua candidatura?</strong><br />
Não sou capaz de avaliar bem as expectativas que estão criadas, até porque sou daqueles candidatos que afirmam muito claramente que só no dia das eleições é que se sabe quem as ganha. Repito, não me considero dono dos votos dos portugueses. Se for eleito, como tenho feito noutras ocasiões, dedicar-me-ei, como se costuma dizer, de alma e coração a fazer o melhor. Utilizando o meu saber, utilizando a minha experiência e inspirando-me por aquilo que escrevi no documento “Ambições para Portugal”. Qualquer um deve ter presente que eu me guiarei por aquilo que escrevi. Acho que um candidato deve falar verdade, deve ser honesto naquilo que diz aos portugueses, e eu próprio é que escrevi todo aquele documento. Achei que devia ser eu a escrever &#8220;As Minhas Ambições para Portugal”. Porque achava que devia ser eu próprio a dizer aos portugueses como é que via o exercício da magistratura do Presidente da República no caso de ser eleito. Tentarei fazer o melhor possível para ajudar a construir um futuro melhor para os portugueses, para nós e para os nossos filhos. Um futuro melhor do que aquele que neste momento perspectivo caso não se consiga inverter o ciclo negativo em que Portugal se encontra.<br />
<strong><br />
E desistir? Não teme resignar-se? Os portugueses já viram dois primeiros-ministros abandonar o cargo&#8230;</strong><br />
O texto de apresentação da minha candidatura intitula-se precisamente “Eu não me resigno”. Lutarei com todo o meu saber e a minha experiência para que Portugal reencontre o caminho do desenvolvimento e volte a proximar-se do nível médio da UE e da Espanha, cooperando leal e empenhadamente com a Assembleia da República e o Governo. Confio em que a História não se repetirá e que o Governo completará a legislatura para que foi eleito.</p>
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		<title>Ela não telefonava para Hillary Clinton</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 00:45:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[3am Phone Ad Girl is Obama Supporter:

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=sJMFic1ZL1A" target="_blank">3am Phone Ad Girl is Obama Supporter</a>:</p>
<p><embed src="http://www.youtube.com/v/sJMFic1ZL1A" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"></embed></p>
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		<title>Isto vai aquecer (II)</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 00:25:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[PSD: Marcelo Rebelo de Sousa considera &#8220;retrocesso&#8221; alterações aprovadas pelo Conselho Nacional
O comentador defende que o &#8220;melhor é não se pagar em dinheiro porque fica sempre a suspeita, a dúvida e a acusação feita por Rui Rio em termos de ilegalidade&#8221;.
&#8220;Penso que é um retrocesso e que não é bom para a imagem do partido, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=331986&amp;visual=26&amp;tema=7" target="_blank">PSD: Marcelo Rebelo de Sousa considera &#8220;retrocesso&#8221; alterações aprovadas pelo Conselho Nacional</a></p>
<p>O comentador defende que o &#8220;melhor é não se pagar em dinheiro porque fica sempre a suspeita, a dúvida e a acusação feita por Rui Rio em termos de ilegalidade&#8221;.</p>
<p>&#8220;Penso que é um retrocesso e que não é bom para a imagem do partido, que devia agora estar a alargar e não a reduzir. Não é bom para o pluralismo interno quando se usa o argumento que este enfraquece mais o partido perante o PS porque esse pluralismo fortalece em termos de dinâmica para o futuro&#8221;, concluiu.</p>
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		<title>Promessas</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Mar 2008 23:52:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Vamos ver nos próximos quatro anos como Zapatero cumpre a promessa de mais dois milhões de empregos em Espanha. Se forem como os 150 mil de Sócrates&#8230;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos ver nos próximos quatro anos como Zapatero cumpre a promessa de mais dois milhões de empregos em Espanha. Se forem como os 150 mil de Sócrates&#8230;</p>
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		<title>A rua como destino</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Mar 2008 23:10:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[
Dizia-me aqui há uns tempos um presidente de uma junta de freguesia do PSD, daquela vez a propósito das propostas de novas leis eleitorais: &#8220;quando o poder procura reprimir as diferenças e os partidos da oposição não são capazes de representar as diversas correntes de opinião, políticas e sociais, estas acabam inevitavelmente por encontrar outras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://ww1.rtp.pt/noticias/images/articles/331781/marchaindignacao.jpg" alt="http://ww1.rtp.pt/noticias/images/articles/331781/marchaindignacao.jpg" /></p>
<p>Dizia-me aqui há uns tempos um presidente de uma junta de freguesia do PSD, daquela vez a propósito das propostas de novas leis eleitorais: &#8220;quando o poder procura reprimir as diferenças e os partidos da oposição não são capazes de representar as diversas correntes de opinião, políticas e sociais, estas acabam inevitavelmente por encontrar outras formas de se fazer exprimir, nem que seja nas ruas&#8221;. Como demonstrou a manifestação de ontem, já encontraram.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Nuno Amaral Jerónimo nas XII Jornadas da Comunicação</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Mar 2008 23:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[O atlântico e professor da Universidade da Beira Interior, Nuno Amaral Jerónimo vai estar presente no debate de terça-feira sobre jornalismo light. A não perder, pelas 10h da manhã.
Programa das XII Jornadas da Comunicação:
10 de Março 2008, 2ª Feira
10h00 - Sessão de Abertura
15h00 -Workshop de Sonoplastia (ínicio)
17h30-Inauguração da Exposição: “DIZ QUE É UMA ESPÉCIE DE [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O atlântico e professor da Universidade da Beira Interior, Nuno Amaral Jerónimo vai estar presente no debate de terça-feira sobre <em>jornalismo light</em>. A não perder, pelas 10h da manhã.</p>
<p>Programa das <a href="http://jornadasdacomunicacao.blogspot.com/2008_02_01_archive.html" target="_blank">XII Jornadas da Comunicação</a>:</p>
<p>10 de Março 2008, 2ª Feira<br />
10h00 - Sessão de Abertura<br />
15h00 -Workshop de Sonoplastia (ínicio)<br />
17h30-Inauguração da Exposição: “DIZ QUE É UMA ESPÉCIE DE PUBLICIDADE”</p>
<p>11 de Março 2008, 3ª Feira<br />
10h00 - Debate: Jornalismo “Light”: uma nova tendência?<br />
15h00 - Debate: Imprensa gratuita: uma ameaça ao jornalismo convencional?<br />
21h00 - Encontro: Rádios Comunitárias: uma realidade desconhecida em Portugal</p>
<p><span id="more-6072"></span><br />
12 de Março 2008, 4ª Feira<br />
10h00 - Debate: Mensagens implícitas, na publicidade<br />
15h00 - Debate: Relação assessor de imprensa e jornalista<br />
21h00 - Encontro: Sillyseason: o Verão do jornalismo português</p>
<p>13 de Março 2008, 5ª Feira<br />
10h00 - Tributo, área da comunicação: Programa “Imagens de Marca”, da SIC notícias<br />
15h00 - Tributo, área de jornalismo: Joaquim Furtado<br />
18h00 - Sessão de Encerramento</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Espanha demitida</title>
		<link>http://www.atlantico-online.net/blogue/2008/03/09/espanha-demitida/</link>
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		<pubDate>Sun, 09 Mar 2008 22:05:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
José António Camacho apresentou a demissão de treinador do Benfica. Isto está tudo ligado.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://oeclipse.files.wordpress.com/2007/08/camacho10.jpg&amp;imgrefurl=http://oeclipse.wordpress.com/2007/08/&amp;h=283&amp;w=220&amp;sz=12&amp;hl=pt-PT&amp;start=10&amp;um=1&amp;tbnid=cpzuK5xFDlIPoM:&amp;tbnh=114&amp;tbnw=89&amp;prev=/images%3Fq%3DCamacho%26um%3D1%26hl%3Dpt-PT%26sa%3DN"><img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:cpzuK5xFDlIPoM:http://oeclipse.files.wordpress.com/2007/08/camacho10.jpg" style="border: 1px solid " height="114" width="89" /></a></p>
<p><a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1322062&amp;idCanal=56" target="_blank">José António Camacho apresentou a demissão de treinador do Benfica</a>. Isto está tudo ligado.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Espanha dividida</title>
		<link>http://www.atlantico-online.net/blogue/2008/03/09/espanha-dividida/</link>
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		<pubDate>Sun, 09 Mar 2008 21:24:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Como 76% dos votos apurados:
PSOE - 168 lugares(+4)
PP - 154 (+6)
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como 76% dos votos apurados:</p>
<p>PSOE - 168 lugares(+4)<br />
PP - 154 (+6)</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Público e notório</title>
		<link>http://www.atlantico-online.net/blogue/2008/03/09/publico-e-notorio-2/</link>
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		<pubDate>Sun, 09 Mar 2008 21:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[No Sol desta semana, Vicente Jorge Silva retoma com mais ou menos argumentos a tese de Daniel Oliveira sobre o Público. Tipo velhos do Restelo, reclamam que dantes, quando era de esquerda - neo-socialista, entre a utopia e a irrealidade - é que era bom: que existe o Público sem pecado original dos primórdios da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No <em><a href="http://sol.sapo.pt" target="_blank">Sol</a></em> desta semana, Vicente Jorge Silva retoma com mais ou menos argumentos a tese de <a href="http://arrastao.org" target="_blank">Daniel Oliveira</a> sobre o <a href="http://publico.clix.pt" target="_blank"><em>Público</em></a>. Tipo velhos do Restelo, reclamam que dantes, quando era de esquerda - neo-socialista, entre a utopia e a irrealidade - é que era bom: que existe o <em>Público</em> sem pecado original dos primórdios da fundação e o <em>Público</em> destruído pela direcção de José Manuel Fernandes. Um <em>Público</em> - lá vem o chavão - que é agora neoconservador, coisa que eles não explicam muito bem o que é, para além do apoio de JMF à intervenção no Iraque - e pouco mais. Vicente Jorge Silva que me perdoe, mas uma vez mais é uma questão de mau perder. Olhe-se gráfica e editorialmente para o diário de 1990 que nunca saiu - ou para todos os que foram dirigidos por VJS - e para o <em>Público</em> de hoje, e qualquer pessoa com dois dedos de testa percebe claramente que estamos perante um jornal muito melhor, mais pluralista - DO chama esquizofrenia ao pluralismo -, mas também muito mais profissional e completo.</p>
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		<title>Isto vai aquecer</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Mar 2008 19:48:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[
Rui Rio: alterações aos regulamentos do PSD &#8220;abrem porta à lavagem de dinheiro&#8221;
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.atlantico-online.net/blogue/wp-content/uploads/2008/03/ruirio2.jpg" title="ruirio2.jpg"><img src="http://www.atlantico-online.net/blogue/wp-content/uploads/2008/03/ruirio2.jpg" alt="ruirio2.jpg" /></a></p>
<p><a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1322051&amp;idCanal=23" target="_blank">Rui Rio: alterações aos regulamentos do PSD &#8220;abrem porta à lavagem de dinheiro&#8221;</a></p>
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		<title>Sobre a queda do governo sérvio</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Mar 2008 22:17:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bernardopl</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Esta situação era já previsível dado o clima de alguma tensão que antecedeu, quer a declaração de independência do Kosovo, quer o próprio andamento da campanha eleitoral para as presidenciais no princípio de Fevereiro porque os elementos da coligação divergiam de tal maneira que era impossível que a situação se mantivesse com alguma normalidade.
Leia e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img border="0" width="300" src="http://www.tanjug.co.yu/Nesreca/slike/slika22582.jpg" height="133" /></p>
<p>Esta situação era já previsível dado o clima de alguma tensão que antecedeu, quer a declaração de independência do Kosovo, quer o próprio andamento da campanha eleitoral para as presidenciais no princípio de Fevereiro porque os elementos da coligação divergiam de tal maneira que era impossível que a situação se mantivesse com alguma normalidade.</p>
<p>Leia e ouça o resto <a href="http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&amp;ContentId=239508">aqui </a>e <a href="http://www.rr.pt/PopUpMedia.Aspx?&amp;FileTypeId=1&amp;FileId=408132&amp;contentid=239508">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ainda Timor</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Mar 2008 15:23:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bernardopl</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Os atentados contra Ramos Horta e Xanana Gusmão em Timor Leste representam o falhanço daquilo que ficou conhecido pelas doutrinas Clinton e Blair, como intervencionismo humanitário. Esta tese, segundo a qual o uso da força é justificável pela &#8220;comunidade internacional&#8221; se determinados pressupostos humanitários não estiverem a ser respeitados num determinado território, passou entre outros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font face="Times New Roman">Os atentados contra Ramos Horta e Xanana Gusmão em Timor Leste representam o falhanço daquilo que ficou conhecido pelas doutrinas Clinton e Blair, como <em>intervencionismo humanitário</em>. Esta tese, segundo a qual o uso da força é justificável pela &#8220;comunidade internacional&#8221; se determinados pressupostos humanitários não estiverem a ser respeitados num determinado território, passou entre outros pelo Kosovo, pela Serra Leoa, por Timor e agora prepara-se para ir para o Chade (até agora sem grande sucesso). De acordo ainda com esta doutrina, muito enraizada desde que a “democracia triunfou” em 1989-1991 e por aí adiante, a soberania acabava por ser um fim em si mesmo e não o início de um longo processo político, económico e sobretudo militar. Dizemos “sobretudo militar” porque sem umas Forças Armadas sob a tutela do poder político e com capacidades mínimas de eficácia – isto é, sem depender eternamente de forças internacionais – não há base de desenvolvimento democrático num determinado Estado. Timor Leste, uma ilha, não tem Marinha (cerca de 30 homens), vive da manutenção de forças internacionais e não criou condições para que a sua soberania fosse um motivo de responsabilidade de todos os seus cidadãos. </font></p>
<p><font face="Times New Roman">Por outro lado, o falhanço do intervencionismo humanitário enquanto a regra das relações internacionais pós-guerra fria, assenta ainda numa razão lógica: ao ser exigido um compromisso de longa duração à &#8220;comunidade internacional&#8221; que leva a cabo essas acções humanitárias, esquecemo-nos que elas são, na esmagadora maioria, sempre as mesmas e quase sempre democracias. Ora, este esforço político tem limites muito próprios, o que revela em última análise que esses compromissos nunca poderão ser assumidos por muito tempo. O problema é que construir um Estado não se faz do dia para a noite, nem sem acompanhamento internacional. Mais uma pescadinha de rabo na boca da política internacional.</font></p>
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		<title>Sem isso</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Mar 2008 14:56:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Marques Lopes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Num dia em que o PSD está a ser alvo de uma chapelada sem nome, em que um partido fundamental para a democracia portuguesa fica refém do caciquismo, em que todos os ex-secretários gerais do partido se revoltam contra esta situação, os jornais portugueses pouca importância dão ao caso. A excepção é o DN que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial">Num dia em que o PSD está a ser alvo de uma chapelada sem nome, em que um partido fundamental para a democracia portuguesa fica refém do caciquismo, em que todos os ex-secretários gerais do partido se revoltam contra esta situação, os jornais portugueses pouca importância dão ao caso. A excepção é o <a href="http://dn.sapo.pt/2008/03/08/nacional/novos_regulamentos_psd_contrariam_a_.html">DN</a> que pela mão do jornalista <a href="http://corta-fitas.blogs.sapo.pt/">Francisco Almeida Leite</a> faz uma análise relevante e independente da situação. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial">É tempo dos jornalistas perceberem a importância dos regulamentos internos dos partidos políticos fundamentalmente no que diz respeito aos processos eleitorais internos. A saúde da nossa democracia depende em larga medida destes aspectos. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial">De nada serve termos eleições livres e independentes e legislação eleitoral justa se tivermos processos de escolha de candidatos obscuros e não democráticos. <span> </span><o:p></o:p></span></p>
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		</item>
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		<title>Feliz Dia INTERNACI&#8230;. aaaaggggghhh!</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Mar 2008 10:46:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucy pepper</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Before anyone sends me the annual email about the fact that it&#8217;s International Women&#8217;s Day, and explains how we should appreciate all the different aspects of the beautiful thing that is woman, and instructs me to further embarrass myself by forwarding the email it to all my girlfriends&#8230;
 &#8230;. well, just don&#8217;t send it to [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Before anyone sends me the annual email about the fact that it&#8217;s <strong>International Women&#8217;s Day</strong>, and explains how we should appreciate all the different aspects of the beautiful thing that is woman, and instructs me to further embarrass myself by forwarding the email it to all my girlfriends&#8230;<br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/466075841/in/set-72157600016095738/" title="where lucy would be now if she hadn't finished her studies"><img src="http://farm1.static.flickr.com/219/466075841_d702e31ddf_s.jpg" class="pc_img" alt="where lucy would be now if she hadn't finished her studies" height="75" width="75" /></a><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/452240037/in/set-72157600016095738/" title="leopard"><img src="http://farm1.static.flickr.com/227/452240037_3a261af5b9_s.jpg" class="pc_img" alt="leopard" height="75" width="75" /></a></span><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/265060840/in/set-72157600016095738/" title="blobdo"><img src="http://farm1.static.flickr.com/119/265060840_2a43c7a99f_s.jpg" class="pc_img" alt="blobdo" height="75" width="75" /></a><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/2145312968/in/set-72157600016095738/" title="big scarf, big hair"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2258/2145312968_c636a2a01c_s.jpg" class="pc_img" alt="big scarf, big hair" height="75" width="75" /></a></span><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/488136142/in/set-72157600016095738/" title="ute lemper 2007 ccb portugal"><img src="http://farm1.static.flickr.com/212/488136142_c76ae4595f_s.jpg" class="pc_img" alt="ute lemper 2007 ccb portugal" height="75" width="75" /></a><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/490492084/in/set-72157600016095738/" title="valley of the mad"><img src="http://farm1.static.flickr.com/225/490492084_17c72768de_s.jpg" class="pc_img" alt="valley of the mad" height="75" width="75" /></a></span><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/863912436/in/set-72157600016095738/" title="swimsuit3"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1148/863912436_721cf86b77_s.jpg" class="pc_img" alt="swimsuit3" height="75" width="75" /></a></span><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/242425913/in/set-72157600016095738/" title="Portfolia"><img src="http://farm1.static.flickr.com/93/242425913_42bac1b967_s.jpg" class="pc_img" alt="Portfolia" height="75" width="75" /></a><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/1608689/in/set-72157600016095738/" title="No longer a peasant nation..."><img src="http://farm1.static.flickr.com/2/1608689_ea694fd794_s.jpg" class="pc_img" alt="No longer a peasant nation..." height="75" width="75" /></a><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/2075742/in/set-72157600016095738/" title="teen mothers"><img src="http://farm1.static.flickr.com/2/2075742_c9c94adf11_s.jpg" class="pc_img" alt="teen mothers" height="75" width="75" /></a><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/1557908/in/set-72157600016095738/" title="some of my lovelier neighbours"><img src="http://farm1.static.flickr.com/2/1557908_5f76f3e3d4_s.jpg" class="pc_img" alt="some of my lovelier neighbours" height="75" width="75" /></a></span><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/19093905/in/set-72157600016095738/" title="pukeola"><img src="http://farm1.static.flickr.com/15/19093905_0cca48bd75_s.jpg" class="pc_img" alt="pukeola" height="75" width="75" /></a></span><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/6682035/in/set-72157600016095738/" title="redopera_photo small"><img src="http://farm1.static.flickr.com/4/6682035_9081311915_s.jpg" class="pc_img" alt="redopera_photo small" height="75" width="75" /></a><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/4800402/in/set-72157600016095738/" title="ugliness"><img src="http://farm1.static.flickr.com/3/4800402_9723543cc9_s.jpg" class="pc_img" alt="ugliness" height="75" width="75" /></a><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/32603259/in/set-72157600016095738/" title="Aiaiaiai"><img src="http://farm1.static.flickr.com/21/32603259_a27df86eda_s.jpg" class="pc_img" alt="Aiaiaiai" height="75" width="75" /></a></span><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/3266462/in/set-72157600016095738/" title="lisbon stereo ladies"><img src="http://farm1.static.flickr.com/2/3266462_30d449833d_s.jpg" class="pc_img" alt="lisbon stereo ladies" height="75" width="75" /></a><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/59355752/in/set-72157600016095738/" title="syl"><img src="http://farm1.static.flickr.com/27/59355752_3226e34be9_s.jpg" class="pc_img" alt="syl" height="75" width="75" /></a></span><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/90616863/in/set-72157600016095738/" title="clothes"><img src="http://farm1.static.flickr.com/14/90616863_3081e788c4_s.jpg" class="pc_img" alt="clothes" height="75" width="75" /></a></span><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/109678410/in/set-72157600016095738/" title="womensday"><img src="http://farm1.static.flickr.com/55/109678410_4a04b41b45_s.jpg" class="pc_img" alt="womensday" height="75" width="75" /></a></span><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/135917179/in/set-72157600016095738/" title="martini"><img src="http://farm1.static.flickr.com/47/135917179_405bcdd82e_s.jpg" class="pc_img" alt="martini" height="75" width="75" /></a></span><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/155447683/in/set-72157600016095738/" title="fatcarmen01"><img src="http://farm1.static.flickr.com/62/155447683_0b9951d6b7_s.jpg" class="pc_img" alt="fatcarmen01" height="75" width="75" /></a></span><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/11751896/in/set-72157600016095738/" title="greenbata"><img src="http://farm1.static.flickr.com/8/11751896_3601dd20b9_s.jpg" class="pc_img" alt="greenbata" height="75" width="75" /></a><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/21603704/in/set-72157600016095738/" title="monkeygirl"><img src="http://farm1.static.flickr.com/17/21603704_419dc8ad36_s.jpg" class="pc_img" alt="monkeygirl" height="75" width="75" /></a></span><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/140490883/in/set-72157600016095738/" title="wigsalive"><img src="http://farm1.static.flickr.com/51/140490883_132f94db3b_s.jpg" class="pc_img" alt="wigsalive" height="75" width="75" /></a></span><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/2002979640/in/set-72157600016095738/" title="strangepic"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2336/2002979640_c753f90629_s.jpg" class="pc_img" alt="strangepic" height="75" width="75" /></a></span><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/33115975/in/set-72157600016095738/" title="drawing test"><img src="http://farm1.static.flickr.com/23/33115975_027ea84fae_s.jpg" class="pc_img" alt="drawing test" height="75" width="75" /></a><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/36651407/in/set-72157600016095738/" title="inevitable"><img src="http://farm1.static.flickr.com/33/36651407_e3a7bebb3b_s.jpg" class="pc_img" alt="inevitable" height="75" width="75" /></a></span><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/6712437/in/set-72157600016095738/" title="fado_reworking_small"><img src="http://farm1.static.flickr.com/8/6712437_15ae0cd389_s.jpg" class="pc_img" alt="fado_reworking_small" height="75" width="75" /></a><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/315584950/in/set-72157600016095738/" title="blackpanther"><img src="http://farm1.static.flickr.com/107/315584950_4fa273087a_s.jpg" class="pc_img" alt="blackpanther" height="75" width="75" /></a></span><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/294522240/in/set-72157600016095738/" title="hugehoarding"><img src="http://farm1.static.flickr.com/108/294522240_689cacde73_s.jpg" class="pc_img" alt="hugehoarding" height="75" width="75" /></a><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/106053882/in/set-72157600016095738/" title="carnaval"><img src="http://farm1.static.flickr.com/40/106053882_b08a062552_s.jpg" class="pc_img" alt="carnaval" height="75" width="75" /></a><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/302711856/in/set-72157600016095738/" title="leggings"><img src="http://farm1.static.flickr.com/114/302711856_0460214f94_s.jpg" class="pc_img" alt="leggings" height="75" width="75" /></a></span><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/186840839/in/set-72157600016095738/" title="beachbata"><img src="http://farm1.static.flickr.com/74/186840839_9fe984da0a_s.jpg" class="pc_img" alt="beachbata" height="75" width="75" /></a><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/227683634/in/set-72157600016095738/" title="smoking"><img src="http://farm1.static.flickr.com/87/227683634_33e0be8bd5_s.jpg" class="pc_img" alt="smoking" height="75" width="75" /></a><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/282909253/in/set-72157600016095738/" title="azeitao autumn catwalk"><img src="http://farm1.static.flickr.com/106/282909253_8e073d033e_s.jpg" class="pc_img" alt="azeitao autumn catwalk" height="75" width="75" /></a></span><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/59406989/in/set-72157600016095738/" title="windswept"><img src="http://farm1.static.flickr.com/29/59406989_a4efc3e6b9_s.jpg" class="pc_img" alt="windswept" height="75" width="75" /></a><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/316415530/in/set-72157600016095738/" title="chattybatas"><img src="http://farm1.static.flickr.com/116/316415530_0dc98824a1_s.jpg" class="pc_img" alt="chattybatas" height="75" width="75" /></a></span><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/376444257/in/set-72157600016095738/" title="sandincleavage"><img src="http://farm1.static.flickr.com/139/376444257_b0f8d3b0ca_s.jpg" class="pc_img" alt="sandincleavage" height="75" width="75" /></a></span><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/265819322/in/set-72157600016095738/" title="overdo"><img src="http://farm1.static.flickr.com/86/265819322_558e9a0a3f_s.jpg" class="pc_img" alt="overdo" height="75" width="75" /></a><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/192125718/in/set-72157600016095738/" title="lycra"><img src="http://farm1.static.flickr.com/66/192125718_3c7ade566e_s.jpg" class="pc_img" alt="lycra" height="75" width="75" /></a><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/208941524/in/set-72157600016095738/" title="trayboob"><img src="http://farm1.static.flickr.com/62/208941524_fbc7428f58_s.jpg" class="pc_img" alt="trayboob" height="75" width="75" /></a></span><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/195521564/in/set-72157600016095738/" title="summer"><img src="http://farm1.static.flickr.com/73/195521564_aa80b4cc36_s.jpg" class="pc_img" alt="summer" height="75" width="75" /></a><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/249759732/in/set-72157600016095738/" title="i believe"><img src="http://farm1.static.flickr.com/81/249759732_57ddfd597f_s.jpg" class="pc_img" alt="i believe" height="75" width="75" /></a></span><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/1730873714/in/set-72157600016095738/" title="words that should exist but don't"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2010/1730873714_3fe78b2774_s.jpg" class="pc_img" alt="words that should exist but don't" height="75" width="75" /></a><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/311250065/in/set-72157600016095738/" title="pinklady"><img src="http://farm1.static.flickr.com/101/311250065_11966dde21_s.jpg" class="pc_img" alt="pinklady" height="75" width="75" /></a><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/1734418600/in/set-72157600016095738/" title="words that should exist but don't"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2334/1734418600_2d7bdf0269_s.jpg" class="pc_img" alt="words that should exist but don't" height="75" width="75" /></a><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/442007203/in/set-72157600016095738/" title="catarinaf"><img src="http://farm1.static.flickr.com/176/442007203_84f74430b8_s.jpg" class="pc_img" alt="catarinaf" height="75" width="75" /></a><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/271540730/in/set-72157600016095738/" title="scary as hell"><img src="http://farm1.static.flickr.com/92/271540730_38a85aea90_s.jpg" class="pc_img" alt="scary as hell" height="75" width="75" /></a><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/738154377/in/set-72157600016095738/" title="beach paint"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1018/738154377_9c4e0314b6_s.jpg" class="pc_img" alt="beach paint" height="75" width="75" /></a></span><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/279861640/in/set-72157600016095738/" title="bumtat"><img src="http://farm1.static.flickr.com/81/279861640_430078d985_s.jpg" class="pc_img" alt="bumtat" height="75" width="75" /></a><span class="photo_container pc_s"><a href="http://www.flickr.com/photos/unkemptwomen/305114780/in/set-72157600016095738/" title="ninety"><img src="http://farm1.static.flickr.com/121/305114780_cc8178a0a9_s.jpg" class="pc_img" alt="ninety" height="75" width="75" /></a></span> &#8230;. well, just don&#8217;t send it to me. &#8230;</p>
<p>If you are a woman in a dangerous place, live under an oppressive regime or belong to a religion that treats you as non-human, live in a violent household or live in grinding poverty,  please have a happy international women&#8217;s day, although you probably won&#8217;t have the first clue that today is International Women&#8217;s Day, as you have more pressing things to face today than fannying around on the internet, anyway, you probably don&#8217;t own a computer, but if you are aware of today (it&#8217;s an <strong>awareness</strong> day apparently&#8230; could there be a more meaningless word?)  try to have a happy one and I hope you can find strength within to continue and fight against whatever is fighting against you.</p>
<p>If you are a woman in a safe place, with a job, with chipped nailvarnish, with family, with a home, with transport, with basic welfare, with a Mercedes, with a handbag, with a mobile phone, with a computer, with open sexuality, with tools, with a voice, with your health, with love, with lycra, with pain au chocolat, with lipstick, with money, with a bit of money, with, if not equality, damn-well-nearly-there-equality, with broadband, without religious or state oppression, without violence, without the threat of death hanging over you, stop whining, stop celebrating, today is not for you, so take advantage of all the good things and power that you have and use your voice to try to improve your sex&#8217;s lot and prove to the world that lipstick, sex and Mercedes aren&#8217;t actually the most important things in the world to you, because most days it&#8217;s hard to tell.</p>
<p>If you are a man, stop being such a self-centred fuckwit.</p>
<h5>(desculpem o inglês&#8230; não tenho tempo nem energia a traduzí-lo&#8230;.e, de ququ maneira, as minhas asneiras soam melhor em inglês.  feliz dia internacional de mulher.)</h5>
]]></content:encoded>
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		<title>Pesadelo em 2009</title>
		<link>http://www.atlantico-online.net/blogue/2008/03/08/pesadelo-em-2009/</link>
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		<pubDate>Sat, 08 Mar 2008 01:20:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Convenhamos que neste momento José Sócrates ainda é o mal menor. As coisas podem sempre piorar. Vejamos alguns dos cenários alternativos:
a) As manifestações de professores tornavam-se insustentáveis politicamente para José Sócrates no PS, que se via obrigado a demitir a ministra da Educação. Apesar de colocar no seu lugar um(a) ministro(a) escolhido(a) por Manuel Alegre, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Convenhamos que neste momento José Sócrates ainda é o mal menor. As coisas podem sempre piorar. Vejamos alguns dos cenários alternativos:</p>
<p>a) As manifestações de professores tornavam-se insustentáveis politicamente para José Sócrates no PS, que se via obrigado a demitir a ministra da Educação. Apesar de colocar no seu lugar um(a) ministro(a) escolhido(a) por Manuel Alegre, não conseguia estancar a contestação e via-se obrigado a pedir a demissão, com a convocação de eleições antecipadas. Com o vazio no poder no PS e no país - caso Cavaco Silva não resolvesse indicar um Executivo de iniciativa presidencial - Manuel Alegre concorria como candidato a primeiro-ministro, nunca negando a possibilidade de, em caso de maioria relativa, se aliar ao Bloco de Esquerda. De Louçã ou/e Miguel Portas (Daniel Oliveira poderia ser secretário de Estado da Cultura neste último caso).</p>
<p>b) Tudo isto se passava com mais ou menos um dos episódios, mas nas eleições antecipadas - ou em 2009 - o PSD de Luís Filipe Menezes ganhava as eleições, ou era simplesmente o mais votado, pela diferença mínima que fosse sobre o PS. Caso Cavaco Silva alguma vez o empossasse - e com a alta probalidade de o CDS não fazer parte de uma coligação - procurava governar sozinho, ou talvez aliar-se ao PCP ou à Frente Comum. Ribau Esteves e Marco António seriam ministros de Estado.</p>
<p>c) Perante o caos, Cavaco Silva iniciava um período de governos de iniciativa presidencial. Talvez reempossando José Sócrates como primeiro-ministro.</p>
<p>-</p>
<p>Revistos alguns dos cenários alternativos e a realidade não é de admirar que os empresários ou os gestores - e os portugueses, maioritariamente - prefiram que isto continue como está, &#8220;deixe lá o Sócrates sossegado!&#8221; Os professores que se aguentem, pá! Mas mantendo a atitude passiva e continuando encostados ao Estado pode ser que todos se enganem e o pior dos pesadelos se possa realizar em 2009.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>House</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Mar 2008 00:27:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Margarida Craveiro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>

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		<description><![CDATA[You got three choices in life: be good, get good or give up. You’ve gone for column D; why? The simple answer is: if you don’t try, you can’t fail. Are you really that simple?
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>You got three choices in life: be good, get good or give up. You’ve gone for column D; why? The simple answer is: if you don’t try, you can’t fail. Are you really that simple?</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pensar</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 22:15:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Margarida Craveiro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Rudyard Kipling dizia qualquer coisa como “o poder sem responsabilidade é a prerrogativa das prostitutas ao longo dos tempos”. Exercem poder, porque o têm, mas não têm de assumir os custos desse mesmo poder. Findo o serviço, o cliente vai à sua vida, e elas também. É isto a (não) política em Portugal: um jogo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rudyard Kipling dizia qualquer coisa como “o poder sem responsabilidade é a prerrogativa das prostitutas ao longo dos tempos”. Exercem poder, porque o têm, mas não têm de assumir os custos desse mesmo poder. Findo o serviço, o cliente vai à sua vida, e elas também. É isto a (não) política em Portugal: um jogo em que ninguém é responsável por nada, em que se diz (e faz) o que se quiser, porque não há consequências. Só assim se justificam as afirmações de Luís Filipe Menezes, seja nos comentários que faz sobre a publicidade na televisão pública, seja nas leituras surreais (se assim lhes posso chamar) sobre as sondagens. Só assim se justifica esta permanente tensão do “sai ministro, não sai ministro?” em vez da discussão séria sobre os temas, indo a fundo às questões. Só assim se justifica a proliferação de não-problemas nos media, repletos de soundbytes inconsequentes, e a remissão do essencial para nota de rodapé. É a irresponsabilidade quase total.</p>
<p>O único sítio em que o poder teria de prestar contas (o parlamento) é o primeiro a evitar esta “accountability”, por exemplo quando persistentemente nega aos tribunais a retirada da impunidade aos seus deputados quase-arguidos. Foge à responsabilidade, e sabe-se ao abrigo de um vasto chapéu-de-chuva legal que o permite. Nós cultivamos o poder sem responsabilidade, e depois queixamo-nos das consequências. Se calhar, já era altura de olhar (e pensar) as causas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Fim de semana em Lisboa</title>
		<link>http://www.atlantico-online.net/blogue/2008/03/07/fim-de-semana-em-lisboa/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 22:11:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[
Informações úteis para quem estiver por cá. Não vá ao Marquês de Pombal se não quiser participar na &#8220;marcha da indignação&#8221;.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://ww1.rtp.pt/noticias/images/articles/331579/protesto.jpg" border="0" /></p>
<p><a href="http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=331579&amp;visual=26" target="_blank">Informações úteis para quem estiver por cá</a>. Não vá ao Marquês de Pombal se não quiser participar na &#8220;marcha da indignação&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Para jantar e fumar</title>
		<link>http://www.atlantico-online.net/blogue/2008/03/07/para-jantar-e-fumar/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 21:27:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[
O mapa do fumador. Uma iniciativa de aplaudir contra o politicamente correcto destes tempos de neo-socialismo higiénico. Vai um cigarro?
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://fumador.cedilha.net/"><img src="http://fumador.cedilha.net/imagens/smokerslogo.jpg" alt="click para voltar à entrada" border="0" /></a></p>
<p><a href="http://fumador.cedilha.net/" target="_blank">O mapa do fumador</a>. Uma iniciativa de aplaudir contra o politicamente correcto destes tempos de neo-socialismo higiénico. Vai um cigarro?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O outro &#8220;monstro&#8221;</title>
		<link>http://www.atlantico-online.net/blogue/2008/03/07/o-outro-monstro/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 21:18:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[
Com o andar da carruagem, vão começar a ouvir-se mais gafes da candidatura de Obama. Como esta:
CHICAGO (Reuters) - A foreign policy adviser to Democratic presidential candidate Barack Obama resigned on Friday after calling campaign rival Hillary Clinton a &#8220;monster&#8221; during an interview with a British newspaper.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><embed src="http://www.reuters.com/resources/flash/includevideo.swf?edition=US&#038;videoId=77529" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="344" height="320"></embed></object></p>
<p>Com o andar da carruagem, vão começar a ouvir-se mais gafes da candidatura de Obama. Como esta:</p>
<p>CHICAGO (<a href="http://www.reuters.com/article/topNews/idUSN0736465820080307" target="_blank">Reuters</a>) - A foreign policy adviser to Democratic presidential candidate <a href="http://www.reuters.com/news/globalcoverage/barackobama" title="More on Barack Obama's campaign for the 2008 Election">Barack Obama</a> resigned on Friday after calling campaign rival <a href="http://www.reuters.com/news/globalcoverage/hillaryclinton" title="Full Election 2008 coverage of Hillary Clinton's campaign">Hillary Clinton</a> a &#8220;monster&#8221; during an interview with a British newspaper.</p>
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		<title>Pois é, BE</title>
		<link>http://www.atlantico-online.net/blogue/2008/03/07/pois-e-be/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 19:52:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Escrevi aqui e no Meia Hora a propósito das desavenças entre Francisco Louçã e José Sá Fernandes a propósito da coligação com o PS, em Lisboa - e não só. Escrevi que existia um grupo que não concordava com a oposição pela oposição defendida por Louçã e que entende que o Bloco de Esquerda deverá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escrevi aqui e no <a href="http://meiahora.pt" target="_blank">Meia Hora</a> a propósito das desavenças entre Francisco Louçã e José Sá Fernandes a propósito da coligação com o PS, em Lisboa - e não só. Escrevi que existia um grupo que não concordava com a oposição pela oposição defendida por Louçã e que entende que o Bloco de Esquerda deverá estar preparado para assumir o poder, naturalmente em coligação com o PS. Nuno Ramos de Almeida comentou que eu devia andar a tomar ácidos. Vejo agora que não devo ser só eu. Vale a pena ler a entrevista de Ana Drago ao <em>Semanário</em>: <span class="titulo">“<a href="http://www.semanario.pt/noticia.php?ID=3977" target="_blank">Sinto uma necessidade de renovação no BE</a>”. Ou ainda: &#8220;</span>Essa ideia de que ocupar o lugar do poder necessariamente implica uma mácula&#8230; não creio que seja assim. Não pode ser assim&#8221;. Pois não, já se tinha percebido. <span class="titulo"></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Este fim de semana vamos ver um Sapo</title>
		<link>http://www.atlantico-online.net/blogue/2008/03/07/este-fim-de-semana-vamos-ver-um-sapo/</link>
		<comments>http://www.atlantico-online.net/blogue/2008/03/07/este-fim-de-semana-vamos-ver-um-sapo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 19:30:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://i.s.sl.pt/76381480fb4abffc9a3bad3020b36aab.gif" style="margin: auto 0pt auto 25px" title="SAPO: Portugal Online " /></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Às sete da tarde, depois das notícias</title>
		<link>http://www.atlantico-online.net/blogue/2008/03/07/amanha-as-sete-da-tarde-8/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 18:58:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Rádio Europa Lisboa, 90.4 fm

  
Fernando C. Gabriel e Bernardo Pires de Lima são os nossos convidados do Descubra as Diferenças, num debate como sempre a quatro vozes, comigo e com Antonieta Lopes da Costa, a directora da Rádio Europa.
Temas:
Desavenças no Bloco: entre Francisco Louçã e José Sá Fernandes sobre uma coligação autárquica do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Rádio Europa Lisboa, 90.4 fm</strong></p>
<p><img src="http://fotos.sapo.pt/europa/pic/00005q7w" style="padding-right: 5px" align="left" border="0" /></p>
<p><a href="mms://stream.radio.com.pt/ROLI-ENC-069" style="background-color: transparent"><img src="http://radioeuropa.com.sapo.pt/ouvirdirecto.jpg" alt="clique para ouvir a emissão da europa" border="0" height="38" width="143" /></a><a href="mms://stream.radio.com.pt/ROLI-ENC-069" style="background-color: transparent">  </a></p>
<p><strong><a href="http://cachimbodemagritte.blogspot.com/" target="_blank">Fernando C. Gabriel</a></strong> e <strong><a href="http://www.atlantico-online.net/blogue/" target="_blank">Bernardo Pires de Lima</a></strong> são os nossos convidados do <a href="http://jazza-memuito.blogs.sapo.pt/" target="_blank">Descubra as Diferenças</a>, num debate como sempre a quatro vozes, comigo e com <strong><a href="http://jazza-memuito.blogs.sapo.pt/" target="_blank">Antonieta Lopes da Costa</a></strong>, a directora da <a href="http://www.radioeuropa.fm/" target="_blank">Rádio Europa</a>.</p>
<p><strong>Temas</strong>:</p>
<p><span id="more-6033"></span>Desavenças <span style="font-weight: bold">no Bloco</span>: entre <span style="font-weight: bold">Francisco Louçã</span> e <span style="font-weight: bold">José Sá Fernandes</span> sobre uma <span style="font-weight: bold">coligação</span> autárquica do <span style="font-weight: bold">BE</span> com o <span style="font-weight: bold">PS</span> em Lisboa. Louçã diz que não, enquanto Sá Fernandes defende a coligação com António Costa. Tudo uma questão de poder? A quem faz mais falta o &#8220;Zé&#8221;?</p>
<p><span style="font-weight: bold">Educação:</span> para além da <span style="font-weight: bold">manifestação</span> de dia <span style="font-weight: bold">8 de Março</span>, os protestos contra as políticas educativas tomam conta das ruas por todo o país. Por seu lado, o PS e o Governo mobilizam as estruturas do partido para o &#8220;<span style="font-weight: bold">grande comício nacional</span>&#8221; do próximo dia 15, no Porto, que pode ser um teste à popularidade de José Sócrates. Terá a ministra condições para continuar?</p>
<p><span style="font-weight: bold">Primárias norte-americanas:</span> ao contrário do que muitos esperavam, as primárias nas presidenciais americanas de 2008 não foram o último episódio de <span style="font-weight: bold; font-style: italic">Dynasty</span>- nem o fim de Hillary. Bem pelo contrário: <span style="font-weight: bold">Hillary Clinton</span> ganhou no Texas e no Ohio, e <span style="font-weight: bold">Barack Obama</span> vai ter de continuar a batalhar até ao fim. É <span style="font-weight: bold">John McCain</span>, agora candidato oficial dos Republicanos, quem ganha com tudo isto?</p>
<p><span style="font-weight: bold">O clone de Putin</span>: a sucessão nas eleições presidenciais russas, sob protestos contra uma possível fraude, veio demonstrar que o novo Presidente, <span style="font-weight: bold">Dmitri Medvedev</span>, é um clone de Vladimir Putin. A estabilidade do poder deve ser a principal preocupação dos europeus- e do resto do mundo- ou devem-se anunciar e escrutinar as irregularidades registadas? Será que a Rússia poderá alguma vez vir a ser uma <span style="font-weight: bold">verdadeira democracia</span>?</p>
<p><strong>6ªf, 7 Março-19h<br />
Domingo, 9 Março- 11h/19h</strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Rajoy: &#8220;Vamos a ganar esta batalla, vamos a derrotar a ETA&#8221;</title>
		<link>http://www.atlantico-online.net/blogue/2008/03/07/rajoy-vamos-a-ganar-esta-batalla-vamos-a-derrotar-a-eta/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 18:52:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Ver aqui.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ver <a href="http://www.elpais.com/videos/espana/Rajoy/Vamos/ganar/batalla/vamos/derrotar/ETA/elpvidnac/20080307elpepunac_11/Ves/" target="_blank">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Igualdade de género</title>
		<link>http://www.atlantico-online.net/blogue/2008/03/07/igualdade-de-genero-2/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 18:33:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[IMPRENSA]]></category>

		<category><![CDATA[Internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[
 Study shows American Men Gradually Doing More Housework, With Sex As A Payoff
[Via weirdnews, que descobri através do Pedro Norton no Geração de 60]
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://wwwimage.cbsnews.com/images/2007/10/11/image3356706g.jpg" id="photoImg" style="clear: both" /></p>
<p><a href="http://www.cbsnews.com/stories/2008/03/06/health/main3913148.shtml" target="_blank"> Study shows American Men Gradually Doing More Housework, With Sex As A Payoff</a></p>
<p>[Via <a href="http://weirdnews.yicha.com/">weirdnews</a>, que descobri através do Pedro Norton no <a href="http://geracaode60.blogspot.com/2008/03/bizarrias.html" target="_blank">Geração de 60</a>]</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Como afirmar Portugal [Atlântico 35]</title>
		<link>http://www.atlantico-online.net/blogue/2008/03/07/como-afirmar-portugal-atlantico-35/</link>
		<comments>http://www.atlantico-online.net/blogue/2008/03/07/como-afirmar-portugal-atlantico-35/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 17:50:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Atlantico</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[A afirmação de Portugal na economia global: visão e atitude
O caminho para Portugal se afirmar no quadro de uma economia global é difícil mas viável. É por isso que, segundo Joaquim Goes, a nossa afirmação no mundo passa pela construção de uma visão da sociedade com uma resposta global aos desafios da realidade e uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A afirmação de Portugal na economia global: visão e atitude</strong></p>
<p>O caminho para Portugal se afirmar no quadro de uma economia global é difícil mas viável. É por isso que, segundo <strong>Joaquim Goes</strong>, a nossa afirmação no mundo passa pela construção de uma visão da sociedade com uma resposta global aos desafios da realidade e uma atitude de forte determinação, exigência e ambição. Que não existiram até agora</p>
<p>1.    <strong>A situação de partida</strong></p>
<p>Portugal vive, desde há oito anos a esta parte, um processo sistemático de regressão do seu nível relativo de riqueza no contexto da União Europeia (ver em baixo Quadro 1). De facto, temos vindo a registar um empobrecimento progressivo desde há quase uma década, que resulta da baixa produtividade da nossa economia, traduzida numa redução do Produto Interno Bruto potencial (nível de crescimento sustentável de uma economia utilizando plenamente os factores disponíveis) desde o ano 2000, mantendo-se a expectativa de níveis reduzidos de PIB potencial pelo menos até 2009 (ver Quadro 2). Tudo isto tem condicionado a evolução do bem-estar da população e os níveis de coesão social, podendo mesmo levar a uma deterioração maior destas dimensões no futuro próximo.</p>
<p><span id="more-6051"></span><br />
<a href="http://www.atlantico-online.net/blogue/wp-content/uploads/2008/03/quadros-1-e-2.jpg" title="quadros-1-e-2.jpg"><img src="http://www.atlantico-online.net/blogue/wp-content/uploads/2008/03/quadros-1-e-2.jpg" alt="quadros-1-e-2.jpg" /></a></p>
<p>2.    <strong>As causas</strong></p>
<p>As razões que estão subjacentes a esta lenta agonia têm essencialmente a ver com a dificuldade que a economia portuguesa tem revelado em se ajustar às condições competitivas dos nossos tempos, destacando-se, entre outros, os seguintes factores de constrangimento:</p>
<p>i.    A (boa) opção pela entrada em primeiro lugar para a CEE em 1986 e posteriormente em 2000 no pelotão da frente da Moeda Única, colocou-nos completa e irreversivelmente dentro de um quadro de intensa concorrência, onde mecanismos de proteccionismo aduaneiro ou monetário (que até então eram profusamente utilizados em Portugal) foram totalmente suprimidos;<br />
ii.    O processo acelerado de globalização em que vivemos, baseado na cada vez maior interpenetração das economias e na eliminação de fronteiras físicas, sociais e culturais, potenciada pela explosão de uma tecnologia com cada vez maior impacto no comportamento das pessoas e das organizações (veja-se no fenómeno mundial em que se tornou a www em cerca de dez anos!), tem-nos conduzido a um mercado sem fronteiras onde o pensar e o actuar de forma global torna-se um imperativo de sobrevivência;<br />
iii.    O crescimento das economias mais desenvolvidas, tem vindo, naturalmente, a ser baseado num crescente peso do sector terciário – nomeadamente através da prestação de serviços de maior valor acrescentado. Estas propostas de valor, têm necessariamente de ser – sustentadas na capacidade de inovação, no aproveitamento do potencial das novas tecnologias e em elevados padrões de qualidade de serviço, implicando a existência de populações activas com elevados níveis de qualificação e com capacidade e incentivos para se adaptarem a uma procura cada vez mais exigente e com uma estrutura de preferências em constante alteração. Esta “economia baseada no conhecimento” leva inexoravelmente ao acentuar das assimetrias entre países e dentro de cada país entre pessoas, assumindo-se a qualificação e a capacidade de adaptação à mudança como os factores determinantes da geração de riqueza/empregabilidade das populações.</p>
<p>É este o contexto com que Portugal (como de resto todos os países desenvolvidos) se tem vindo a confrontar nos últimos anos e com que vai ter de se confrontar, ainda de forma mais acentuada, no seu futuro.</p>
<p>3.  <strong>  O que fazer – algumas pistas  </strong></p>
<p>Em face deste enquadramento, o que pode (e deve) ser feito para inverter este ciclo de degradação sustentada da nossa posição competitiva e do nosso nível de riqueza no quadro da economia global?</p>
<p>Não existem seguramente receitas mágicas, mas se quisermos aspirar a um futuro mais prometedor teremos que necessariamente saber dar resposta às seguintes questões chave:</p>
<p>i.    As mudanças estruturais, por definição, só têm impacto no médio prazo, exigindo grande determinação/sacrifícios e cedências a todos os níveis da sociedade e requerendo um consenso alargado para a sua implementação. A dificuldade em qualquer processo de mudança, reside no facto de que a fase de transição/ajustamento ser necessariamente dolorosa, só sendo visíveis os seus benefícios numa fase subsequente. Esta capacidade de aceitar um conjunto de dificuldades é tanto menor quanto mais a sociedade (e é o nosso caso…) tenha vivido nos últimos anos um período significativo de aumento do seu nível de vida. (em muitos casos acima das suas possibilidades…) Mas para que qualquer processo de mudança seja bem sucedido, é igualmente fundamental que exista uma visão clara e o mais partilhada possível sobre os objectivos que se pretendem alcançar. Desta forma, é imperioso que consigamos construir uma visão sobre o modelo de sociedade que responda aos desafios de enquadramento em que estamos inseridos. Neste contexto, um debate alargado, envolvendo a sociedade civil, os partidos políticos e as associações representativas dos parceiros sociais afigura-se da maior importância! Uma classe política que só pensa em programas de governo, quando está na iminência de assumir responsabilidades governativas, não pode estabelecer uma estratégia de médio prazo com probabilidade de ser bem sucedida.</p>
<p>ii.    No quadro da economia global, em que os factores de competitividade estão associados à criação e à aplicação do conhecimento, existe um conjunto de dimensões-chave do posicionamento de um país, que são requisitos mínimos para o delinear de uma estratégia de afirmação no contexto internacional. Entre essas dimensões-chave, salientaria três (que serão alvo de análise mais aprofundada em artigos a publicar posteriormente):</p>
<p>•    Um sistema educativo de qualidade. No contexto de uma economia baseada no conhecimento, uma população com elevados níveis de qualificação é um requisito essencial para o aumento do bem-estar. Infelizmente, o sistema educativo português tem revelado problemas gravíssimos de desempenho há várias décadas, não se tendo vislumbrado melhorias significativas nos últimos anos. O panorama pode-se resumir sinteticamente nos seguintes indicadores, relativos ao ensino secundário:</p>
<ul>
<li>Taxa de abandono escolar: a percentagem de jovens com 18-24 anos que não se encontram a frequentar o sistema de ensino e não possuem o secundário completo é de 36% em Portugal versus 15% na UE;</li>
</ul>
<ul>
<li>Taxas de insucesso escolar no ano lectivo de 2006/2007: 38,7% no 10.º ano e 20,3% no 12.º ano;</li>
</ul>
<ul>
<li>Percentagem da população entre os 25 e os 64 anos sem o 12.º ano: 74% em Portugal versus 31% na média dos países da OCDE;</li>
</ul>
<ul>
<li>Percentagem da população entre os 25 e os 34 anos sem o 12.º ano: 57% em Portugal versus 21% na média dos países da OCDE;</li>
</ul>
<ul>
<li>Níveis de apropriação de conhecimentos dos alunos portugueses, medidos através dos resultados dos testes PISA (ranking entre 30 países da OCDE): Ciências 27.º lugar, Leitura 23.º lugar e Matemática 26.º lugar.</li>
</ul>
<p>Em suma, se não conseguirmos inverter estes resultados desoladores não poderemos criar as bases para uma convergência com as economias mais desenvolvidas do mundo.</p>
<p>•    Uma maior flexibilidade dos mercados dos factores. Uma das características mais importantes dos nossos dias é a velocidade com que os elementos de enquadramento mudam. Por isso, assegurar um quadro da actividade económica flexível e facilmente adaptável é um factor determinante para um ambiente favorável ao desenvolvimento da actividade económica. Em particular, há que criar um novo modelo de referência para as relações laborais, reduzindo os factores de rigidez hoje existentes relativamente ao factor trabalho (Portugal encontra-se em 123.º lugar em termos de flexibilidade laboral no ranking de 131 países elaborado pelo World Economic Forum). Na verdade, vivemos num mundo em que o conceito de relação laboral está a mudar de forma radical: ou as sociedades criam modelos que permitem a flexibilidade laboral ou a capacidade de atrair investimento e em última instância de manter (para já não falar em criar!) os postos de trabalho existentes estará fortemente ameaçada. É de resto para fazer face a esta inevitabilidade, que começaram a ser introduzidos conceitos como o da flexisegurança no Norte da Europa.</p>
<p>•    Um Estado com um posicionamento esclarecido, eficaz e eficiente. Um factor de afirmação e de competitividade da maior importância para qualquer país em geral e para Portugal em particular tem que ver com o papel do Estado na economia, designadamente ao nível de três dimensões-chave:</p>
<ul>
<li>Uma clara visão sobre as funções que devem competir ao Estado;</li>
</ul>
<ul>
<li>Uma máquina burocrática que assegure elevados níveis de serviço;</li>
</ul>
<ul>
<li>Uma estrutura produtiva eficiente e que absorva os recursos estritamente necessários da economia.</li>
</ul>
<p>Num país habituado a um Estado paternalista em que, por um lado, o Estado é considerado como causa de todos os males e de quem, por outro lado, é esperada capacidade de resolução de todos os problemas, a resposta às questões atrás enunciadas ganham uma particular relevância e não se encontram minimamente respondidas. Na verdade, há que libertar recursos para a iniciativa privada e para isso é necessário ser-se muito eficiente, há que ser um facilitador do processo económico e para isso há que funcionar com eficácia, há que assegurar um conjunto de atribuições que só o Estado pode assumir (funções de soberania, administração da justiça, regulação dos mercados, redistribuição de riqueza, …) mas tão somente essas, responsabilizando mais os cidadãos e eliminando ímpetos intervencionistas. São estes os fundamentos de um Estado moderno, de um Estado que se assuma simultaneamente como um catalisador da actividade económica e como um garante da justiça social.</p>
<p>iii.    Ter uma postura de exigência e de ambição. Grande parte do sucesso das reformas estruturais a todos os níveis passam pela atitude e pela postura como essas mudanças são encaradas. Num contexto de uma intensidade concorrencial crescente e tendo vindo a registar no passado recente uma dinâmica económica fortemente negativa, Portugal, só com grande determinação e com uma postura de exigência e não de autocomplacência, poderá romper com a mediania e com o status quo. Como dizia Jacques Delors no contexto do processo da construção do Mercado Único: “hoje para sobrevivermos, temos que ser ambiciosos”.</p>
<p>O caminho que Portugal tem de trilhar para se afirmar no quadro de uma economia global é sinuoso mas viável. É por isso que a nossa afirmação no mundo passa pela construção de uma visão da sociedade que integre uma resposta global aos desafios da realidade que nos envolve e pressupõe uma atitude de forte determinação, exigência e ambição.</p>
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		<item>
		<title>A constituição do nosso atraso</title>
		<link>http://www.atlantico-online.net/blogue/2008/03/07/a-constituicao-do-nosso-atraso/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 17:37:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Azevedo Alves</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[O significado da Constituição portuguesa. Por André Abrantes Amaral.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://oinsurgente.org/2008/03/07/o-significado-da-constituicao-portuguesa/" target="_blank">O significado da Constituição portuguesa.</a> Por André Abrantes Amaral.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Diálogo com quem?</title>
		<link>http://www.atlantico-online.net/blogue/2008/03/07/dialogo-com-quem/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 17:30:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Marques Lopes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[
Talvez seja altura de o Sr. Zapatero voltar a negociar com os senhores da ETA
(qualquer interpretação desta mensagem como um suposto apoio a Rajoy será considerada ofensiva).  
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://estaticos03.cache.el-mundo.net/elmundo/imagenes/2008/03/07/1204893932_extras_portada_2.jpg" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><a href="http://www.elpais.com/global/" target="_blank">Talvez seja altura de o Sr. Zapatero voltar a negociar com os senhores da ETA</a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><span style="font-size: 9pt; line-height: 150%">(qualquer interpretação desta mensagem como um suposto apoio a Rajoy será considerada ofensiva).</span> <span> </span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Distinguir</title>
		<link>http://www.atlantico-online.net/blogue/2008/03/07/distinguir/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 16:59:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulot</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[No fundo, há reservas muito legítimas em falar da dupla Sócrates/Menezes ou mesmo, passando para a estratosfera, das eleições americanas. De facto: porquê, de graça? (Eu perdi a paciência.) Não há nenhumas em relação a falar do ataque à escola talmúdica em Jerusalém, sobretudo quando imensa gente, quando o refere, fala logo da situação em Gaza. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No fundo, há reservas muito legítimas em falar da dupla Sócrates/Menezes ou mesmo, passando para a estratosfera, das eleições americanas. De facto: porquê, de graça? (Eu perdi a paciência.) Não há nenhumas em relação a falar do ataque à escola talmúdica em Jerusalém, sobretudo quando imensa gente, quando o refere, fala logo da situação em Gaza. Aí está o essencial: o que permite verdadeiramente dividir. E pensar. E distinguir.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Escola segura</title>
		<link>http://www.atlantico-online.net/blogue/2008/03/07/escola-segura/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 12:21:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[
Polícia esteve pelo menos em quatro escolas
Escola das Caldas da Rainha também recebeu visita da PSP 07.03.2008 - 11h17 PÚBLICO
A PSP esteve ontem também a Escola Dom João II, nas Caldas da Rainha, o que eleva para quatro o número de estabelecimentos que se sabe terem sido visitadas por esta corporação em vésperas da manifestação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.atlantico-online.net/blogue/wp-content/uploads/2008/03/escolasegurapost.jpg" title="escolasegurapost.jpg"><img src="http://www.atlantico-online.net/blogue/wp-content/uploads/2008/03/escolasegurapost.jpg" alt="escolasegurapost.jpg" height="295" width="374" /></a></p>
<p><a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1321892&amp;idCanal=58" target="_blank"><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_txtAnteTitulo" style="font-size: 16px">Polícia esteve pelo menos em quatro escolas</span></a><strong><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_txtTitulo" style="font-size: 24px"><br />
Escola das Caldas da Rainha também recebeu visita da PSP <a href="http://10.38.1.194/admin/editaNoticiaHTM.asp?idNot=1321892&amp;id=58" target="_blank"><img src="http://ultimahora.publico.clix.pt/includes/img/vazio.gif" style="cursor: default" border="0" height="15" width="15" /></a></span></strong><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_txtData" style="font-size: 10px">07.03.2008 - 11h17</span> <span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_txtAutor" style="font-size: 10px">PÚBLICO</span></p>
<p><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_txtTextos" style="font-size: 11px">A PSP esteve ontem também a Escola Dom João II, nas Caldas da Rainha, o que eleva para quatro o número de estabelecimentos que se sabe terem sido visitadas por esta corporação em vésperas da manifestação de professores marcada para amanhã em Lisboa.</span></p>
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		<title>Separados à nascença?</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 12:19:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[
Entre outras críticas ao Governo e à oposição, José Pedro Aguiar-Branco assinala nesta edição da Atlântico nas bancas um traço que parece ser comum a José Sócrates e a Luís Filipe Menezes: a tendência para a teoria da conspiração e para verem os adversários políticos como inimigos a abater. Sócrates e Menezes são, de facto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://www.portugal.gov.pt/NR/rdonlyres/88E7BF49-4A14-44D1-A6A5-80E5F34E4533/0/Jose_Socrates_600.JPG&amp;imgrefurl=http://arte-de-opinar.blogspot.com/2007/10/pobres-d-esp.html&amp;h=450&amp;w=300&amp;sz=22&amp;hl=pt-PT&amp;start=2&amp;sig2=wYc56IAV2EMijc3bWd23dg&amp;um=1&amp;tbnid=4auVI0BXGVoshM:&amp;tbnh=127&amp;tbnw=85&amp;ei=RjLRR8DdKIXO0QTGo_TpBw&amp;prev=/images%3Fq%3DJos%25C3%25A9%2BS%25C3%25B3crates%26um%3D1%26hl%3Dpt-PT%26client%3Dfirefox-a%26channel%3Ds%26rls%3Dorg.mozilla:pt-PT:official%26sa%3DN"><img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:4auVI0BXGVoshM:http://www.portugal.gov.pt/NR/rdonlyres/88E7BF49-4A14-44D1-A6A5-80E5F34E4533/0/Jose_Socrates_600.JPG" style="border: 1px solid " height="121" width="81" /></a><a href="http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://www.oamador.com/wp-content/uploads/2007/10/menezes_amador.jpg&amp;imgrefurl=http://www.oamador.com/destaques/2007/10/menezes-entre-gaia-e-a-lideranca-do-psd/&amp;h=340&amp;w=250&amp;sz=22&amp;hl=pt-PT&amp;start=2&amp;sig2=eG-opnB89hcQ-KJnRq6R4g&amp;um=1&amp;tbnid=X7ct4ubI5h1zgM:&amp;tbnh=119&amp;tbnw=88&amp;ei=XzLRR86MPKCU0QTzxOnpBw&amp;prev=/images%3Fq%3DLu%25C3%25ADs%2BFilipe%2BMenezes%26um%3D1%26hl%3Dpt-PT%26client%3Dfirefox-a%26channel%3Ds%26rls%3Dorg.mozilla:pt-PT:official%26sa%3DG"><img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:X7ct4ubI5h1zgM:http://www.oamador.com/wp-content/uploads/2007/10/menezes_amador.jpg" style="border: 1px solid " height="119" width="88" /></a></p>
<p>Entre outras críticas ao Governo e à oposição, José Pedro Aguiar-Branco assinala nesta edição da <em>Atlântico</em> nas bancas um traço que parece ser comum a José Sócrates e a Luís Filipe Menezes: a tendência para a teoria da conspiração e para verem os adversários políticos como inimigos a abater. Sócrates e Menezes são, de facto, produtos de um mesmo tipo de escola política e poderiam ter sido companheiros na JSD. Não deixa de ser curioso que enquanto o primeiro-ministro se tenta colar à imagem austera de Cavaco Silva, Menezes procure imitar comportamentos de Sócrates. Quem fica a ganhar na comparação é sempre o produto original e nunca a imitação.</p>
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		<title>A grande chapelada</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 12:09:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Marques Lopes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[ Não sei o que mais será preciso para demonstrar que esta direcção está a destruir o PSD. 
E agora, conselheiros nacionais?
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://www.psd.pt/estaticas/partido/download/regulamentos/2008/reg_quotas_2008.pdf">Não sei o que mais será preciso para demonstrar que esta direcção está a destruir o PSD. </a></p>
<p>E agora, conselheiros nacionais?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por uma boa causa</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 02:10:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Buy A Date With Scarlett Johansson:

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>Buy A Date With Scarlett Johansson:</span></p>
<p><embed src="http://www.youtube.com/v/d2VRomS0J0Q" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object></p>
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		<title>Revista Atlântico nos jornais electrónicos</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 01:28:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinto Mascarenhas</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[
No Portugal Diário 
O ex-ministro da Justiça, José Pedro Aguiar Branco, criticou esta quinta-feira a liderança do PSD, exigindo a Luís Filipe Menezes que faça uma oposição ao Governo que seja «consistente, não errática, coerente e respeitadora da palavra dada», noticia a TSF.
As críticas de Aguiar Branco foram publicadas num artigo na revista Atlântico, onde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2186/2314272867_7471112f73_m.jpg" /></p>
<p>No <a href="http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=924447&amp;div_id=291">Portugal Diário </a></p>
<p>O ex-ministro da Justiça, José Pedro Aguiar Branco, criticou esta quinta-feira a liderança do PSD, exigindo a Luís Filipe Menezes que faça uma oposição ao Governo que seja «consistente, não errática, coerente e respeitadora da palavra dada», noticia a TSF.</p>
<p>As críticas de Aguiar Branco foram publicadas num artigo na revista <em>Atlântico</em>, onde o antigo ministro de Santana Lopes reprovou o facto do PSD ter voltado atrás no acordo da lei eleitoral autárquica e de o partido não ter apresentado uma alternativa ao mapa judiciário do Governo.</p>
<p><a href="http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=924447&amp;div_id=291"></a><strong><a href="http://www.por